

Pesquisadores da Universidade de Stanford anunciaram resultados inéditos no tratamento do diabetes tipo 1, reacendendo o debate global sobre a possibilidade de reverter doenças autoimunes. Imagem: Reprodução Em um estudo pré-clínico, a equipe conseguiu prevenir o desenvolvimento do diabetes em animais predispostos e reverter completamente quadros avançados da doença em outros camundongos. Todos permaneceram sem necessidade de insulina e sem uso de imunossupressores por um período de seis meses, o que representa um marco científico significativo. O resultado da pesquisa aponta para uma nova fronteira da biomedicina moderna, na qual a integração entre células, imunologia e regeneração pode redefinir a forma como doenças complexas são abordadas O método desenvolvido combina transplante de células-tronco sanguíneas com transplante de ilhotas pancreáticas provenientes de um doador. As ilhotas pancreáticas são responsáveis pela produção de insulina, função perdida no diabetes tipo 1 devi

A chave para a longevidade não está em tratamentos superficiais, mas na saúde das células responsáveis pela renovação do corpo Imagem: Reprodução O envelhecimento humano deixou de ser um mistério biológico para se tornar um processo que pode ser, em partes, gerenciado pela ciência. Uma pesquisadora renomada, com mais de uma década dedicada ao estudo das células-tronco, decodificou os sinais químicos que levam à degeneração dos tecidos. Suas descobertas prometem transformar a maneira como encaramos a passagem do tempo, focando na regeneração interna. Como as células-tronco ditam o ritmo da nossa idade biológica A chave para a longevidade não está em tratamentos superficiais, mas na saúde das células responsáveis pela renovação do corpo. Ao entender como esses "blocos de construção" perdem eficiência, é possível adotar estratégias que prolongam a vitalidade física e mental. A pesquisa identificou que o envelhecimento é impulsionado por uma falha gradual na comunicação entre as célula

Doença é uma das principais causas de cegueira no mundo Foto: Freepik Uma das principais causas de cegueira no mundo, a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma doença silenciosa que atinge milhões de pessoas idosas no mundo inteiro, provocando a morte das células do epitélio pigmentar da retina (EPR) e formando áreas de atrofia. Agora, cientistas da Universidade de Michigan, do Neural Stem Cell Institute e da Luxa Biotechnology anunciaram os primeiros resultados de um ensaio clínico inédito, que utiliza células-tronco adultas para restaurar a visão em pacientes com a forma seca da doença, considerada, até o momento, como irreversível. Segundo o estudo, publicado recentemente na revista científica Cell Stem Cell, a estratégia é usar células-tronco adultas — já destinadas a formar apenas o epitélio pigmentar da retina —, para repovoar as áreas de atrofia com novas células funcionais. Obtidas de doadores falecidos, essas células são cultivadas por quatro semanas até atin

María Branyas tinha 117 anos quando morreu, em 2024, reconhecida como a pessoa mais longeva do mundo. A catalã não apenas fazia parte do seleto grupo dos chamados supercentenários — aqueles que ultrapassam os 110 anos —, como também desfrutou de uma vida longa, saudável e feliz. Imagem: Reprodução Agora, um estudo completo de seus marcadores moleculares e biológicos revela as possíveis chaves por trás de uma longevidade saudável. As variantes específicas nos genes de María Branyas lhe conferiam uma proteção especial contra as principais causas de morte no mundo — muitas delas associadas ao envelhecimento —, como doenças cardiovasculares, neurodegenerativas e metabólicas, entre elas o diabetes. Suas células tinham uma “idade biológica” cerca de 20 anos mais jovem que a cronológica, e seu sistema imunológico apresentava um funcionamento excepcional. Os pesquisadores destacam especialmente os baixos níveis de inflamação, algo que não se deve apenas à genética favorável de Branyas, mas

Uma nova descoberta científica está trazendo esperança para pacientes com lesões na medula espinhal. Imagem: iStock/Catalin Rusnac Um estudo conduzido pela Universidade Keio, em Tóquio, no Japão, está testando uma terapia inovadora baseada em células-tronco reprogramadas. Um dos pacientes que recebeu o tratamento conseguiu recuperar parte de seus movimentos e agora já consegue ficar em pé sozinho, além de dar os primeiros passos A primeira cirurgia foi realizada em dezembro de 2021, seguida por outras três entre 2022 e 2023. No total, quatro pacientes adultos receberam o tratamento. A identidade dos participantes foi mantida sob sigilo, mas foi informado que dois deles tinham 60 anos ou mais. Resultados promissores e limitações Os resultados observados pelos cientistas foram variados. Dois dos quatro pacientes tratados apresentaram melhora significativa. Um deles conseguiu voltar a ficar em pé sem apoio e já está treinando seus primeiros passos. Outro paciente recuperou movimentos