

Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, as doenças degenerativas têm crescido na sociedade. A medicina regenerativa tem sido vista como uma saída para encontrar a cura desses males que afetam principalmente idosos. A implantação do RCPark foi discutida pelo governador em exercício, Paco Britto, com o presidente da Anadem, Raul Canal | Foto: Vinicius de Melo/Agência Brasília Pensando nisso, o governador em exercício do Distrito Federal, Paco Britto, está coordenando uma parceria entre o Parque Tecnológico de Brasília, o Biotic, e a Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem) para a construção no DF do maior centro de medicina regenerativa do mundo, o RCPark. “Estamos em tratativas com o Biotic para essa instalação que será muito importante para o DF”, afirmou Paco, que recebeu em seu gabinete nesta sexta-feira (29) o presidente da Anadem, Raul Canal. “Hoje, 90% das mortes por doenças são causadas por doenças degenerativas. A medicina re

Um novo tratamento experimental derivado de células-tronco (conduzido pela empresa Vertex Pharmaceuticals) quase conseguiu reverter o diabetes tipo 1 de um paciente que viveu com a doença por cerca de 40 anos. As células foram distribuídas por infusão na veia porta hepática, e são as primeiras a serem transplantadas para o fígado. Imagem: Twenty20photos/Envato Elements. A terapia, feita com células das ilhotas de Langerhans, produtoras de insulina, é destinada a pacientes com diabetes tipo 1 que têm hipoglicemia grave. "O paciente se destacou porque a redução na necessidade de insulina foi muito impressionante. Ninguém sabia o que esperar, já que não tinha sido feito antes, mas certamente os resultados neste paciente são melhores do que o que se esperava de um transplante de ilhotas de um doador falecido", observam os pesquisadores. A empresa planeja transplantar outros 16 pacientes. No entanto, os pesquisadores por trás do estudo apontam a necessidade de alguns dados de longo pra

O músculo é conhecido por se regenerar através de um processo complexo que envolve várias etapas e depende de células estaminais. Mas um estudo do IMM apresenta agora um novo mecanismo. William Roman / IMM Um novo estudo liderado por investigadores do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (IMM), em Lisboa, e da Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona (UPF), descreve um novo mecanismo para regeneração muscular após danos fisiológicos. Este mecanismo de proteção abre caminho para uma compreensão mais ampla do tratamento muscular. O tecido muscular esquelético, órgão responsável pela locomoção, é formado por células que possuem mais de um núcleo – característica quase única no nosso corpo. Apesar da plasticidade das células musculares, a sua contração pode ser acompanhada por danos musculares. William Roman, autor principal do estudo, explica que “mesmo em condições fisiológicas, a regeneração é vital para o músculo suportar o stress mecânico da contração, que muitas vezes

Além da longevidade, as terapias trazem perspectivas de mais qualidade de vida e bem-estar nas práticas de atividades físicas. Foto: Divulgação/DINO Em fevereiro de 2021, a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº RDC 505/2021, elaborada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), definiu novas regras para registros de produtos classificados como terapias avançadas (produto de terapias celulares, de terapias gênicas e de engenharia tecidual) que, segundo o cientista José Ricardo Muniz Ferreira, também responsável pela R-Crio, é uma oportunidade de novas perspectivas e de desenvolvimento nessa área para o Brasil. Ainda, segundo Muniz Ferreira, as células-tronco mesenquimais possuem grande potencial de multiplicação. “Um único dente, por exemplo, pode conter milhares de células e, quando multiplicadas no laboratório, tornam-se milhões. Elas também podem se especializar, com qualidade, em qualquer outra célula de tecidos sólidos do corpo humano, trazendo mais qualidade de

Nossos músculos são muito bons em se regenerar, mas eles fazem isso por meio de um processo complexo que envolve várias etapas e que depende de células-tronco. O número de microtúbulos em crescimento em direção ao núcleo diminuiu significativamente, enquanto aqueles que se moviam em direção à lesão não apresentaram nenhuma tendência particular. [Imagem: UPF] Autorreparação dos músculos Agora, cientistas espanhóis e portugueses descobriram um novo mecanismo de reparo muscular após um dano fisiológico que se baseia no rearranjo dos núcleos das fibras musculares. Como funciona independentemente das células-tronco musculares, esse mecanismo de proteção abre caminho para uma compreensão mais ampla do reparo muscular na fisiologia normal, nas lesões e em doenças que afetam os músculos. Embora a regeneração muscular tenha sido investigada em profundidade nas últimas décadas, a maioria dos estudos centrou-se em mecanismos que envolvem várias células - incluindo as células-tronco musculare