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Uma única dose de células-tronco pode ajudar idosos com fragilidade

As múltiplas definições de fragilidade mostram a complexidade dessa condição.

É inegável, no entanto, o impacto dela sobre resistência física, recuperação de eventos e risco de morte. A fragilidade é um estado multissistêmico e degenerativo, independente do envelhecimento normal, que pode ser reversível e potencialmente responsivo ao tratamento. 

Entre as muitas causas e mecanismos subjacentes para a fragilidade estão a inflamação crônica de baixo grau, chamada "inflammaging", caracterizada por níveis elevados de citocinas pró-inflamatórias que está ligada à disfunção vascular-endotelial, aterosclerose, alterações vasomotoras e inflamação adicional. 

Além disso, a fragilidade está associada à função muscular esquelética anormal e à redução do número e capacidade de renovação de múltiplos tipos de células-tronco. Portanto, estratégias terapêuticas que visam mecanismos subjacentes da fragilidade, incluindo a restauração de células-tronco, podem apresentar benefícios clinicamente mensuráveis. Isso foi testado em um novo estudo.

 

O estudo

Foi um ensaio clínico randomizado de fase 2b de determinação de dose, utilizando uma formulação alogênica de células-tronco mesenquimatosas, chamada laromestrocel (Lomecel-B), no qual, os pesquisadores administraram quatro doses de células-tronco mesenquimatosas alenquimais derivadas da medula óssea humana a 118 pessoas entre 70 e 85 anos, todas com fragilidade.

Foi testado se as células-tronco melhoram a função física e os desfechos autorrelatados de indivíduos ambulantes com fragilidade. A infusão de laromestrocel resultou em aumentos clinicamente significativos, dependentes da dose e do tempo, no teste de caminhada de 6 minutos (desfecho primário) em comparação com placebo. 

O aumento da distância no teste de caminhada de 6 minutos correlaciona-se com o escore de Função Física do PROMIS. O aumento das doses de laromestrocel estão associados a diminuições na tirosina quinase solúvel (degradada) com imunoglobulina e domínios de homologia dos fatores de crescimento epidérmico (TIE2), o receptor cognado para as angiopoietinas, identificando um possível biomarcador da resposta ao laromestrocel.

Implicações

Os autores procuraram tratar a fragilidade usando células-tronco mesenquimatosas, encontradas em tecidos como medula óssea e gordura. As células podem se diferenciar em uma grande variedade de tipos de tecidos, incluindo osso, cartilagem e músculo, e liberar moléculas anti-inflamatórias de sinalização. 

Essas células não provocam reação do sistema imunológico do receptor e, portanto, dispensam imunossupressores que podem levar a infecções fatais em pessoas já frágeis. Nove meses após o tratamento, aqueles que receberam a maior dose de células-tronco melhoraram cerca de 20% no teste de caminhada de seis minutos.

Estima-se que até 25% dos mais idosos sejam frágeis, com a proporção aumentando significativamente com o avanço da idade. Uma manifestação chave da fragilidade é a redução da força e da resistência. Consequentemente, os indivíduos afetados têm espaço de vida limitado devido à mobilidade reduzida, redução da qualidade de vida e prejuízo nas atividades da vida diária. 

Os resultados indicam uma abordagem de terapia com células-tronco para tratar pacientes com hipomobilidade e outras características de fragilidade.

O estudo, ainda no prelo, nos traz uma esperança para reduzir o impacto da fragilidade, praga que assola a população idosa. Uma única dose de células-tronco pode ajudar idosos com fragilidade.

Comentário CCB:

As reposição de células-tronco em idosos, é alvo da medicina regenerativa para REJUVENESCIMENTO.

Fonte: medscape

Publicado em: 20 de outubro de 2026 às 13:10.
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