Notícias

4 de outubro de 2018

A relação revolucionária entre o sistema imunológico e o cérebro

Uma literatura cada vez mais robusta sugere que o sistema imunológico está envolvido com problemas psiquiátricos, como a depressão e o transtorno bipola. O rapaz tinha 23 anos quando começaram as alucinações; ele se convenceu de que seus pensamentos “vazavam” de sua cabeça e que as outras pessoas podiam ouvi-los. Quando via TV, achava que os atores estavam lhe fazendo sinais, tentando se comunicar. Tornou-se irritadiço, ansioso e não conseguia dormir. O Dr. Tsuyoshi Miyaoka, psiquiatra que o tratava na Shimane University School of Medicine, no Japão, acabou fechando o diagnóstico em esquizofrenia paranoide e receitando uma série de antipsicóticos. Nenhum ajudou. Os sintomas eram, no jargão médico, “resistentes ao tratamento”. Um ano depois, a situação do paciente piorou: passou a sentir fadiga, febre e falta de fôlego. Descobriu-se que tinha um câncer sanguíneo chamado leucemia mielogênica aguda. Para sobreviver, precisava de um transplante de medula. E depois do procedimento, veio

27 de setembro de 2018

"Temos o objetivo de criar um coração inteiro em laboratório até 2030”, afirma PhD da USP

A medicina está mudando drasticamente: além de um novo olhar para os cuidados com a saúde, também há tecnologias super inovadoras tomando conta do setor. Elas vão desde edição de DNA até a impressão e criação de órgãos e tecidos em laboratório! Para entender melhor sobre essas inovações, a StartSe entrevistou o Gabriel Liguori, médico pela USP e Ph.D, que esteve presente no HealthTech Conference e desenvolve pesquisas na área de medicina regenerativa no InCor-HCFMUSP com o objetivo de construir órgãos artificiais. Confira abaixo: StartSe: Quais são os principais setores de HealthTech? Gabriel Liguori: Essa é uma boa pergunta. Comumente, o termo HealthTech é empregado para o uso de tecnologias como big data, aplicativos, wearables e inteligência artificial para melhorar os processos de entrega, pagamento ou consumo de serviços em saúde. Do meu ponto de vista, entretanto, HealthTech é algo muito mais abrangente. Acontece que muitas vezes tecnologias de ponta com impacto em saúde, c

20 de setembro de 2018

Pacientes com enfisema podem se beneficiar com terapia de células-tronco

Durante a XXXIII Reunião Anual da FeSBE (Federação de Sociedades de Biologia Experimental), que aconteceu na primeira semana de setembro, em Campos de Jordão, cientistas de todo o país compartilharam trabalhos que trarão inúmeros benefícios às vidas das pessoas. Em resumo, foi um evento do bem. Para quem sofre de enfisema, por exemplo, as pesquisas da médica Patricia Rieken Macêdo Rocco marcaram um antes e um depois no que diz respeito à doença. Professora titular da UFRJ, chefe do Laboratório de Investigação Pulmonar ligado à universidade, e membro da Academia Nacional de Medicina e da Academia Brasileira de Ciências, a doutora Patricia estuda, desde 2009, a utilização de células-tronco em lesões pulmonares. O projeto começou com um pequeno grupo de pacientes que sofria de silicose – doença degenerativa bastante frequente em quem trabalha com jatos de areia – e recebeu um transplante de células autólogas, isto é, do seu próprio organismo. “Essas células eram injetadas diretamente n

13 de setembro de 2018

No Estado de São Paulo, há lei que proíbe o teste em animais

Os avanços na redução do uso de animais em experimentos científicos, bem como na melhoria dos procedimentos para reduzir seu desconforto e sofrimento, foram abordados no 39º Congresso da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), por Marcel Liberman, pós-doutorado na Universidade de Harvard (EUA) e médico do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein. O cardiologista salientou que um dos principais avanços para a substituição de animais, especificamente em testes de cosméticos, perfumaria e produtos de higiene, é o uso de impressoras 3D para reprodução de pele humana, a partir de células e remanescentes de cirurgias plásticas, por exemplo. As células-tronco também são vistas como alternativa para o desenvolvimento de tecidos a serem utilizados em substituição às espécies utilizadas em pesquisas. São cerca de 75 milhões a 100 milhões de animais vertebrados utilizados anualmente para experiências científicas em todo o mundo. Os mais recorrentes são os cam

6 de setembro de 2018

Revestimento intestinal humano é recriado dentro de um biochip

Cientistas recriaram em laboratório o revestimento intestinal humano. É a primeira vez que esse tecido vivo foi criado fora do corpo, o que permitiu que ele fosse inserido dentro de "chips-intestino", microlaboratórios que permitirão testes personalizados de medicamentos. As células formam um tecido intestinal artificial no interior dos microcanais do biochip. Imagem: Emulate, Inc. O revestimento intestinal foi recriado a partir de células humanas adultas que foram convertidas em células-tronco e então cultivadas para formar organoides, que são imitações de órgãos humanos - já foram criados diversos miniórgãos em biochips, incluindo coração, cordas vocais, placenta, pulmão etc. Como o tecido artificial conservou a impressão digital genética do adulto doador das células, a expectativa é que esses microlaboratórios possam mudar a forma como pacientes são tratados de doenças gastrointestinais e inflamatórias com um componente genético, como doença de Crohn, colite ulcerativa e síndro

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