

Segundo cientistas, cultivo em laboratório pode reduzir em até 96% as emissões de gases estufa associadas à produção convencional, poupar energia, terra, água e vida animal. A carne de laboratório é apresentada como uma alternativa "quase milagrosa" que promete revolucionar a indústria de alimentos, embora no momento esteja em uma fase incipiente de desenvolvimento e suscite mais perguntas do que respostas. Foi isso que informou um artigo publicado pela RTVE, da Espanha. "A carne artificial é aquela que é criada em laboratórios a partir de células-tronco extraídas de músculos e outros elementos orgânicos, como penas. Essas células são coletadas por biópsia, causando danos mínimos ao animal e, em seguida, se reproduzem de maneira controlada, de modo que elas cresçam e formem um novo tecido muscular", diz o texto. Os primeiros experimentos para produzi-la foram realizados pela Agência Espacial Norte Americana (NASA) no início dos anos 90. O objetivo era encontrar a fórmula para al

Equipamento chegou recentemente ao Instituto de Pesquisa com Células-Tronco. Recém-chegada, a primeira bioimpressora do Estado ajudará pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) a desenvolverem tecidos. O equipamento do Laboratório de Pesquisa II do Instituto de Pesquisa com Células-tronco vai, inicialmente, trabalhar com a produção de pele, diz a professora Patricia. Embora pareça fina, a pele tem várias camadas de células. Então, não adianta fazer só o molde (como os feitos por impressoras 3D). Queremos produzir o molde, mas com célula, para regenerar a parte lesionada. Patricia ilustra o processo: — Na bioimpressora, enquanto eu faço as camadas, já estou colocando células em todos "os andares". Podemos dizer que uma impressora 3D imprime um "prédio", enquanto a bioimpressora faz o prédio com pessoas, com vida. Comentário CCB: A Dra. Patricia Pranke é uma referência mundial em pesquisas com células-tronco. Fonte: Jornal Zero Hora

Uma córnea artificial parecida com a natural foi criada por pesquisadores coreanos. Hyeonji Kim e seus colegas da Universidade Pohang de Ciência e Tecnologia, na Coreia do Sul usaram uma biotinta pra evitar rejeição e agilizar a fila de quem precisa de um transplante. Kim usou estroma decelularizado e células-tronco de córneas naturais para criar uma biotinta, que pode ser usada para fabricar as córneas artificiais em uma impressora 3D. Como essa córnea artificial é inteiramente feita com a biotinta derivada de tecido da própria córnea, ela é biocompatível. E a tecnologia de impressão de células 3D permite recriar o microambiente da córnea, um padrão em treliça de fibrilas de colágeno, o que garante uma transparência semelhante à da córnea humana natural. Nos testes, as fibrilas de colágeno remodeladas ao longo da rota de impressão 3D criaram um padrão de treliça semelhante à estrutura da córnea humana nativa após 4 semanas in vivo. “Essa estratégia que sugerimos pode alcançar

Uma equipe de cientistas da Universidade de Tel Aviv (TAU, de Israel) conseguiu um feito inédito. No laboratório de biologia molecular e biotecnologia da instituição, eles puderam produzir o primeiro coração completo com vascularização do mundo, em uma impressora 3D. O trabalho foi publicado na revista científica Advanced Science. "Esta é a primeira vez que alguém em qualquer lugar conseguiu projetar e imprimir um coração inteiro repleto de células, vasos sanguíneos, válvulas, ventrículos e câmaras", afirmou Tal Dvir, professor da TAU e principal autor do estudo. Antes, já haviam sido produzidos corações em impressão 3D, mas apenas de tecidos simples, sem condições de adequação para substituir o órgão original. Como é fieto o coração em impressora 3D "Este coração é feito de células humanas e materiais biológicos específicos do paciente. Em nosso processo, esses materiais servem como biotintas, substâncias feitas de açúcares e proteínas, que são usadas para impressão 3D de modelo

Estruturas podem levar a uma melhor compreensão de como o cérebro funciona, diminuindo o número de testes em animais. Pesquisadores japoneses desenvolveram estruturas em miniatura em forma de cérebro que mostram sinais de atividade semelhantes às redes neurais no cérebro humano. A pesquisa é especialmente importante para levar a uma melhor compreensão de como o cérebro funciona, diminuindo o número de testes em animais e ajudar a analisar novos medicamentos. O estudo foi publicado no periódico científicoStem Cell Reports. Os pesquisadores construíram "organoides cerebrais", feixes de tecidos humanos tridimensionais artificialmente crescidos que se assemelham à região do cérebro que abrangem diferentes atividades humanas, de habilidades motoras e sensoriais até nossos pensamentos e memória. Para isso, os cientistas utilizaram um grupo de células-tronco e as cultivaram em um ambiente que imitava o necessário para o desenvolvimento do cérebro. Em um período de três meses, células ind