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Covid-19: terapia com células-tronco dobra chance de sobrevivência

O efeito é observado em estudo com 40 pacientes de covid-19 assistidos em UTIs devido ao agravamento da doença. Segundo os cientistas, o tratamento experimental age sobre a tempestade de citocinas, uma reação prejudicial do corpo à presença do Sars-CoV-2

O uso de células-tronco em indivíduos que enfrentam quadros críticos da covid-19 ganha força como um tratamento promissor. Em um estudo com 40 pacientes intubados devido às complicações da infecção pelo Sars-CoV-2, a terapia experimental ao menos dobrou a chance de sobrevivência, além de não ter gerado efeitos colaterais significativos. Detalhes do trabalho, conduzido na Faculdade de Medicina Universitas Indonésia, foram publicados na edição de ontem da revista científica Stem Cells Translational Medicine.

A equipe usou células-tronco mesenquimais retiradas do cordão umbilical — é possível encontrá-las também na polpa dentária, na medula óssea e no tecido adiposo. Essas estruturas apresentam grande potencial de proliferação e atuam na regeneração de tecidos danificados, podendo se transformar, por exemplo, em ossos, gordura e músculos. Ensaios clínicos anteriores demonstraram que células-tronco do tecido conjuntivo umbilical podem ajudar pacientes de covid-19 com pneumonia a sobreviver e se recuperar mais rapidamente. Esses experimentos, porém, foram conduzidos com estruturas manipuladas geneticamente.

A pesquisa indonésia inova ao não recorrer a essa estratégia. “Ao contrário de outros estudos, nosso ensaio usou células-tronco obtidas por meio de explantes de tecido do cordão umbilical real. Não as manipulamos para excluir a ACE2, uma proteína celular considerada ponto de entrada para o coronavírus (no corpo humano)”, explica, em comunicado, Ismail Hadisoebroto Dilogo, principal autor do artigo.

O ensaio clínico foi conduzido em quatro hospitais da capital do país, Jacarta. Todos os 40 pacientes estavam na unidade de terapia intensiva (UTI), entubados devido à pneumonia atrelada à covid-19. Metade recebeu uma infusão intravenosa contendo as células-tronco mesenquimais. O outro grupo, não. Nem os pesquisadores, nem a equipe médica e nem os pacientes sabiam quais estavam submetidos à terapia experimental.

Os cientistas observaram que a taxa de sobrevivência daqueles que receberam as células-tronco foi 2,5 vezes maior, quando comparada à do grupo de controle. No caso dos pacientes com uma condição de saúde crônica adicional, como diabetes, hipertensão ou doença renal, a taxa foi ainda melhor: 4,5 vezes. O tempo de permanência na UTI e o uso de ventilação mecânica não sofreram mudanças estatisticamente significativas. A infusão também foi considerada segura e bem tolerada, sem complicações com risco de vida ou reações alérgicas agudas durante os sete dias de monitoramento.

Comentário CCB:

As células-tronco mesenquimais atuam controlando o sistema imunológico, além de serem excelentes anti-inflamatórios.

Fonte: Correio Braziliense

Publicado em: 16 de junho de 2021 às 17:06.

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