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Pediatras pedem para que os pais guardem os dentes de leite de seus filhos; entenda

Por volta do sexto ano de vida, os primeiros dentes de leite começam amolecer e cair. Seguindo a ordem de como surgiram, os dentes da frente caem primeiro. Muitos pais se perguntam o que fazer com os dentes de leite, é certo jogar fora como muitas tradições? Eternizar num pingente?

Muitos pais desconhecem a grande importância dos primeiros dentinhos de seus filhos. Segundo a Associação de Pediatria Brasileira, a conduta correta é armazenar o dente de leite para ser utilizado em caso de necessidade para algum tratamento de saúde no futuro.

Os especialistas em saúde materno-infantil orientam os pais para que não despreze esses dentes, pois eles carregam em sua composição uma ótima quantidade de células-tronco.  As célucas-tronco mesenquimais dos dentes de leite, que seriam armazenadas durante o processo de trocas de dentição da criança, podem ser importantes aliadas na busca da cura de várias doenças.

Essas células seriam aquelas que possuem a capacidade de se transformar em tecidos distintos. Através de pesquisas ficou evidenciado que as células-tronco mesenquimais podem originar novos tecidos como cartilagens, ossos e  músculos.

As referidas células podem salvar vidas se utilizadas no tratamento de patologias como o diabetes e o Lúpus. A coleta dessas células é realizada na polpa do dente de leite, que é a parte encontrada no centro da raiz do dente. 

Os pais que não armazenaram o cordão umbilical de seus filhos, tem nos dentes de leite uma segunda opção de fonte de células-tronco, por exemplo. 

Outra vantagem de não jogar os dentes fora é  doar para faculdades de odontologia. Para isso, é necessário armazenar em caixa térmica com gelo, para manter a temperatura ideal.

Comentário CCB:

A Polpa do dente de leite deriva diretamente da crista neural, sendo que as células-tronco nele encontradas tem uma plasticidade muito próximas das embrionárias.

Fonte: www.1news.com.br | Nere Meira

Publicado em: 4 de abril de 2019 às 21:04.

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