Célula-Tronco Mesenquimal (CTM)

O que é uma Célula-Tronco Mesenquimal (CTM)?

São células-tronco encontradas em pequenas quantidades nos tecidos e são responsáveis originalmente pelo suporte a produção de células do sangue (hematopoese). As CTM apresentam grande potencial de proliferação e atuam na regeneração de tecidos danificados, ou seja, são capazes de se transformar primordialmente em osso, gordura, tendão, cartilagem e músculo. 

Em que tipo de terapia podemos utilizar as CTM?

As CÉLULAS-TRONCO MESENQUIMAIS estão sendo estudadas em grandes centros no mundo inteiro para tratar doenças autoimunes: artrite reumatoide; lúpus; esclerose múltipla; miastenia; distrofia muscular, esclerose lateral amiotrófica (ELA)

Doenças degenerativas: Alzheimer; Parkinson;

Regeneração de tecidos: Diabetes tipo l; insuficiência cardíaca; Infarto agudo; derrame; trauma raquimedular; doenças hepáticas; osteocondral; reconstrução de córnea, tecidos destruídos por radioterapia ou quimioterapia; entre outras. 

Os tratamentos com CTM ainda não são regulamentados. Abaixo listamos os principais testes clínicos utilizando CTM cadastrados no site clinicaltrials.gov, patrocinado pelo FDA (agência reguladora de serviços de saúde nos EUA). Este site é a principal fonte de informação sobre testes aplicados em seres humanos. São mais de 400 testes clínicos sendo realizados no mundo inteiro. 
• Fase I: testes clínicos que avaliam a segurança da terapia em pequenos grupos de pacientes;
• Fase II: testes clínicos que avaliam a segurança e eficácia do tratamento;
• Fase III: testes clínicos que confirmam a segurança e eficácia do tratamento com um grande número de pacientes em condições controladas.

Fase I
Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

Fase II
- Pseudoartrose
- Cirrose Hepática
- Esclerose Múltipla
- Acidente Vascular Cerebral
- Isquemia de Membros
- Anemias
- Lesão Medular
- Doença de Parkinson
- Ataxias
- Lesão Cerebral
- Coadjuvante em Transplantes de Órgãos
- Artrite Reumatoide
- Lesões de Medula
- Queimaduras
- Distrofia Muscular de Duchenne
- Coinfusão em transplantes de Células-tronco Hematopoiéticas
- Lesões Pulmonares
- Lúpus
- Doença Buerger´s
- Derrame 
- Epidermólise Bolhosa 
- AIDS

Fase III
- Osteoartrite
- Úlceras de pele
- Doença do enxerto versus hospedeiro
- Cardiopatias
- Diabetes
- Nefropatias
- Doença de Crohn´s

Existe regulamentação para tratamentos com CTM?

O uso das células-tronco mesenquimais ainda encontra-se em estudo, porém alguns países oferecem tratamentos não comprovados, formando o chamado TURISMO CELULAR, colocando pacientes em risco, e devido a isto, a SOCIEDADE INTERNACIONAL DE PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO lançou um manual para orientar pacientes que procuram tratamento, além de estimular órgãos regulamentadores a criar facilidades para tratamentos. Portanto a aplicação pratica das células-tronco mesenquimais ainda não é possível de ser realizada normalmente.

Como é realizada a coleta das CTM?

Medula Óssea: Através de punção, aspira-se o conteúdo da medula. Pode ser realizado para pequenos volumes (10 ml) no esterno e para grandes (200 ml) na bacia. Procedimento não realizado pelo CCB.
Tecido Adiposo: Através de uma lipoaspiração ou por biopsia de um fragmento de tecido adiposo. Pode se obter grandes volumes de tecido adiposo rico em CTM a partir do processo de lipoaspiração. Procedimento não realizado pelo CCB.
Tecido do Cordão Umbilical: Realiza-se a secção de um pedaço do cordão umbilical, com cerca de 10 cm de comprimento, próximo à região da placenta. Coloca-se o pedaço de cordão em recipiente contendo a solução de transporte, fornecido pelo CCB.
Polpa Dentária: Quando o dente estiver esfoliado (mole) realiza-se a retirada do dente (exodontia). Não passar qualquer produto, nem mesmo gaze estéril nos dentes extraídos. Imediatamente após a exodontia mergulhe o dente e os tecidos aderidos ao mesmo, no frasco encaminhado no kit, fornecido pelo CCB. Procedimento não realizado pelo CCB.

Existe alguma diferença entre as CTM extraídas da medula óssea, tecido adiposo, tecido de cordão umbilical e polpa dentária?

As CTM de medula são o padrão ouro das CTM, porém a obtenção da medula óssea autóloga tem suas limitações, como a morbidade ao paciente, a quantidade/qualidade das células-tronco que decaem com a idade do doador, e os riscos inerentes ao procedimento de coleta que é invasivo. Desta forma, uma fonte alternativa de CTM que seja obtida em grandes quantidades, com anestesia local, com um mínimo conforto, é vantajosa. Assim, o tecido adiposo é uma fonte alternativa de CTM, que oferece vantagens quando comparado à medula óssea, como o baixo risco para os doadores, abundância relativa de tecido adiposo, a facilidade de produção e um número elevado de CTM. Mas a grande vantagem é que o tecido adiposo contém um maior número de CTM por ml, em comparação a medula óssea, e a taxa de sucesso para o isolamento de CTM do tecido adiposo é 40 vezes mais elevada. Já as CTM derivadas do cordão umbilical e polpa dentária ganharam um interesse especial, devido às suas vantagens sobre as demais CTM. Para começar, o cordão umbilical e dente decíduo são descartados rotineiramente evitando assim problemas éticos. Em segundo lugar, a natureza extracorpórea destas fontes facilita o isolamento, eliminando o desconforto dos procedimentos de extração, bem como os riscos para o doador, que acompanham, por exemplo, o isolamento de medula óssea e tecido adiposo. Mais significativamente, a facilidade física de manipulação do cordão umbilical e do dente (polpa dentária) e disponibilidade desses tecidos, torna possível a obtenção de células-tronco durante o período precoce do desenvolvimento, assim o cordão umbilical e a polpa dentária proporcionam células jovens com maior potencial proliferativo e maior plasticidade (capacidade de diferenciação).

