

O ex-piloto alemão Michael Schumacher chegou na última segunda-feira (9/11) a um hospital de Paris para realizar um tratamento sigiloso, de acordo com o jornal Le Parisien. A reportagem diz que o heptacampeão da Fórmula 1 vai passar por transfusões de células-tronco, o que funcionaria como uma ação anti-inflamatória sistêmica. Schumacher chegou ao Hospital Europeu Georges-Pompidou à tarde, trazido em uma ambulância com placa de Genebra, na Suíça. Ele foi levado para dentro da unidade em uma maca, coberto com um pano que impedia que fosse visto e cercado por dez seguranças. O tratamento será conduzido pelo cirurgião cardíaco Philippe Menasché, que é pioneiro no uso de terapia celular contra a insuficiência do coração. O cirurgião particular do ex-piloto, Gérard Saillant, também acompanha o procedimento. Menasché, que é pioneiro no uso de células cardíacas embrionárias em pacientes, faz parte do conselho de administração do Instituto do Cérebro e da Médula Óssea do Hospital Pitié-Salp

O nome "dente de leite" nunca teve um sentido tão profundo. Cientistas suíços descobriram que células-tronco dos dentes podem contribuir para a regeneração de órgãos não dentários, como as glândulas mamárias. Lucia Jimenez-Rojo e seus colegas da Universidade de Zurique demonstraram que células-tronco epiteliais dentárias de camundongos são capazes de gerar dutos mamários e até células produtoras de leite quando transplantadas para as glândulas mamárias das animais fêmeas. A equipe tirou proveito da capacidade das células-tronco adultas de gerar várias populações de células específicas de tecidos, por meio das chamadas células pluripotentes induzidas. Essas células podem substituir células danificadas e, portanto, representam uma boa alternativa aos tratamentos médicos clássicos para regeneração de tecidos. Eles demonstraram pela primeira vez que células-tronco epiteliais isoladas dos incisivos em crescimento de camundongos jovens são capazes de formar não apenas os tipos de célula

Criar carne a partir de células não é mais ficção científica: um astronauta acaba de fazer isso a bordo da Estação Espacial Internacional. E a chegada desses produtos aos supermercados parece ser apenas questão de tempo. Os testes realizados no espaço em setembro permitiram criar tecidos de carne de vaca, coelho e peixe com uma impressora 3D. Essa nova tecnologia poderia “tornar possível as viagens de longa duração e renovar a exploração espacial”, por exemplo para Marte, explica à AFP Didier Toubia, o chefe da startup israelense Aleph Farms, que forneceu células para a experiência. “Mas nosso objetivo é vender carne na Terra”, diz. Segundo ele, esses testes permitiram demonstrar que é possível produzir carne longe de qualquer recurso natural quando for necessário. “Nossa meta não é substituir a agricultura tradicional”, afirma. “É ser uma alternativa melhor às explorações industriais”. Carne cultivada? O primeiro hambúrguer “in vitro”, criado a partir de células-tronco de vaca p

Médicos da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, descobriram uma sub-linhagem de células cerebrais em ratos que está ligada ao aparecimento de ansiedade, especificamente aquela ligada ao TOC (transtorno obsessivo-compulsivo). O estudo foi publicado no periódico Cell. A pesquisa tem entre seus autores o professor de genética humana da Universidade de Saúde de Utah, Mario Capecchi, vencedor do Nobel de Medicina de 2007 por seu trabalho no desenvolvimento de ratos modificados geneticamente a partir da manipulação de células-tronco embrionárias. Batizadas de Hoxb8, as células são uma sub-linhagem de microglias, células imunológicas do cérebro responsáveis por avaliar o microambiente e coordenar a resposta inflamatória a uma lesão, por exemplo. Elas também interferem no funcionamento e na qualidade das sinapses. As microglias têm uma grande influência no cérebro e seu funcionamento anormal já foi associado ao surgimento de doenças neurológicas como Alzheimer e Parkinson. Os cienti

Hoje com 46 anos, Sara Machado tinha 19 quando conseguiu trabalho em uma lanchonete no Interior do Estado. No começo atendia pedidos, recolhia os pratos e ajudava na limpeza. Porém, não levou muito tempo para começar a auxiliar na cozinha. Ela lembra como se fosse hoje que fritava ovos e bacon quando escorregou em uma mancha de óleo no chão e acabou caindo sobre a chapa da fritadeira. O braço esquerdo ficou apoiado sobre o ferro fervendo. “Na chapa, ficou a pele do meu braço, do cotovelo à mão”, recorda.