

A doença ginecológica – ainda sem cura – atinge entre 10% e 15% das mulheres em idade fértil (12 a 45 anos) no país, de acordo com a Associação Brasileira de Endometriose. Atualmente, o tratamento envolve medicamentos, terapia hormonal, cirurgia e até mesmo a retirada do útero. Mas uma descoberta que vem dos EUA promete levar esperança a essas mulheres. Cientistas da Universidade Northwestern, em Illinois, usaram a bioengenharia para criar um útero danificado e reprogramaram suas células-tronco defeituosas para se tornarem saudáveis. O estudo, publicado na revista “Stem Cell Reports”, abre caminhos para a substituição das células endometriais não saudáveis por outras normais, derivadas da pele ou do sangue da própria mulher. “As mulheres começam a sofrer da doença em uma idade muito precoce, o que destrói totalmente o seu potencial acadêmico e de vida social”, afirmou a pesquisadora sênior Serdar Bulun ao site da Universidade Northwestern. “A minha menstruação durava dez dias, m

Esclerose sistêmica é o nome de uma doença autoimune que possui como característica inflamações crônicas na pele, o que a torna rígida e passa a atrapalhar os movimentos. Pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC) da USP desenvolveram um estudo a respeito da resposta do transplante autólogo de células-tronco para tratar os casos mais extremos. A doença age na faixa etária de 25 a 55 anos e afeta mais as mulheres. As principais manifestações são através de arroxeamentos das pontas dos dedos no frio. Os sintomas de enrijecimento da pele podem ficar restritos aos pés, mãos e face, mas com o tempo podem evoluir para toda a pele e até para os órgãos internos, nos casos mais graves. Quando manifestada de forma mais leve, a doença pode ser tratada com medicamentos para dilatar os vasos, mas em sua forma mais séria é necessário que o paciente passe por quimioterapia, seguida do transplante de células-tronco. Em pouco mais de dez anos, são cerca de 100 pacientes transplantados pelo CTC

Para especialistas, mudanças significativas na qualidade de vida humana já poderão ser verificadas em 10 anos. Com os avanços científicos e tecnológicos, os tratamentos médicos e a forma como cuidamos da saúde estão mudando rapidamente. Mas, mais do que perspectivas positivas, o progresso também traz alertas: é preciso planejamento. Essas são algumas das conclusões da conferência "Como as pessoas vão tratar da saúde em Terra2", realizada nesta quinta-feira (29/11) pela Terra2 Solutions. O debate reuniu Mayana Zatz, professora de Genética da USP e coordenadora do Centro de Pesquisas em Genoma Humano e Células-Tronco; Humberto Antunes, sócio-fundador da Terra2 Solutions (direita), e Jorge Forbes (esquerda), psicanalista e criador do conceito "TerraDois". O termo discute, de forma abrangente, as particularidades e os dilemas da sociedade na pós-modernidade. Para a professora e pesquisadora da USP, já é possível vislumbrar alguns avanços significativos para a medicina do futuro. Um de

Cientistas do Hospital Universitário da Basileia produziram cartilagem articular de células-tronco da medula óssea impedindo-as de se transformarem em tecido ósseo. Em condições normais, as células estaminais/estromais mesenquimais da medula óssea dos adultos desenvolvem-se em tecido cartilaginoso que, depois, se remodela no tecido ósseo. O processo é semelhante ao que acontece depois de uma fratura, por exemplo. No entanto, os pesquisadores descobriram que poderiam impedir que a cartilagem embrionária se transformasse em tecido ósseo, inibindo a via de sinalização de uma proteína específica chamada Proteína Morfogenética Óssea (BMP). Ao bloquear temporariamente receptores BMP específicos, eles conseguiram manter o tecido de cartilagem estável no laboratório e em ratos. “É importante ressaltar que alcançamos nossos insights imitando os processos moleculares que ocorrem durante a formação da cartilagem embrionária”, disse o responsável do estudo, Ivan Martin. Os resultados confirm

Cientistas divulgaram que células-tronco retiradas de dentes de leite poderão ser usadas para reparar lesões dentárias e consertar dentes mortos no futuro. A natureza regenerativa das células-tronco, aquelas que podem se transformar em várias estruturas do corpo, permitiu aos pesquisadores restabelecer com sucesso o tecido interno mole do dente, também chamado de polpa dental. A pesquisa foi realizada com 30 pacientes na China. Segundo o estudo, a mesma técnica poderia ser usada também para reparar dentes adultos, substituindo os vasos sanguíneos e as conexões nervosas que geralmente desaparecem para sempre quando um dente sofre um dano grave. O cientista Songtao Shi, da Universidade da Pensilvânia, disse: "Este tratamento dá aos pacientes a sensação de volta dos dentes. Com esta técnica, o paciente sente que o dente está vivo novamente”. Os pesquisadores envolvidos já relataram que, ao concluir o estudo, será possível desenvolver uma terapia segura e eficaz para os pacientes. Com