Como é realizado o processamento das CTM?

Após a coleta, o material biológico é enviado ao Laboratório Sala Limpa do CCB onde será processado em um ambiente ISO N7 com umidade e temperatura totalmente controladas e com filtros HEPA para impedir a contaminação do material. O material biológico é processado de acordo com uma tecnologia exclusiva desenvolvida e patenteada pelo CCB para a produção de CTM em elevada quantidade e com alto grau de pureza, sem a adição de enzimas e produtos de origem animal. O isolamento realizado pelo CCB garante a pureza e compatibilidade das CTM.

Qual é o prazo para realizar o processamento das CTM após a coleta?

O CCB segue a Resolução RDC n° 9, de 16 de março de 2011 da ANVISA, que dispõe sobre o funcionamento dos Centros de Tecnologia Celular para fins de pesquisa clínica e terapia. De acordo com as diretrizes do CCB, o prazo entre o término da coleta e o início do processamento não deve exceder 72 (setenta e duas) horas.

Como tenho certeza que as células são realmente CTM?

As CTM armazenadas no CCB são certificadas através de citometria de fluxo por um laboratório terceirizado que determina a identidade destas células e garante a qualidade do material. As CTM são também certificadas quanto à ausência de agentes contaminantes, como vírus, fungos e bactérias.

Como são armazenadas as CTM?

O método de congelamento e armazenamento utilizado para as CTM é o mesmo utilizado para a criopreservação das CTH, onde os contêineres são abastecidos de forma automática com nitrogênio liquido garantindo uma temperatura constante de -196ºC. A esta temperatura as CTM são mantidas em perfeitas condições por tempo indeterminado. Após o isolamento das CTM, o armazenamento é feito em quatro tubos, sendo três deles com 100% CTM e um quarto tubo armazenará o material biológico inicial para fornecer, no futuro, se necessário, mais CTM. O armazenamento do tecido do cordão umbilical é feito em dois tubos com 100% CTM e dois tubos com material biológico inicial.

Quanto tempo as CTM podem ficar armazenadas?

Assim como as CTH, teoricamente, NÃO há limite de tempo para células fiquem armazenadas em nitrogênio líquido. O processo de criopreservação a -196ºC mantém as células perfeitamente viáveis por tempo indeterminado. 

As CTM são suficientes para realizar um tratamento?

As CTM são células isoladas e cultivas em laboratório e devido a estas características elas podem ser expandidas, em curto espaço de tempo (30-45 dias), de acordo com a necessidade terapêutica e para diversas aplicações. Desta forma, não há a necessidade do armazenamento de grandes quantidades iniciais destas células, pois as mesmas proliferam rapidamente e com a tecnologia desenvolvida pelo CCB de armazenamento da fonte inicial, é possível descongelar esta fonte e produzir mais CTM conforme a necessidade para a medicina regenerativa.

O que é medicina regenerativa?

A Medicina Regenerativa tem como função REGENERAR, RECONSTRUIR e REPARAR tecidos e órgãos lesados. Tem como principal objetivo melhorar a qualidade de vida e a longevidade de pacientes com doenças que não tem tratamento na medicina curativa e as CTM são as grandes responsáveis pelo processo de regeneração.

Como funcionam as células-tronco no organismo doente?

Existem diversas doenças que afetam o organismo humano de diferentes formas e magnitudes, por isso, novas abordagens terapêuticas com a utilização de CTM estão crescendo a cada dia. A Terapia Celular com as CTM é para a substituição de tecidos lesionados através do processo de transformação (diferenciação) no tecido de origem, ou seja, osso, cartilagem, tendão, músculo ou tecido adiposo e também dos efeitos importantes no microambiente onde as CTM se encontram:
1º - Imunomodulação: conseguem regular o sistema imunológico local, evitando danos maiores ao local lesado; 
2º - Trófico: promovem a reorganização funcional do órgão ou tecido lesado, revascularizando o local e acelerando a mitose das células teciduais.

Por que as CTM NÃO tem necessidade de testes de compatibilidade?

A compatibilidade das CTM está relacionada à sua função imunomodulatória, ou seja, quando as CTM chegam ao microambiente para reparar os tecidos lesados, não sofrem a ação das células que protegem o organismo (sistema imunológico) tornando-as “invisíveis”. Além disso, o CCB usa um método exclusivo de expansão celular, guardando somente CTM, isto é, não há contaminação de outros tipos de células que requerem compatibilidade. Contudo, quando abordamos a questão da compatibilidade das CTM devemos restringir o seu uso clínico ao núcleo familiar, uma vez que, mesmo que estas células não provoquem resposta imunológica, elas podem transmitir doenças genéticas. O intercruzamento de material genético entre famílias pode reativar genes causadores de doenças que foram silenciados ao longo de gerações em determinada família.

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