

Estruturas desenvolvidas por equipe da USP e da Faculdade Albert Einstein se combinam com polímeros de origem orgânica e podem recuperar também perda ou malformação dos ossos Imagem: Reprodução Experimentos feitos com ratos de laboratório mostraram que estruturas à base de grafeno (“folhas” do elemento químico carbono com apenas um átomo de espessura) podem funcionar como um aliado poderoso na regeneração dos ossos, ajudando a sanar fraturas ou perda óssea. Nos testes, a matriz biocompatível incluindo o grafeno promoveu uma reparação de quase 90% do dano sofrido pelas cobaias um mês após a fratura induzida em laboratório – um desempenho superior a outros materiais usados na pesquisa. A análise do desempenho do biomaterial foi publicada no periódico Scientific Reports. Coordenaram o estudo Daniela Franco Bueno, da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, e Guilherme Lenz e Silva, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Para Bueno, os resultado

As células-tronco são células especiais do corpo humano que têm o potencial de se dividir e se transformar em muitos tipos diferentes de células. Imagem: Reprodução São células únicas que podem gerar novas células especializadas e regenerar tecidos danificados ou doentes. As células-tronco podem criar músculos, ossos, sangue e muitos outros tecidos, o que as torna excepcionais para a medicina regenerativa. Devido à sua capacidade de reparar e regenerar tecidos, as células-tronco estão no centro de muitas pesquisas e abriram novas possibilidades para o tratamento de doenças que tradicionalmente eram difíceis de controlar. Partindo desse princípio, na era das inovações médicas, as células-tronco estão se tornando uma das tecnologias mais promissoras para o tratamento de lesões e doenças que podem exigir o uso de próteses. Os recentes avanços na área da medicina regenerativa demonstram o grande potencial das células-tronco no futuro da saúde e da reabilitação esportiva. Qual a import

Durante décadas tratadas como peças inúteis da evolução, as muelas do siso agora despertam interesse científico. Pesquisas recentes sugerem que esses dentes podem guardar um recurso biológico valioso. Imagem: Reprodução Por muito tempo, as muelas do siso foram vistas apenas como um problema odontológico — dentes que causam dor, desalinhamento e frequentemente acabam removidos. No entanto, novas pesquisas científicas começaram a mudar essa percepção. O que antes parecia apenas um vestígio evolutivo pode esconder algo muito mais interessante para a medicina moderna. Cientistas e especialistas em biotecnologia agora investigam um potencial inesperado escondido nesses dentes. De dente problemático a material biológico promissor Durante anos, as muelas do siso foram consideradas praticamente inúteis. Na maioria dos casos, sua presença está associada a inflamações, falta de espaço na arcada dentária ou dificuldades de higiene, o que frequentemente leva à recomendação de extração. Mas es

Terapia inovadora utiliza células iPS e pode chegar a pacientes ainda este ano. Imagem: Reprodução O Japão anunciou a aprovação de um tratamento inovador contra a doença de Parkinson, que emprega células-tronco para substituir neurônios danificados no cérebro. Desenvolvido pela farmacêutica japonesa Sumitomo Pharma e batizado de Amchepry, este medicamento representa um avanço significativo e tem previsão de ser disponibilizado a pacientes a partir de meados deste ano. A decisão das autoridades sanitárias japonesas abre caminho para o que pode se tornar o primeiro tratamento comercial global baseado em células-tronco pluripotentes induzidas (células iPS). A doença de Parkinson é um transtorno neurológico crônico e degenerativo que afeta predominantemente o sistema motor do corpo, impactando cerca de 10 milhões de pessoas em todo o mundo, conforme estimativas da Parkinson’s Foundation. Caracterizada pela progressiva destruição de neurônios produtores de dopamina, a condição manifesta

O estudo da Hemiplegia Alternante da Infância está na fase de recrutamento de pacientes portadores da moléstia causada por mutações genéticas A doença tem início nos primeiros meses de vida e o tratamento é baseado no controle dos seus sinais e sintomas – Imagem: Kjpargeter/Freepik O assunto agora é produção científica, uma vez que a Faculdade de Medicina da USP e a Universidade de Harvard firmaram uma parceria para estudar uma doença genética rara. Para tanto, pacientes estão sendo convocados para pesquisa. O projeto internacional, que reforça o papel da USP como polo estratégico na produção científica em neurologia e genética, analisa falhas na bomba de sódio e potássio dos neurônios, condições que caracterizam a Hemiplegia Alternante da Infância. O monitoramento de pessoas diagnosticadas fundamentará o desenvolvimento de terapias inovadoras. O que se busca é entender todas as manifestações da moléstia e suas mais variadas apresentações clínicas no interior de uma população miscige