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Doença de Crohn pode ser tratada com células-tronco

A primeira paciente no Brasil a passar pelo transplante de células-tronco foi Giselle Idalgo, que fez o procedimento no hospital Beneficência Portuguesa de São José do Rio Preto no final de 2013. Foram usadas as células da própria paciente, e refeito seu sistema autoimune, o que a livrou da doença de Crohn até hoje.

O proctologista Roberto Luiz Kaiser Junior acompanhava o caso de Gisele e integrou a equipe que fez o transplante.

Inspirada pela história de Giselle, a adolescente Lorena Eltz, hoje com 17 anos, saiu da região metropolitana de Porto Alegre em 2016, e partiu para Rio Preto em busca de qualidade de vida.

Ele sofria com a doença de Crohn desde bem pequena, e só teve o diagnóstico preciso aos cinco anos de idade.

Apesar das várias tentativas de tratamento, não houve melhora do quadro. A cura, ou até um descanso da doença, é o que buscava Lorena.

Os médicos que tratavam Lorena entraram em contato com o médico Kaiser Júnior, de Rio Preto, que fez o procedimento inédito no Brasil.

Mas a equipe nunca tinha atendido um caso como o dela.

“Quando recebemos a ligação, que foi passado o caso verbal, por telefone, a primeira impressão era que a gente não conseguiria fazer o transplante para ela, porque, tinham dois fatores que eram empecilho: primeiro a idade, que a gente não tinha feito nenhum caso abaixo de 18 anos e segundo ela ter uma bolsinha, ela é operada, ela já teve inflamações no intestino que precisou ser removido uma boa parte, e ela quase que não tem mais o intestino grosso. Ela tem o intestino que funciona para fora e isso impedia a gente de fazer o transplante naquela época”, relata Kaiser Júnior.

Mas felizmente tudo deu certo. Para o procedimento foi preciso um mês de internação, até que Lorena pudesse voltar pra casa.

No dia 03 de julho de 2016 aconteceu à esperada “pega da medula”, quando os leucócitos de Lorena passaram de mil.

Atualmente a adolescente segue com sua vida e pode ser acompanhada através de seu canal do Youtube, onde conta tudo que viveu devido à doença, até mesmo com um diário do transplante, além da sua rotina e sonhos.

 

Hoje a equipe conta com mais de 30 pacientes que passaram pelo procedimento e que continuam acompanhando com seu médico de origem.

Todos tiveram uma nova oportunidade de vida, visto que o transplante foi realizado quando já não tinham mais nenhuma opção de tratamento com medicamentos disponível no Brasil.

Comentário CCB:

A terapia celular é uma arma poderosa para tratar doenças degenerativas.

Fonte: artritereumatoide.blog.br // Priscila Torres

Publicado em: 24 de agosto de 2017 às 21:08.
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