Notícias

6 de dezembro de 2018

Tratamento de esclerose sistêmica destrói e reconstrói sistema imune

Esclerose sistêmica é o nome de uma doença autoimune que possui como característica inflamações crônicas na pele, o que a torna rígida e passa a atrapalhar os movimentos. Pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC) da USP desenvolveram um estudo a respeito da resposta do transplante autólogo de células-tronco para tratar os casos mais extremos. A doença age na faixa etária de 25 a 55 anos e afeta mais as mulheres. As principais manifestações são através de arroxeamentos das pontas dos dedos no frio. Os sintomas de enrijecimento da pele podem ficar restritos aos pés, mãos e face, mas com o tempo podem evoluir para toda a pele e até para os órgãos internos, nos casos mais graves. Quando manifestada de forma mais leve, a doença pode ser tratada com medicamentos para dilatar os vasos, mas em sua forma mais séria é necessário que o paciente passe por quimioterapia, seguida do transplante de células-tronco. Em pouco mais de dez anos, são cerca de 100 pacientes transplantados pelo CTC

30 de novembro de 2018

De remédios personalizados à "fabricação" de órgãos: como as pessoas vão tratar a saúde no futuro

Para especialistas, mudanças significativas na qualidade de vida humana já poderão ser verificadas em 10 anos. Com os avanços científicos e tecnológicos, os tratamentos médicos e a forma como cuidamos da saúde estão mudando rapidamente. Mas, mais do que perspectivas positivas, o progresso também traz alertas: é preciso planejamento. Essas são algumas das conclusões da conferência "Como as pessoas vão tratar da saúde em Terra2", realizada nesta quinta-feira (29/11) pela Terra2 Solutions. O debate reuniu Mayana Zatz, professora de Genética da USP e coordenadora do Centro de Pesquisas em Genoma Humano e Células-Tronco; Humberto Antunes, sócio-fundador da Terra2 Solutions (direita), e Jorge Forbes (esquerda), psicanalista e criador do conceito "TerraDois". O termo discute, de forma abrangente, as particularidades e os dilemas da sociedade na pós-modernidade. Para a professora e pesquisadora da USP, já é possível vislumbrar alguns avanços significativos para a medicina do futuro. Um de

22 de novembro de 2018

Pesquisadores suíços criam cartilagem de células-tronco da medula óssea

Cientistas do Hospital Universitário da Basileia produziram cartilagem articular de células-tronco da medula óssea impedindo-as de se transformarem em tecido ósseo. Em condições normais, as células estaminais/estromais mesenquimais da medula óssea dos adultos desenvolvem-se em tecido cartilaginoso que, depois, se remodela no tecido ósseo. O processo é semelhante ao que acontece depois de uma fratura, por exemplo. No entanto, os pesquisadores descobriram que poderiam impedir que a cartilagem embrionária se transformasse em tecido ósseo, inibindo a via de sinalização de uma proteína específica chamada Proteína Morfogenética Óssea (BMP). Ao bloquear temporariamente receptores BMP específicos, eles conseguiram manter o tecido de cartilagem estável no laboratório e em ratos. “É importante ressaltar que alcançamos nossos insights imitando os processos moleculares que ocorrem durante a formação da cartilagem embrionária”, disse o responsável do estudo, Ivan Martin. Os resultados confirm

14 de novembro de 2018

Células-tronco de dentes de bebê podem ser usadas para tratar dentes doentes

Cientistas divulgaram que células-tronco retiradas de dentes de leite poderão ser usadas para reparar lesões dentárias e consertar dentes mortos no futuro. A natureza regenerativa das células-tronco, aquelas que podem se transformar em várias estruturas do corpo, permitiu aos pesquisadores restabelecer com sucesso o tecido interno mole do dente, também chamado de polpa dental. A pesquisa foi realizada com 30 pacientes na China. Segundo o estudo, a mesma técnica poderia ser usada também para reparar dentes adultos, substituindo os vasos sanguíneos e as conexões nervosas que geralmente desaparecem para sempre quando um dente sofre um dano grave. O cientista Songtao Shi, da Universidade da Pensilvânia, disse: "Este tratamento dá aos pacientes a sensação de volta dos dentes. Com esta técnica, o paciente sente que o dente está vivo novamente”. Os pesquisadores envolvidos já relataram que, ao concluir o estudo, será possível desenvolver uma terapia segura e eficaz para os pacientes. Com

8 de novembro de 2018

Técnica com célula-tronco indica possível tratamento para endometriose, aponta estudo

Os cientistas conseguiram fazer com que células-tronco pluripotente induzidas se transformassem em células uterinas saudáveis a partir de processos hormonais. A pesquisa foi publicada na revista científica Stem Cell Reports (01/11/2018) e a descoberta pode indicar um tratamento para a doença que atinge 10% das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo. Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, descobriram um modo de reprogramar células-tronco que pode tratar doenças como endometriose, infertilidade causada por fatores uterinos e câncer do endométrio, a camada interna do útero. É a primeira vez que alguém consegue estabelecer um protocolo para essa reprogramação. “As células endometriais normais podem, então, ser inseridas na cavidade uterina para substituir células defeituosas. A partir daí, podemos resolver o problema da reistência à progesterona. Além do mais, essas células podem ser usadas, no futuro, para criar um novo útero inteiro”., explica Serdar B

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