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Onça-pintada ferida em incêndio no Pantanal volta a caminhar após aplicações de células-tronco: 'Bem mais ativa', diz veterinário

Resgatado com queimaduras nas patas em 17 de agosto no MT, felino passa por tratamento em Corumbá de Goiás. Segundo Thiago Luczinski, especialista que cuida do animal, recuperação está 'muito boa'.

A onça-pintada resgatada em 17 de agosto de um incêndio no Pantanal está se recuperando bem dos ferimentos e voltou a caminhar após iniciar o tratamento com células-tronco, em Corumbá de Goiás, na região nordeste do estado.

Segundo o veterinário Thiago Luczinski, especialista que acompanha o caso do animal no Instituto de Preservação e Defesa dos Felídeos da Fauna Silvestre do Brasil em Processo de Extinção (Nex), a onça está bem mais ativa que antes.

“Ela está muito bem, bem mais ativa do que estava. Está se alimentando bem, voltou a caminhar, levanta com as quatro patas, apesar de estar com as botas, ela troca os passos sem problema algum e não arrasta as patinhas”, disse Thiago.

A segunda aplicação de células-tronco aconteceu na terça-feira (8), 10 dias após o início do tratamento. A próxima etapa deve ser realizada nesta quinta-feira (10).

“Alguns pontos que foram aplicados já deram resultado, parte das feridas que estavam expostas já fechou, como o tendão e parte do osso”, conta o veterinário.

De acordo com Luczinski, o objetivo do tratamento com células-tronco é acelerar o processo de cicatrização das feridas, possibilitando que a onça-pintada retorne à natureza. No entanto, de acordo com o veterinário, ainda não é possível saber quando isso ocorrerá.

“É difícil prever o tempo para a melhora total, isso vai depender muito da evolução dela, a gente está dando todo o suporte que ela precisa e vai dela essa evolução. Não é possível ainda fechar uma data, como daqui um mês ou dois meses. O que dá pra falar é que a recuperação dela está sendo muito boa”, explica o veterinário.

Além das aplicações nas feridas, a onça ainda faz uso de medicações para dor e inflamação, antibióticos e curativos. Ela continua se recuperando em um recinto isolado e não fica próxima dos outros animais do criatório. O lugar é restrito e não tem circulação de pessoas, justamente para que a onça fique isolada e não se estresse.

Resgate e transferência

A onça-pintada foi resgatada de um incêndio no Pantanal no dia 17 de agosto, depois que equipes do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso foi informada que o felino apareceu em casas, fugindo do fogo.

Após o resgate, ela foi internada no Centro de Medicina e Pesquisa de Animais Silvestres (Cempas), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e no dia 20 de agosto foi transferida para Goiás para iniciar o tratamento com células-tronco.

Comentário CCB:

A terapia celular na medicina veterinária já é realidade.

Fonte: G1 | Vanessa Chaves

Publicado em: 15 de setembro de 2020 às 23:09.

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