Notícias

23 de janeiro de 2020

Carne de laboratório tenta ganhar escala para chegar ao supermercado

Uma série de startups está captando dinheiro para suprir a demanda mundial por carne, sem tirar o bife da mesa ou recorrer a alternativas vegetais. Em vez de criada no pasto, a carne cresce em laboratório, a partir de células-tronco. Saem os fazendeiros, entram os bioengenheiros. A aposta é que na próxima década o consumidor deve procurar por alternativas mais sustentáveis e inovadoras. A tendência tem até nome: “neonívoros”, pessoas onívoras, com dieta baseada em carne criada em laboratório. Segundo a Associação de Agricultura Celular (ACS), nos EUA, a produção industrial deve atingir larga escala e distribuição mundial a partir de 2025. Antes disso, prevê apenas pequenas experiências regionalizadas. O diretor da ACS Kristopher Gasteratos faz uma futurologia ousada no manifesto da entidade, digno de ficção científica, para o que ele chama de "Renascença Neonívora". Segundo suas previsões, na década de 2020 a dieta baseada em carne de laboratório deve crescer em 10 a 20% ao ano e

16 de janeiro de 2020

Abordagem mostra-se eficaz no tratamento de fístulas digestivas

Pequenas vesículas liberadas na corrente sanguínea por células-tronco adiposas estão sendo testadas por pesquisadores da Université Paris Diderot, na França, como um sistema biológico terapêutico. No projeto, o grupo liderado pela cientista franco-brasileira Amanda Andriola Silva Brun e pelo médico Gabriel Rahmi avaliou a eficácia do método no tratamento de fístulas digestivas – patologia caracterizada pela comunicação anormal entre os epitélios que conectam dois órgãos do trato digestivo ou que conectam uma das vísceras e a pele. O problema afeta em torno de 1,5 milhão de pacientes em toda a Europa e é de difícil tratamento. A maior parte dos casos é resultante de trauma cirúrgico, mas as fístulas também podem surgir como consequência de um câncer ou da doença de Crohn, caracterizada por uma inflamação crônica no trato gastrointestinal. Em uma condição fisiológica, as vesículas extracelulares secretadas pelas células-tronco – também conhecidas como exossomas – são responsáveis pel

9 de janeiro de 2020

Brasileiras criam biotinta para impressão 3D de tecido nervoso

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estão desenvolvendo uma biotinta - uma tinta biológica - capaz de produzir tecidos neurais que simulem o cérebro humano, permitindo o estudo mais preciso de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer. A biotinta será usada em uma bioimpressora 3D, que imprime diversas camadas até formar uma estrutura semelhante a um tecido ou órgão. Essa tecnologia tem sido testada por diversos grupos de pesquisa no mundo. No futuro, espera-se que esses tecidos e órgãos sintéticos possam ser usados em transplantes. Por enquanto, esses órgãos em miniatura estão sendo usados como modelos experimentais para testar fármacos e estudar mecanismos relacionados ao desenvolvimento de doenças. Dentre os testes já realizados por grupos do Brasil e do exterior, a bioimpressão de células do cérebro se mostra a mais difícil, dada a complexidade do sistema nervoso central, composto de diferentes células que interagem entre si, de forma ainda

12 de dezembro de 2019

Edição de DNA gera primeiros resultados práticos em pacientes humanos

Método polêmico, a edição de DNA por meio da tecnologia chamada CRISPR (Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas, em tradução livre) começou a gerar seus primeiros resultados. Dois pacientes humanos tiveram efeitos de suas doenças eliminados com a técnica. Ambos tinham doenças genéticas no sangue. Em um deles, o corpo produzia poucos glóbulos brancos – talassemia – e havia começado o tratamento no mês de março. Já o outro – que começou o procedimento em abril – possuía anemia falciforme, ou seja, suas hemácias tinham um formato de foice.Enquanto o primeiro não necessita mais de transfusões de sangue, o segundo deixou de sentir dores quando tem seus vasos sanguíneos entupidos. O método é feito por meio de genes de células-tronco dos pacientes. Eles são levados a laboratórios e editados, de forma a ligar em uma versão de hemoglobina que costuma ser desativada quando a pessoa fica adulta. O último processo consiste em implantar novamente as células na me

5 de dezembro de 2019

Michael Schumacher passa por tratamento com células-tronco em Paris

O ex-piloto alemão Michael Schumacher chegou na última segunda-feira (9/11) a um hospital de Paris para realizar um tratamento sigiloso, de acordo com o jornal Le Parisien. A reportagem diz que o heptacampeão da Fórmula 1 vai passar por transfusões de células-tronco, o que funcionaria como uma ação anti-inflamatória sistêmica. Schumacher chegou ao Hospital Europeu Georges-Pompidou à tarde, trazido em uma ambulância com placa de Genebra, na Suíça. Ele foi levado para dentro da unidade em uma maca, coberto com um pano que impedia que fosse visto e cercado por dez seguranças. O tratamento será conduzido pelo cirurgião cardíaco Philippe Menasché, que é pioneiro no uso de terapia celular contra a insuficiência do coração. O cirurgião particular do ex-piloto, Gérard Saillant, também acompanha o procedimento. Menasché, que é pioneiro no uso de células cardíacas embrionárias em pacientes, faz parte do conselho de administração do Instituto do Cérebro e da Médula Óssea do Hospital Pitié-Salp

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