

Uma equipe de pesquisadores japoneses anunciou que dois de quatro pacientes com lesões na medula espinhal apresentaram melhora na função motora após receberem um tratamento experimental com células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs). Imagem: Reprodução O estudo, conduzido pela Universidade Keio e outras instituições, é o primeiro no mundo a demonstrar sucesso no uso de iPSCs para tratar lesões medulares. Os pesquisadores transplantaram 2 milhões de células derivadas de iPSCs nos quatro pacientes, que haviam perdido a capacidade de se mover e a sensibilidade devido a lesões na medula espinhal. Após um ano, dois pacientes mostraram recuperação significativa. Um homem idoso, que sofreu uma lesão em um acidente, conseguiu ficar em pé sem apoio e começou a praticar caminhadas. Sua pontuação de função motora melhorou do nível mais baixo (A) para um nível mais alto (D), em uma escala de A a E. Outro paciente também apresentou melhora, subindo dois níveis para C. Embora ainda não consi

Um estudo da Universidade do Colorado em Boulder e do Baylor College of Medicine, publicado na Nature Biotechnology, revela que os corpúsculos P armazenam instruções de RNA. Imagem: reprodução. Um grupo de cientistas decifrou um mecanismo fundamental que poderá transformar a medicina regenerativa e os tratamentos de fertilidade. Pesquisadores da University of Colorado Boulder e do Baylor College of Medicine demonstraram como minúsculas estruturas celulares, conhecidas como Corpos P (corpos de processamento). Elas atuam como centros de controle que decidem o destino das células-tronco. O estudo, publicado no periódico Biotecnologia Natural, mostra que os corpos P não são simplesmente depósitos de resíduos genéticos como se acreditava, mas repositórios organizados de instruções de RNA que determinam que tipo de célula se tornará uma célula-tronco. Essas estruturas, presentes no citoplasma, sequestram moléculas específicas de RNA. e as libertam apenas quando necessário para orientar a

Imagine um mundo onde, ao invés de “guerra total” contra o câncer, optamos por uma estratégia tão astuta quanto curiosa: tentar curar as células malignas, e não simplesmente destruí-las. Pode parecer ficção científica, mas é uma esperança real que já inspira cientistas pelo planeta! Imagem: Reprodução O quadro atual: o câncer e a busca incessante pela cura Estima-se que no mundo um em cada cinco homens e uma em cada seis mulheres desenvolverão câncer ao longo da vida. Não é pouca coisa. Por isso, exércitos de pesquisadores dedicam suas carreiras (e incontáveis cafezinhos) a encontrar soluções para essa doença que desafia a medicina há décadas. A maioria dos tratamentos atuais – como a quimioterapia e a imunoterapia – aposta na tática agressiva: eliminar as células cancerígenas, encurralando-as sem piedade. Mas… e se houvesse outro caminho? Células-tronco: as “coringas” do corpo humano Para entender essa nova aposta, precisamos falar das estrelas desse enredo: as células-tronco. Es

Tratamento genético permite produção própria de insulina em paciente com diabetes Imagem: Reprodução Por décadas, o grande entrave das terapias celulares para diabetes tipo 1 foi o mesmo: o sistema imune destrói as novas células produtoras de insulina e obriga o paciente a tomar imunossupressores — remédios que trazem risco extra de infecções e câncer. Uma equipe internacional mostrou outra rota: transplantar células pancreáticas geneticamente editadas para “passarem despercebidas” pelo organismo. O primeiro paciente tratado voltou a produzir parte da própria insulina sem usar imunossupressores, um resultado inédito em humanos. No caso clínico, as células vieram de um doador falecido e passaram por três modificações: duas reduziram a apresentação de antígenos (HLA de classe I e II), diminuindo o reconhecimento pelas células T; a terceira aumentou a expressão de CD47, um sinal de “não me ataque” para macrófagos e células NK. Após o preparo, ~80 milhões de células foram injetadas no

A análise genética de uma mulher holandesa que viveu até os 115 anos revelou que a chave para sua longevidade e saúde pode residir na capacidade das células-tronco de reparar e regenerar tecidos ao longo da vida. Células-tronco - Foto: Pixabay O estudo, conduzido por um consórcio de pesquisadores europeus e publicado na revista científica Nature Aging, aponta para um sistema de manutenção celular tão eficiente que seu corpo combatia o desgaste do envelhecimento em um ritmo drasticamente mais lento que o normal. Ao sequenciar o genoma da mulher a partir de amostras de sangue e tecidos coletadas em diferentes fases de sua vida, os cientistas descobriram um conjunto de variantes genéticas raras que otimizam a função das células-tronco somáticas – responsáveis pela renovação de órgãos e tecidos. Essas células apresentavam uma capacidade incomum de corrigir erros no DNA e eliminar células danificadas antes que pudessem se acumular e causar doenças. Segundo a pesquisa, o sistema imunológ