A medicina vem avançando bastante em algumas pesquisas, dessa forma, alguns procedimentos se tornaram mais simples e outros inovadores. Todas estas conquistas representam muito para a saúde. Cientistas do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) conseguiram identificar as células precursoras que dão origem às células-tronco do sangue (CES) durante o desenvolvimento de embriões.

A pesquisa, que contou com parceiros internacionais, veio de um trabalho de três anos e foi publicada, em abril, na Developmental Cell, uma das mais prestigiadas revistas científicas internacionais na área da biologia do desenvolvimento.
De acordo com a coordenação do estudo do CNC, as células precursoras das células-tronco do sangue localizadas no tecido embrionário e na placenta foram identificadas em ratinhos através de ‘marcadores’ nas células, ou seja, ‘etiquetas’ que nos permitem mapear e descrever o seu comportamento. A descoberta procura dar resposta a um desafio de longa data da hematologia, ramo científico que estuda o sangue.
A obtenção de células-tronco compatíveis com as características de cada pessoa é crucial no transplante celular em casos de doença grave, como o câncer do sangue, a leucemia.
O procedimento - Os especialistas explicaram que o primeiro passo para criar as células vermelhas em laboratório, também conhecidas como glóbulos vermelhos ou hemácias, foi expor culturas de células-tronco embrionárias a diferentes nutrientes e compostos que favorecem seu crescimento.
Com isso, foi possível obter primeiro os hemangioblastos, precursores das células sanguíneas. Em seguida, os especialistas conseguiram transformar os hemangioblastos em células sanguíneas maduras.
Os cientistas ainda disseram ter sido capazes de produzir as células em larga escala, obtendo um total de 100 bilhões de glóbulos vermelhos. No entanto, não foi possível obter células do tipo O negativo, conhecido como doador sanguíneo universal. Isto porque nenhuma das células-tronco embrionárias realizadas na experiência era O negativo.
No futuro, o objetivo é obter células vermelhas O negativo para que o sangue possa ser doado para pacientes de qualquer tipo sanguíneo.
A formação de tecidos e órgãos é um dos principais objetivos dos cientistas com as células-tronco.