

A longevidade deixou de ser apenas reflexo da expectativa de vida crescente e tornou-se um dos campos mais dinâmicos da inovação. Imagem: Reprodução Avanços em inteligência artificial, biotecnologia e engenharia genética não apenas prolongam a vida, mas elevam sua qualidade. O envelhecimento saudável hoje considera bem-estar mental, regeneração celular e tratamentos personalizados, mas também impõe desafios éticos, sociais e estruturais aos sistemas de saúde e previdência. No SXSW 2025, o maior evento global de criatividade, inovação e tecnologia, realizado em Austin, Texas, nos Estados Unidos, os debates reforçaram a interseção entre tecnologia, saúde e longevidade. A inteligência artificial está revolucionando diagnósticos e tratamentos personalizados. Dispositivos vestíveis e plataformas digitais colocam o paciente no centro do cuidado, permitindo o monitoramento constante da saúde. A biotecnologia avança com organoides, terapias regenerativas e tratamentos metabólicos que, há po

Pesquisadores têm feito avanços significativos na compreensão de como a pele humana se desenvolve a partir de células-tronco. Imagem: Reprodução Este progresso pode, eventualmente, levar a métodos para retardar os sinais de envelhecimento e criar pele artificial para transplantes. A pesquisa faz parte do ambicioso projeto Atlas das Células Humanas, que busca mapear como cada parte do corpo humano é formada. O projeto, liderado por cientistas do Instituto Wellcome Sanger, no Reino Unido, está focado em entender o desenvolvimento celular desde o estágio embrionário até a idade adulta. A capacidade de manipular o desenvolvimento da pele pode não apenas combater o envelhecimento, mas também ajudar no tratamento de doenças e na regeneração de tecidos. Como a pele humana é criada a partir de células tronco? Após a fecundação, as células humanas são inicialmente idênticas. No entanto, após três semanas, genes específicos são ativados dentro das células-tronco, orientando-as a se especial

A bioimpressão 3D está emergindo como uma das tecnologias mais promissoras na medicina regenerativa, oferecendo soluções inovadoras para a criação de tecidos e órgãos funcionais. Bioimpressão — Reprodução Essa técnica deposita camadas de “biotintas” compostas por células vivas e biomateriais, permitindo a fabricação de estruturas que imitam a complexidade dos tecidos humanos. Pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) estão explorando o uso de células-tronco mesenquimais na bioimpressão para tratar doenças como cirrose hepática, diabetes tipo 1 e lesões renais. Essas células têm mostrado potencial significativo na regeneração de tecidos danificados, oferecendo novas perspectivas terapêuticas. Na Europa, o Instituto Murciano de Investigación Biosanitaria (IMIB) participa do projeto 4D-Bioskin, que visa desenvolver a pele humana bioimpressa para aplicações médicas. Essa pele, criada a partir das próprias células dos pacientes, está sendo testada em ensaios clíni

Um verdadeiro milagre da vida e da ciência está em curso na família Camargos. A pequena Maria, nascida no último dia 29 de maio, pode ser a chave para a recuperação do pai, Tiba, influenciador católico que ficou tetraplégico após um acidente em fevereiro deste ano. Déa e Tiba Camargos estão confiantes: o cordão umbilical do bebê que acaba de nascer poderá salvar o pai, que ficou tetraplégico após acidente. O casal de ativistas pró-vida decidiu realizar o parto em hospital justamente para coletar as células-tronco do cordão umbilical da bebê, que serão usadas em um tratamento pioneiro para regenerar as lesões medulares do pai. O acidente ocorreu em 9 de fevereiro, quando Tiba, ao ouvir os gritos de socorro do filho Matias, que se assustou ao não conseguir nadar em um rio em Alegria (RS), mergulhou para salvá-lo. Na ação, ele bateu a cabeça em uma pedra, sofrendo traumatismo craniano e lesão medular que o deixou sem movimentos do pescoço para baixo. Na época, Déa estava grávida de sei

Criação conjunta de startup e FAPESP pode facilitar o processo de cicatrização do corpo humano Equipamento permite a confecção precisa do curativo e a correta distribuição de células mesenquimais pelo hidrogel, mantendo-as viáveis durante a bioimpressão e a utilização (imagem: Phelipe Janning/Agência) No Brasil ainda não há um produto de terapia avançada para o tratamento de ferida crônica e queimadura registrado nos órgãos regulatórios de saúde. Uma startup sediada no Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto, no interior paulista, pretende romper essa barreira e se tornar pioneira nesse segmento. A empresa desenvolveu, com apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da Fapesp, um biocurativo elaborado por impressão 3D, contendo células-tronco do cordão umbilical humano, destinado ao tratamento de portadores de feridas crônicas e queimaduras graves. Batizado Mensencure, o biocurativo é feito com hidrogel e contém células mesenquimais, que se