

Pesquisadores criam rins de células-tronco que filtram sangue, produzem urina e permitem estudar doenças e terapias renais Os rins são, depois do cérebro, considerados os órgãos mais complexos do corpo. Crédito: Julien Tromeur / Unsplash Os rins são órgãos essenciais para nossa sobrevivência. Eles limpam o sangue de impurezas, mas são extremamente complexos de serem reproduzidos à partir de células-tronco. Agora, segundo a revista Science, pesquisadores avançam um passo importante ao criar réplicas renais mais realistas. Feitas a partir de células-tronco, elas são capazes de reproduzir funções básicas do rim e abrir novas possibilidades para estudos e terapias. Os rins são, depois do cérebro, considerados os órgãos mais complexos do corpo. Agora, pesquisadores estão avançando nos estudos para criarem rins de laboratório prontos para transplantes. Estruturas foram implantadas em camundongos Pesquisadores da Cell Stem Cell criaram uma versão completa do órgão utilizando estrutur

Pesquisa mostra que transplante não só forma novos neurônios como repara vasos sanguíneos e reduz inflamação em camundongos com lesões cerebrais Um em cada quatro adultos sofre um AVC ao longo da vida Danos causados por um acidente vascular cerebral (AVC) podem ser revertidos através do transplante de células-tronco. É isso o que aponta uma pesquisa desenvolvida por cientistas da Universidade de Zurique, na Suíça. De acordo com o estudo, os benefícios do procedimento ainda incluem a regeneração de neurônios e a restauração de funções motoras, marcando um avanço no tratamento de distúrbios cerebrais. Um em cada quatro adultos sofre um AVC ao longo da vida, e cerca da metade apresenta danos residuais, como paralisia ou dificuldades na fala, devido à morte irreversível de células cerebrais. Atualmente, não existe tratamento para reparar esse tipo de dano. "Por isso, é essencial buscar novas abordagens terapêuticas para a potencial regeneração cerebral após doenças ou acidentes", afi

A gastroenterologista Renata Valliant, do Beda Prime, explica a esteatose hepática Especialista | Dra. Renata integra o BedaPrime (Foto: Divulgação) Popularmente conhecida como gordura no fígado, a esteatose hepática é uma condição que pode passar despercebida, mas sua evolução pode ter consequências devastadoras. A médica gastroenterologista e hepatologista Renata Valliant, que integra a equipe do Gastro Prime, serviço especializado do Beda Prime, em Campos dos Goytacazes, esclarece os principais pontos sobre a doença e reforça a importância do diagnóstico precoce e das mudanças no estilo de vida. “A esteatose acontece quando o fígado acumula muita gordura, e isso pode ser causado por diversos fatores. Se não for tratada, pode levar à inflamação — condição conhecida como NASH, ou esteato-hepatite não alcoólica — e evoluir para cirrose ou até mesmo câncer no fígado. A boa notícia é que, se detectada cedo, pode ser controlada e até revertida com mudanças de hábito”, afirma. Entre

A possibilidade de estender a vida humana até 150 anos já não pertence apenas à ficção científica. Conversas entre líderes globais e avanços em terapias celulares reacendem o debate sobre os limites do corpo humano e da sociedade. A questão central, porém, não é apenas biológica: quem terá acesso e como lidaremos com as consequências de viver tanto? Imagem: Reprodução O envelhecimento funciona como um processo de desgaste cumulativo. Cada tecido acumula falhas até perder a capacidade de recuperação. Pesquisas publicadas na Nature Communications sugerem que o teto biológico estaria entre 120 e 150 anos, quando a resiliência celular colapsa. Ainda assim, cientistas como Timothy Pyrkov defendem que intervenções na “idade biológica” das células podem empurrar esse limite para além do previsto. Avanços recentes sustentam esse otimismo. No Instituto Salk, por exemplo, ratos tiveram tecidos rejuvenescidos após terapias gênicas. Já os transplantes de órgãos, citados em debates políticos, nã

Aproximadamente 17 pessoas morrem por dia nos Estados Unidos à espera de um transplante, o que equivale a cerca de 6.200 mortes por ano. Para os mais de 10 mil pacientes na fila por um fígado, o futuro pode não estar em uma lista de doadores, mas em um "fantasma". Coração "fantasma" experimental. O termo “órgão fantasma” se refere a um processo de bioengenharia no qual todas as células nativas de um órgão são removidas, restando apenas a matriz extracelular (MEC), um "esqueleto" proteico puro e translúcido que serve como base natural. Esse esqueleto é "recelularizado" com células do próprio paciente, de doadores saudáveis ou com células-tronco do receptor, em uma estratégia que, teoricamente, permite recriar qualquer órgão ou tecido humano. Por anos, a ideia de produzir um órgão sob demanda à prova de rejeição por meio da descelularização/recelularização parecia ficção científica. Mas avanços recentes aproximaram esse conceito da prática clínica. Em junho de 2024, a empresa america