

Durante décadas tratadas como peças inúteis da evolução, as muelas do siso agora despertam interesse científico. Pesquisas recentes sugerem que esses dentes podem guardar um recurso biológico valioso. Imagem: Reprodução Por muito tempo, as muelas do siso foram vistas apenas como um problema odontológico — dentes que causam dor, desalinhamento e frequentemente acabam removidos. No entanto, novas pesquisas científicas começaram a mudar essa percepção. O que antes parecia apenas um vestígio evolutivo pode esconder algo muito mais interessante para a medicina moderna. Cientistas e especialistas em biotecnologia agora investigam um potencial inesperado escondido nesses dentes. De dente problemático a material biológico promissor Durante anos, as muelas do siso foram consideradas praticamente inúteis. Na maioria dos casos, sua presença está associada a inflamações, falta de espaço na arcada dentária ou dificuldades de higiene, o que frequentemente leva à recomendação de extração. Mas es

Terapia inovadora utiliza células iPS e pode chegar a pacientes ainda este ano. Imagem: Reprodução O Japão anunciou a aprovação de um tratamento inovador contra a doença de Parkinson, que emprega células-tronco para substituir neurônios danificados no cérebro. Desenvolvido pela farmacêutica japonesa Sumitomo Pharma e batizado de Amchepry, este medicamento representa um avanço significativo e tem previsão de ser disponibilizado a pacientes a partir de meados deste ano. A decisão das autoridades sanitárias japonesas abre caminho para o que pode se tornar o primeiro tratamento comercial global baseado em células-tronco pluripotentes induzidas (células iPS). A doença de Parkinson é um transtorno neurológico crônico e degenerativo que afeta predominantemente o sistema motor do corpo, impactando cerca de 10 milhões de pessoas em todo o mundo, conforme estimativas da Parkinson’s Foundation. Caracterizada pela progressiva destruição de neurônios produtores de dopamina, a condição manifesta

O estudo da Hemiplegia Alternante da Infância está na fase de recrutamento de pacientes portadores da moléstia causada por mutações genéticas A doença tem início nos primeiros meses de vida e o tratamento é baseado no controle dos seus sinais e sintomas – Imagem: Kjpargeter/Freepik O assunto agora é produção científica, uma vez que a Faculdade de Medicina da USP e a Universidade de Harvard firmaram uma parceria para estudar uma doença genética rara. Para tanto, pacientes estão sendo convocados para pesquisa. O projeto internacional, que reforça o papel da USP como polo estratégico na produção científica em neurologia e genética, analisa falhas na bomba de sódio e potássio dos neurônios, condições que caracterizam a Hemiplegia Alternante da Infância. O monitoramento de pessoas diagnosticadas fundamentará o desenvolvimento de terapias inovadoras. O que se busca é entender todas as manifestações da moléstia e suas mais variadas apresentações clínicas no interior de uma população miscige

As células T auxiliares, fundamentais para uma resposta imunológica eficaz, agora podem ser produzidas de forma confiável a partir de células-tronco humanas, segundo um novo estudo científico. Imagem: Reprodução A descoberta representa um avanço decisivo para o desenvolvimento de terapias celulares mais acessíveis, escaláveis e prontas para uso, especialmente no tratamento do câncer. Pesquisadores da Universidade Colúmbia Britânica (UBC) demonstraram, pela primeira vez, um método consistente para gerar células T auxiliares em laboratório, superando um obstáculo histórico da imunoterapia moderna. “Este estudo enfrenta um dos maiores desafios da medicina regenerativa”, afirma o Dr. Peter Zandstra, coautor sênior da pesquisa e diretor da Escola de Engenharia Biomédica da UBC. Segundo ele, a capacidade de produzir múltiplos tipos de células imunes a partir de células-tronco pode tornar essas terapias muito mais acessíveis. O papel das células T auxiliares na imunoterapia Para que um

Com a população vivendo mais, a saúde dos joelhos ganha protagonismo na manutenção da autonomia. Imagem: Reprodução “O desgaste natural da cartilagem é esperado com o envelhecimento, mas quando ele se torna acentuado pode levar a dores crônicas, rigidez e até incapacidade”, afirma o ortopedista Dr. Pedro Debieux Vargas Silva. Para ele, “a diferença entre um envelhecimento saudável e um patológico está diretamente ligada aos cuidados adotados ao longo da vida”. Hábitos que fazem a diferença Após os 40 anos, a atenção precisa ser redobrada. O controle do peso é decisivo para poupar as articulações. “O excesso de peso é um dos principais inimigos, pois sobrecarrega a articulação: estima-se que cada quilo acima do ideal represente até quatro vezes mais carga sobre o joelho durante atividades como subir escadas. Isso significa que perder 5 quilos pode reduzir em 20 quilos a pressão sobre a articulação”, explica. Movimentar-se com regularidade também protege o joelho. “Atividades como m