

A inovação deste estudo é o uso de uma nova terapia celular avançada baseada em células-tronco neurais que não havia sido usada antes em pacientes com esclerose múltipla. Essas células, ao contrário das células-tronco hematopoiéticas (usadas nas formas resurfacing da doença, mas ineficazes nas formas progressivas) e das células-tronco mesenquimais (que não demonstraram benefícios em pacientes com esclerose múltipla progressiva), foram mostradas em estudos pré-clínicos realizados in vitro. Capaz de ter um alto potencial pró-regenerativo uma vez implantado. As células-tronco neurais representam uma estratégia terapêutica promissora para uma doença tão complexa e heterogênea quanto a esclerose múltipla, na qual existem múltiplos mecanismos que contribuem para o desenvolvimento da incapacidade – da inflamação à neurodegeneração – que devem ser abordados para desenvolver um tratamento eficaz. É principalmente graças ao apoio da Sociedade Italiana de Esclerose Múltipla (AISM) e sua Fund

Em um grande passo dado em direção ao tratamento ocular de pessoas com problemas de retina, cientistas conseguiram fazer células dos olhos cultivadas em laboratório se ligarem entre si após serem separadas. Isso abre a possibilidade de criar os tecidos necessários artificialmente e utilizá-los em cirurgias, mas para tal, ainda são necessários testes em humanos. Umesh Soni/Unsplash As células fotorreceptoras oculares se combinam a outras células para formar a retina, uma fina camada no fundo dos olhos que transforma os comprimentos de onda emitidos pela luz em informações, sinais que o cérebro consegue interpretar como a nossa visão. Para a ciência, era um desafio cultivar tais células fora do corpo, podendo substituí-las pelas mortas ou danificadas nos doentes. Agora, isso é uma realidade. De olho nos avanços Organoides retinais, agrupamentos celulares organizados em formas 3D em laboratório, já haviam sido gerados em 2014, a partir de reprogramações de células de pele humana, qu

Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) desenvolveram um método que reduz o tempo e o custo de produção das células T-CAR, uma das apostas mais promissoras para novos tratamentos do câncer. Contando com células de doadores saudáveis, a técnica permite fabricar múltiplas doses de cada vez. [Imagem: Rita Elena Serda/NCI-NIH] A técnica consiste em retirar células de defesa, chamadas linfócitos T, do paciente a ser tratado, reprogramá-las em laboratório para que reconheçam uma proteína chamada CAR (acrônimo em inglês para receptor de antígeno quimérico) e, assim, se tornem capazes de atacar o tumor. O resultado são essas proteínas químéricas, chamadas T-CAR, que são receptoras projetadas para dar às células T a capacidade de direcionar um antígeno específico. Essas células são então multiplicadas no laboratório e reaplicadas no paciente. Todo esse processo personalizado costuma demorar de duas a três semanas, o que pode ser um tempo longo para quem é portador de doença em es

Você já ouviu falar em células mesenquimais ? Nos últimos dias, especialistas de todo o mundo as tornaram uma tendência, pois podem controlar os sintomas da psoríase, doença considerada crônica pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Se caracteriza por uma erupção cutânea que causa coceira, sangramento e afeta a qualidade de vida dos pacientes. FOTO:PIXABAY É uma doença que não tem cura e as recentes descobertas que prometem reduzir o desconforto em até 90%, dependendo do caso, chamaram a atenção mundial e abrem a possibilidade de um novo tratamento com o qual pacientes com psoríase poderiam reduzir sintomas incômodos que não estão apenas relacionadas à dor, mas também a um estigma social. Pois bem, embora seja uma doença que atinge 140 milhões de pessoas em todo o mundo, ainda é muito desconhecida entre a população. O que é psoríase e como as células mesenquimais são usadas? Essa doença não passa despercebida pelos pacientes ou pelas pessoas ao seu redor, pois é uma condiç

Pesquisadores observaram menor quantidade de proteínas em pessoas que possuem o transtorno; modelo pode ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos e terapias. Imagem de ressonância magnética de cérebro — Foto: GETTY IMAGES/BBC Um estudo realizado no Laboratório de Neuroproteômica da Unicamp produziu, a partir de células da pele de pessoas com esquizofrenia, um modelo que representa o cérebro do paciente e simula o início do transtorno. Segundo os pesquisadores, o "minicérebro" pode ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos e terapias para tratar a doença. Para construir o modelo, as células da pele foram transformadas em células tronco, que têm a possibilidade de se transformar em qualquer tipo de célula. Em laboratório, elas foram manipuladas a se tornarem células nervosas. “A gente coloca elas em uma configuração que elas começam a se desenvolver como um minicerébro mesmo”, explica Daniel Martins de Souza, professor de bioquímica da Unicamp e um dos autores do estudo.