

Tecnologia pode ampliar o acesso a tratamentos e enfrentar a escassez mundial de córneas para procedimentos oftalmológicos Os cientistas também demonstraram que é possível construir uma córnea correspondendo às especificações exclusivas de um paciente. Foto: John Millard/Newcastle University/ Pesquisadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, imprimiram pela primeira vez córneas humanas em 3D, um avanço que pode transformar o tratamento de doenças oculares e reduzir a dependência de doadores para cirurgias oftalmológicas. A equipe demonstrou que a técnica permite produzir córneas personalizadas a partir das medidas do próprio paciente, o que amplia as possibilidades de aplicação clínica no futuro. Além disso, a inovação surge em um contexto de grande escassez mundial de córneas para transplante. Atualmente, cerca de 10 milhões de pessoas precisam de cirurgia para evitar a cegueira causada por doenças como o tracoma, enquanto quase 5 milhões já sofrem cegueira total em razão

As células exterminadoras naturais, ou células NK, são elementos do sistema imunológico capazes de identificar e destruir rapidamente células cancerosas ou infectadas. Seu uso na terapia, especialmente equipando-as com receptores artificiais (CAR), representa um caminho promissor contra a doença. Até agora, os métodos se baseavam em células maduras colhidas de doadores, uma abordagem cara e difícil de reproduzir em grande escala devido às diferenças entre indivíduos. A equipe do professor Jinyong Wang na China adotou outra estratégia, usando células-tronco e progenitoras hematopoiéticas, provenientes de sangue do cordão umbilical. Essas células, mais fáceis de manipular, servem como ponto de partida para gerar em laboratório células NK induzidas, chamadas iNK, que podem então receber o receptor CAR. Este estudo foi publicado na Nature Biomedical Engineering. O processo ocorre em três fases principais. Primeiro, as células-tronco são multiplicadas de forma significativa em um supor

Estudo experimental aponta resultados animadores, mas especialistas reforçam que ainda não se trata de uma cura definitiva Imagem: Reprodução Uma terapia experimental baseada em células-tronco geneticamente modificadas apresentou resultados promissores no tratamento do diabetes tipo 1, doença autoimune em que o próprio sistema imunológico destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Em um estudo recente, 10 dos 12 pacientes submetidos ao tratamento deixaram de necessitar de insulina após um ano de acompanhamento. Os outros dois participantes continuaram utilizando o hormônio, porém em doses significativamente menores. O tratamento foi desenvolvido pela farmacêutica Vertex Pharmaceuticals e os resultados foram publicados na revista científica The New England Journal of Medicine. A técnica consiste em estimular células-tronco em laboratório para que se transformem em células das chamadas ilhotas pancreáticas, que produzem insulina naturalmente no organismo.

Os estudos têm como ponto de partida a criação de culturas de células tridimensionais (3D), chamadas de esferoides ou organoides, capazes de reproduzir características de tecidos biológicos. Na imagem, esferoide tumoral apresenta núcleo necrótico, como observado no câncer (foto: Gutemberg Brito) O câncer e a doença de Chagas estão no alvo de pesquisas com esta tecnologia. Entre os resultados mais recentes, está o desenvolvimento de um modelo para testes de terapias personalizadas contra o câncer, chamado de quimiograma tumoral. Também está em andamento um trabalho que aponta o potencial de um fármaco para tratamento da fibrose cardíaca associada à infecção pelo parasito Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas. “A expertise em bioengenharia tecidual é uma vantagem para estudos sobre resposta terapêutica e mecanismos fisiopatogênicos. Os esferoides reproduzem o que ocorre no tecido in vivo de forma mais próxima da realidade do que uma cultura de células bidimensional em monoca

Pela primeira vez, cientistas estão conseguindo restaurar a audição de forma natural, regenerando as células do ouvido interno usando células-tronco, algo que antes era considerado impossível. Imagem: Reprodução A perda auditiva acontece quando as células ciliadas do ouvido interno morrem. E o problema é que, em humanos, elas não se regeneram sozinhas. Resultado: milhões de pessoas passam a vida inteira sem recuperar a capacidade total de ouvir. Mas agora, estudos recentes mostram que isso está mudando: Pesquisadores conseguiram transformar células-tronco em novas células auditivas funcionais, como publicado na Nature Communications. Ensaios clínicos mais recentes demonstraram que a injeção dessas células no ouvido interno pode gerar melhora real na audição, aumentando a percepção de fala e até recuperando parte da audição natural. Estudos adicionais em humanos revelam que esse método pode regenerar tanto as células internas quanto externas, essenciais para captar e amplificar o