A osteogênese imperfeita, doença também conhecida como ossos de vidro e que afeta fortemente o desenvolvimento de bebês e crianças, pode ganhar uma opção de tratamento inovadora nos próximos anos. Cientistas da Universidade College de Londres, no Reino Unido, formularam uma terapia com células-tronco de mulheres grávidas para enfrentar a doença congênita e rara.

Os pesquisadores testaram o uso de células-tronco, retiradas do líquido amniótico de gestantes, em ratos com ossos frágeis. As estruturas auxiliaram as células dos ossos dos animais a se multiplicarem e se tornarem mais eficientes. "As células-tronco foram excelentes em proteger os ossos. Eles se tornaram mais fortes e melhor organizados internamente", aponta Pascale Guillot, autor do estudo, ao jornal 'The Guardian'.
Além da osteogênese imperfeita, que muitas vezes provoca fraturas do bebê ainda no útero da mãe e geralmente leva a criança ao óbito nos primeiros anos de vida, o tratamento com células-tronco pode ser usado em pacientes com osteoporose, uma das doenças que mais afeta idosos em todo o mundo.
De acordo com Guillot, o objetivo da equipe de cientistas é iniciar testes clínicos com humanos nos próximos dois anos. Caso obtenha sucesso também nesta fase da pesquisa, a terapia poderia ser usada em bebês ainda durante a gestação, garantindo assim uma melhor formação do esqueleto e prevenindo a osteogênese imperfeita.
A possibilidade de tratamento de doenças raras, se soma a centenas de outros estudos e pesquisas com células-tronco, que comprovadamente, podem ser usadas para o tratamento de doenças do sangue, tais como: leucemias, linfomas e anemias malignas. No Brasil, outras doenças estão em fase de pesquisa, algumas em fase III (em humanos). No mundo há mais de 300 doenças degenerativas sendo estudadas (clinicaltrial.gov)