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Encontro no Brasil reúne pesquisadores de 15 países para debater os avanços do uso de células-tronco no tratamento de doenças

Simpósio realizado em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, recebe 200 dos melhores pesquisadores do mundo para apresentar os avanços do uso de células-tronco.

Foto: Domínio Público via Pixabay

O empresário Kleber Lomonaco desconfiou que tinha algo errado quando percebeu que não sentia mais o cheiro dos alimentos. Ele, então, fez exames e descobriu que estava com Doença de Parkinson, uma doença que afeta o sistema nervoso e prejudica os movimentos. Como a doença foi diagnosticada no começo, o tratamento com remédios evitou complicações.

"Com a medicação tomada assim regularmente, direitinho, mais os exercícios, acho que tudo isso contribui para que eu tenha uma vida normal, que ele não me atrapalhe muito", conta.

O trabalho com células-tronco da pesquisadora sueca Malin Parmar traz esperança para Kleber e muitos outros pacientes com Parkinson. É que a equipe dela conseguiu substituti células doentes do cérebro por outras novas e saudáveis.

Ela explica que quando o Parkinson avança e os remédios vão perdendo o efeito, as pesquisas são importantes para oferecer uma nova resposta. É um jeito de tratar de doenças que, hoje, ainda não têm cura. Por isso, ela diz, há tanta esperança nas células-tronco.

As células-tronco têm potencial de recompor tecidos danificados no nosso corpo. Assim, elas auxiliam no tratamento de doenças como Parkinson, Alzheimer, diabetes, câncer e problemas cardíacos.

Encontro no Brasil

O Simpósio da Sociedade Internacional de Pesquisas com Células-Tronco reúne, neste fim de semana, em Ribeirão Preto (SP), duzentos dos melhores pesquisadores do mundo sobre o assunto.

O Centro de Terapia Celular do Hemocentro, em parceria com Hospital das Clínicas e a Universidade de São Paulo (USP), é o pioneiro no Brasil no transplante de medula óssea para o tratamento de um tipo de anemia.

Este transplante já é feito de graça em Ribeirão Preto, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O conhecimento trazido agora pelos pesquisadores de outros países vai ajudar a ciência brasileira a vançar nas terapias com células-tronco.

A professor Lygia Pereira, que também é conselheira da Sociedade Internacional de Pesquisa com Células-Tronco, explica que o simpósio tem autores de pesquisas que vão desde as teorias iniciais até a aplicação prática das terapias em humanos.

"É isso que esses cientistas estão fazendo, que é estudar estas células e ver como transformar elas em, por exemplo, células do pâncreas para tratar diabetes, células do coração para tratar um infarto. Então, é uma área super promissora e a gente trouxe toda essa inteligência mundial para avançar a ciência nessa região", diz.

Comentário CCB:

O CCB esteve presente neste congresso através de sua pesquisadora Thais Melo.

Fonte: Jornal Nacional

Publicado em: 8 de janeiro de 2024 às 13:01.
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