

As células T auxiliares, fundamentais para uma resposta imunológica eficaz, agora podem ser produzidas de forma confiável a partir de células-tronco humanas, segundo um novo estudo científico. Imagem: Reprodução A descoberta representa um avanço decisivo para o desenvolvimento de terapias celulares mais acessíveis, escaláveis e prontas para uso, especialmente no tratamento do câncer. Pesquisadores da Universidade Colúmbia Britânica (UBC) demonstraram, pela primeira vez, um método consistente para gerar células T auxiliares em laboratório, superando um obstáculo histórico da imunoterapia moderna. “Este estudo enfrenta um dos maiores desafios da medicina regenerativa”, afirma o Dr. Peter Zandstra, coautor sênior da pesquisa e diretor da Escola de Engenharia Biomédica da UBC. Segundo ele, a capacidade de produzir múltiplos tipos de células imunes a partir de células-tronco pode tornar essas terapias muito mais acessíveis. O papel das células T auxiliares na imunoterapia Para que um

Com a população vivendo mais, a saúde dos joelhos ganha protagonismo na manutenção da autonomia. Imagem: Reprodução “O desgaste natural da cartilagem é esperado com o envelhecimento, mas quando ele se torna acentuado pode levar a dores crônicas, rigidez e até incapacidade”, afirma o ortopedista Dr. Pedro Debieux Vargas Silva. Para ele, “a diferença entre um envelhecimento saudável e um patológico está diretamente ligada aos cuidados adotados ao longo da vida”. Hábitos que fazem a diferença Após os 40 anos, a atenção precisa ser redobrada. O controle do peso é decisivo para poupar as articulações. “O excesso de peso é um dos principais inimigos, pois sobrecarrega a articulação: estima-se que cada quilo acima do ideal represente até quatro vezes mais carga sobre o joelho durante atividades como subir escadas. Isso significa que perder 5 quilos pode reduzir em 20 quilos a pressão sobre a articulação”, explica. Movimentar-se com regularidade também protege o joelho. “Atividades como m

Tecnologia pode ampliar o acesso a tratamentos e enfrentar a escassez mundial de córneas para procedimentos oftalmológicos Os cientistas também demonstraram que é possível construir uma córnea correspondendo às especificações exclusivas de um paciente. Foto: John Millard/Newcastle University/ Pesquisadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, imprimiram pela primeira vez córneas humanas em 3D, um avanço que pode transformar o tratamento de doenças oculares e reduzir a dependência de doadores para cirurgias oftalmológicas. A equipe demonstrou que a técnica permite produzir córneas personalizadas a partir das medidas do próprio paciente, o que amplia as possibilidades de aplicação clínica no futuro. Além disso, a inovação surge em um contexto de grande escassez mundial de córneas para transplante. Atualmente, cerca de 10 milhões de pessoas precisam de cirurgia para evitar a cegueira causada por doenças como o tracoma, enquanto quase 5 milhões já sofrem cegueira total em razão

As células exterminadoras naturais, ou células NK, são elementos do sistema imunológico capazes de identificar e destruir rapidamente células cancerosas ou infectadas. Seu uso na terapia, especialmente equipando-as com receptores artificiais (CAR), representa um caminho promissor contra a doença. Até agora, os métodos se baseavam em células maduras colhidas de doadores, uma abordagem cara e difícil de reproduzir em grande escala devido às diferenças entre indivíduos. A equipe do professor Jinyong Wang na China adotou outra estratégia, usando células-tronco e progenitoras hematopoiéticas, provenientes de sangue do cordão umbilical. Essas células, mais fáceis de manipular, servem como ponto de partida para gerar em laboratório células NK induzidas, chamadas iNK, que podem então receber o receptor CAR. Este estudo foi publicado na Nature Biomedical Engineering. O processo ocorre em três fases principais. Primeiro, as células-tronco são multiplicadas de forma significativa em um supor

Estudo experimental aponta resultados animadores, mas especialistas reforçam que ainda não se trata de uma cura definitiva Imagem: Reprodução Uma terapia experimental baseada em células-tronco geneticamente modificadas apresentou resultados promissores no tratamento do diabetes tipo 1, doença autoimune em que o próprio sistema imunológico destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Em um estudo recente, 10 dos 12 pacientes submetidos ao tratamento deixaram de necessitar de insulina após um ano de acompanhamento. Os outros dois participantes continuaram utilizando o hormônio, porém em doses significativamente menores. O tratamento foi desenvolvido pela farmacêutica Vertex Pharmaceuticals e os resultados foram publicados na revista científica The New England Journal of Medicine. A técnica consiste em estimular células-tronco em laboratório para que se transformem em células das chamadas ilhotas pancreáticas, que produzem insulina naturalmente no organismo.