

Esclerose sistêmica é o nome de uma doença autoimune que possui como característica inflamações crônicas na pele, o que a torna rígida e passa a atrapalhar os movimentos. Pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC) da USP desenvolveram um estudo a respeito da resposta do transplante autólogo de células-tronco para tratar os casos mais extremos. A doença age na faixa etária de 25 a 55 anos e afeta mais as mulheres. As principais manifestações são através de arroxeamentos das pontas dos dedos no frio. Os sintomas de enrijecimento da pele podem ficar restritos aos pés, mãos e face, mas com o tempo podem evoluir para toda a pele e até para os órgãos internos, nos casos mais graves. Quando manifestada de forma mais leve, a doença pode ser tratada com medicamentos para dilatar os vasos, mas em sua forma mais séria é necessário que o paciente passe por quimioterapia, seguida do transplante de células-tronco. Em pouco mais de dez anos, são cerca de 100 pacientes transplantados pelo CTC

Para especialistas, mudanças significativas na qualidade de vida humana já poderão ser verificadas em 10 anos. Com os avanços científicos e tecnológicos, os tratamentos médicos e a forma como cuidamos da saúde estão mudando rapidamente. Mas, mais do que perspectivas positivas, o progresso também traz alertas: é preciso planejamento. Essas são algumas das conclusões da conferência "Como as pessoas vão tratar da saúde em Terra2", realizada nesta quinta-feira (29/11) pela Terra2 Solutions. O debate reuniu Mayana Zatz, professora de Genética da USP e coordenadora do Centro de Pesquisas em Genoma Humano e Células-Tronco; Humberto Antunes, sócio-fundador da Terra2 Solutions (direita), e Jorge Forbes (esquerda), psicanalista e criador do conceito "TerraDois". O termo discute, de forma abrangente, as particularidades e os dilemas da sociedade na pós-modernidade. Para a professora e pesquisadora da USP, já é possível vislumbrar alguns avanços significativos para a medicina do futuro. Um de

Cientistas do Hospital Universitário da Basileia produziram cartilagem articular de células-tronco da medula óssea impedindo-as de se transformarem em tecido ósseo. Em condições normais, as células estaminais/estromais mesenquimais da medula óssea dos adultos desenvolvem-se em tecido cartilaginoso que, depois, se remodela no tecido ósseo. O processo é semelhante ao que acontece depois de uma fratura, por exemplo. No entanto, os pesquisadores descobriram que poderiam impedir que a cartilagem embrionária se transformasse em tecido ósseo, inibindo a via de sinalização de uma proteína específica chamada Proteína Morfogenética Óssea (BMP). Ao bloquear temporariamente receptores BMP específicos, eles conseguiram manter o tecido de cartilagem estável no laboratório e em ratos. “É importante ressaltar que alcançamos nossos insights imitando os processos moleculares que ocorrem durante a formação da cartilagem embrionária”, disse o responsável do estudo, Ivan Martin. Os resultados confirm

Cientistas divulgaram que células-tronco retiradas de dentes de leite poderão ser usadas para reparar lesões dentárias e consertar dentes mortos no futuro. A natureza regenerativa das células-tronco, aquelas que podem se transformar em várias estruturas do corpo, permitiu aos pesquisadores restabelecer com sucesso o tecido interno mole do dente, também chamado de polpa dental. A pesquisa foi realizada com 30 pacientes na China. Segundo o estudo, a mesma técnica poderia ser usada também para reparar dentes adultos, substituindo os vasos sanguíneos e as conexões nervosas que geralmente desaparecem para sempre quando um dente sofre um dano grave. O cientista Songtao Shi, da Universidade da Pensilvânia, disse: "Este tratamento dá aos pacientes a sensação de volta dos dentes. Com esta técnica, o paciente sente que o dente está vivo novamente”. Os pesquisadores envolvidos já relataram que, ao concluir o estudo, será possível desenvolver uma terapia segura e eficaz para os pacientes. Com

Os cientistas conseguiram fazer com que células-tronco pluripotente induzidas se transformassem em células uterinas saudáveis a partir de processos hormonais. A pesquisa foi publicada na revista científica Stem Cell Reports (01/11/2018) e a descoberta pode indicar um tratamento para a doença que atinge 10% das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo. Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, descobriram um modo de reprogramar células-tronco que pode tratar doenças como endometriose, infertilidade causada por fatores uterinos e câncer do endométrio, a camada interna do útero. É a primeira vez que alguém consegue estabelecer um protocolo para essa reprogramação. “As células endometriais normais podem, então, ser inseridas na cavidade uterina para substituir células defeituosas. A partir daí, podemos resolver o problema da reistência à progesterona. Além do mais, essas células podem ser usadas, no futuro, para criar um novo útero inteiro”., explica Serdar B