Notícias

4 de julho de 2018

20 anos de pesquisas com células-tronco

A primeira pesquisa em células-tronco embrionárias humanas que se tem notícia foi publicada em 1998 pela equipe do Professor James A. Thomson, da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. Desde então, o assunto gerou polêmica em todo mundo, e passou-se a discutir até que ponto a ciência poderia se valer do uso de células-tronco para reconstrução de tecidos. O principal questionamento a respeito das pesquisas com células-tronco foi (e ainda é) com relação ao uso de embriões. Diversos segmentos da população são rigorosamente contrários a esse tipo pesquisas, pois acreditam que a vida humana começa já na fase embrionária. Em contrapartida, para a ciência  a vida humana se inicia apenas com a formação do sistema nervoso, o que descarta a ideia de que embriões podem ser considerados seres humanos. Embora os principais opositores às pesquisas com células tronco sejam grupos religiosos, há alguns cientistas que são contra a prática e alegam que as células-tronco adultas podem ser usa

29 de junho de 2018

Avançam testes de nova terapia contra enfisema pulmonar

Pesquisadores brasileiros estão testando em humanos um novo tratamento que usa células-tronco para melhorar a qualidade de vida de pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC, conhecida como enfisema pulmonar). Os cientistas do Hemomed Instituto de Ensino e Pesquisa, conglomerado de saúde do setor privado, afirmam que a primeira fase de testes clínicos, realizados com quatro pessoas com enfisema pulmonar avançado, foi concluída e demonstrou segurança do método. Segundo eles, a segunda fase, envolvendo 20 pacientes, está em curso. Os resultados preliminares, apresentados em três congressos, no Brasil, na Itália e em Cingapura, sugerem que a abordagem é eficaz para melhorar a qualidade de vida dos pacientes graças à regeneração parcial das células pulmonares. Diretor científico do instituto, Eliseo Sekiya diz que os pacientes tiveram nos testes seus pulmões parcialmente regenerados com a infusão de células-tronco hematopoiéticas obtidas da medula óssea e células mesenquimais

21 de junho de 2018

Brasileiros criam técnica que facilita remontagem de coração para transplante sem rejeição

“Descelularizado” parece neologismo para designar quem está sofrendo uma crise de abstinência por falta de acesso ao smartphone, mas o termo, na verdade, é uma das palavras-chave para quem tenta contornar a escassez de órgãos para transplante no mundo. Coração descelularizado, ou seja, após ter suas células removidas; no fim, só resta uma especie de esqueleto do órgão - Divulgação/UFES E se fosse possível descelularizar totalmente o coração de um doador —ou seja, retirar todas as células e todo o material genético original— , usar o “esqueleto” do órgão como base para células do próprio paciente que vai receber o transplante e, assim, concluir o processo tendo em mãos um coração novo em folha, pronto para ser transplantado sem riscos de rejeição? Cinquenta anos depois dos primeiros transplantes no Brasil e no mundo,  vários laboratórios mundo afora têm corrido atrás desse novo objetivo. “É algo com um potencial enorme, que está se aproximando das aplicações em seres humanos”, afir

14 de junho de 2018

Cérebros desenvolvidos em laboratório começaram a brotar seus próprios vasos sanguíneos

Os cérebros desenvolvidos em laboratório ficaram um passo mais próximos da realidade, depois que cientistas anunciaram que mini-cérebros experimentais começaram a gerar seus próprios vasos sangüíneos. Bolas cerebrais foram criados a partir de células estaminais e são usados para o estudo das doenças cerebrais, incluindo Zika -relacionados microcefalia. Os pesquisadores esperam que as bolas cerebrais vascularizadas possam se mostrar eficazes em algum dia encorajando a regeneração do tecido cerebral danificado. “A ideia geral com esses organoides é um dia ser capaz de desenvolver uma estrutura cerebral que o paciente tenha perdido com as próprias células do paciente”, disse o neurocirurgião vascular da UC Davis, Ben Waldau, à Wired. Cientistas da UC Davis observaram a geração de veias dentro de bolas cerebrais, também conhecidas como esferóides corticais ou organoides neurais. Waldau e sua equipe encorajaram a vascularização das bolas cerebrais, transformando as células da membrana ce

7 de junho de 2018

Novas técnicas criam ossos e cartilagens à la carte

Ossos e cartilagens à la carte. É o que prometem as novas técnicas desenvolvidas pela empresa Bonus Biogroup, baseada em Haifa (norte de Israel), e por um grupo de pesquisadores do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da USP (IOT). O procedimento desenvolvido pela Bonus, ainda em testes, envolve o cultivo de tecido ósseo vivo sob medida a partir de células-tronco retiradas da gordura do próprio paciente com lipoaspiração —ou seja, nada de enxertos artificiais.  A tecnologia poderá permitir que qualquer pessoa encomende o osso de que necessita em caso de trauma, infecção ou câncer, por exemplo. Hoje, a solução envolve cirurgia para colher parte de um osso de outra parte do corpo e o implante na região carente ou utilizar um substituto artificial.  A vantagem dos ossos vivos, cultivados fora do corpo, é que eles já vêm com vasos sanguíneos e com potencial para criação de medula óssea. Praticamente não há risco de rejeição. Os primeiros experimentos com s

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