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21 de junho de 2018

Brasileiros criam técnica que facilita remontagem de coração para transplante sem rejeição

“Descelularizado” parece neologismo para designar quem está sofrendo uma crise de abstinência por falta de acesso ao smartphone, mas o termo, na verdade, é uma das palavras-chave para quem tenta contornar a escassez de órgãos para transplante no mundo. Coração descelularizado, ou seja, após ter suas células removidas; no fim, só resta uma especie de esqueleto do órgão - Divulgação/UFES E se fosse possível descelularizar totalmente o coração de um doador —ou seja, retirar todas as células e todo o material genético original— , usar o “esqueleto” do órgão como base para células do próprio paciente que vai receber o transplante e, assim, concluir o processo tendo em mãos um coração novo em folha, pronto para ser transplantado sem riscos de rejeição? Cinquenta anos depois dos primeiros transplantes no Brasil e no mundo,  vários laboratórios mundo afora têm corrido atrás desse novo objetivo. “É algo com um potencial enorme, que está se aproximando das aplicações em seres humanos”, afir

14 de junho de 2018

Cérebros desenvolvidos em laboratório começaram a brotar seus próprios vasos sanguíneos

Os cérebros desenvolvidos em laboratório ficaram um passo mais próximos da realidade, depois que cientistas anunciaram que mini-cérebros experimentais começaram a gerar seus próprios vasos sangüíneos. Bolas cerebrais foram criados a partir de células estaminais e são usados para o estudo das doenças cerebrais, incluindo Zika -relacionados microcefalia. Os pesquisadores esperam que as bolas cerebrais vascularizadas possam se mostrar eficazes em algum dia encorajando a regeneração do tecido cerebral danificado. “A ideia geral com esses organoides é um dia ser capaz de desenvolver uma estrutura cerebral que o paciente tenha perdido com as próprias células do paciente”, disse o neurocirurgião vascular da UC Davis, Ben Waldau, à Wired. Cientistas da UC Davis observaram a geração de veias dentro de bolas cerebrais, também conhecidas como esferóides corticais ou organoides neurais. Waldau e sua equipe encorajaram a vascularização das bolas cerebrais, transformando as células da membrana ce

7 de junho de 2018

Novas técnicas criam ossos e cartilagens à la carte

Ossos e cartilagens à la carte. É o que prometem as novas técnicas desenvolvidas pela empresa Bonus Biogroup, baseada em Haifa (norte de Israel), e por um grupo de pesquisadores do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da USP (IOT). O procedimento desenvolvido pela Bonus, ainda em testes, envolve o cultivo de tecido ósseo vivo sob medida a partir de células-tronco retiradas da gordura do próprio paciente com lipoaspiração —ou seja, nada de enxertos artificiais.  A tecnologia poderá permitir que qualquer pessoa encomende o osso de que necessita em caso de trauma, infecção ou câncer, por exemplo. Hoje, a solução envolve cirurgia para colher parte de um osso de outra parte do corpo e o implante na região carente ou utilizar um substituto artificial.  A vantagem dos ossos vivos, cultivados fora do corpo, é que eles já vêm com vasos sanguíneos e com potencial para criação de medula óssea. Praticamente não há risco de rejeição. Os primeiros experimentos com s

4 de junho de 2018

Bebê é diagnosticada com doença rara e é salva antes de nascer

Você já pensou em salvar a vida de uma criança ainda dentro do útero, antes mesmo dela nascer? É isso que um novo experimento de terapia fetal faz. Para muitos, pode ser considerado ousadia, no entanto, essa prática salvou a vida da bebê Elianna Constantino antes mesmo dela nascer. Fotos: Bryan Meltz / The New York Times A criança foi diagnosticada com talassemia alfa maior, uma doença genética que mata o feto antes mesmo dele vir a nascer. Essa doença deixa as células vermelhas do sangue incapazes de transportar oxigênio, causando anemia severa no bebê, insuficiência cardíaca e danos cerebrais. Elianna é filha de Nichelle Obrar, 40, e Chris Constantino, que são saudáveis mas descobriram que são portadores de talassemia. Os portadores, em geral, são pessoas saudáveis mas quando tem filhos juntos, esses correm o risco de ter a doença. Cada filho tem a probabilidade de 25% de ser afetado. Gabriel é o primeiro filho do casal e nasceu saudável. No entanto, eles e seus médicos já fica

1 de junho de 2018

Tratar esclerose múltipla com células-tronco é mais eficaz que medicação

O transplante com células-tronco da medula óssea do próprio paciente para combater a esclerose múltipla é mais eficaz do que a medicação disponível no mercado e custa bem menos. Esta é a conclusão de estudo feito por pesquisadores do Brasil, Suécia, Inglaterra e Estados Unidos. Dos transplantados acompanhados por pesquisa, apenas três (6%) reativaram a doença após o transplante. No outro grupo, tratado com a medicação disponível no País, 33 (60%) – Ilustrações: Reprodução BruceBlaus via Wikimedia Commons CC BY-SA 4.0 Os resultados foram apresentados em março no encontro anual da European Society for Blood and Marrow Transplantation e publicados na Neurology. uma revista científica de alto impacto. “Os resultados comprovam que os transplantes apresentam melhores resultados do que as medicações utilizadas para o tratamento da esclerose múltipla”, afirma a professora Maria Carolina de Oliveira, pesquisadora do Centro de Terapia Celular (CTC) da USP e da Divisão de Imunologia Clínica d

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