

Nas duas últimas décadas, o tratamento do câncer deu grandes passos em direção à cura pela aplicação do conhecimento da ciência em imunologia e oncologia —a imunoterapia. Essa história de sucesso é bem ilustrada pelos avanços no tratamento de neoplasias hematológicas —leucemias e linfomas. As primeiras tentativas de aplicação dessa modalidade foram feitas há várias décadas com o transplante de medula óssea, em que as células do sangue, incluindo as do sistema imunológico de um doador saudável, são transplantadas em paciente com leucemia. Assim, as células transplantadas, em especial os linfócitos T, são capazes de reconhecer as células tumorais e destruí-las. O transplante de medula óssea melhorou em muito a chance de cura de pacientes com leucemia. Por outro lado, a demonstração de que o transplante do sistema imunológico é eficaz na destruição do tumor, mas pouco específico, estimulou vários médicos e cientistas a aperfeiçoar a intensidade e a especificidade desse ataque imunológ

A dor neuropática (dor nervos periféricos), juntamente com as dores de cabeça e enxaqueca, são alguns dos tipos mais graves de dor crônica. Com a epidemia do uso de analgésicos opióides (que podem causar vários efeitos colaterais) e a busca de formas de evitar narcóticos (medicamentos que adormecem ou eliminam a sensibilidade), os médicos estão buscando outras modalidades para o tratamento da dor neuropática, como a lipoenxertia (enxerto de gordura), que foi apontada recentemente, em um estudo publicado em maio no Plastic and Reconstructive Surgery – Global Open, como um tratamento de resultados promissores. “Nos últimos anos, os cirurgiões exploraram vários caminhos cirúrgicos para melhorar os resultados. E um deles tem relação com a lipoenxertia (enxerto de gordura), que vem sendo usada para aliviar os sintomas da dor neuropática”, afirma o cirurgião plástico Dr. Paolo Rubez, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (AS

Carnes sintéticas e alimentos feitos em impressoras 3D são apostas para garantir comida no prato das futuras gerações. Pense em um hambúrguer vermelhinho, suculento, saboroso. Mais: nenhum animal precisou morrer para saciar sua fome. A batata frita, macia por dentro e crocante por fora, pode ter vários tipos de design, porque é moldada em uma impressora 3D. O restaurante de comida japonesa deixou o rodízio para trás e dispensou o sushiman; no lugar, sushis que não são feitos de peixe, preparados sob medida para cada cliente. Cenas de um futuro distante? Se depender de cientistas e startups, será a realidade em breve. E não é capricho. Se hoje somos 7,7 bilhões de pessoas no planeta, em 2050, seremos 10 bilhões, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A produção de comida terá de ser 70% maior e, de preferência, prejudicando o mínimo possível o meio ambiente. Para isso, precisamos rever como nos alimentamos. O último Relatório do Painel Interg

Linfoma não Hodgkin (LNH). O inusitado nome entrou no vocabulário dos brasileiros depois que personalidades famosas, como os atores Reynaldo Gianecchini, Edson Celulari e a ex-presidente Dilma Rousseff, foram diagnosticados com esse tipo de câncer. E não é à toa que ouvir essas palavras está mais comum: no Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano sejam diagnosticados 10.180 novos casos de Linfoma não Hodgkin. E, segundo a entidade, por motivos ainda desconhecidos, o número duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos. Mas, do que se trata esse tipo de tumor? Os Linfomas não Hodgkin são um conjunto de tipos de tumores, que têm origem nas células do sistema linfático, essencial para a proteção de doenças. Existem mais de 60 tipos diferentes, que são tratados de maneiras diversas. O hematologista Evandro Fagundes, do Grupo Oncoclínicas em Minas Gerais, explica que, dependendo das condições dos pacientes, a taxa de cura pod

Primeiro trabalho do Brasil com essa abordagem busca mais uma solução para a incontinência urinária de esforço, que acomete de 15 a 35% das mulheres. Tossir, pegar um objeto pesado, correr de leve ou pular um obstáculo: atos banais do dia a dia como esses são capazes de fazer o xixi escapar de forma involuntária. É a incontinência urinária de esforço, problema que acomete de 15 a 35% das mulheres, sobretudo na faixa etária entre 45 e 65 anos. O parto vaginal e o envelhecimento são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do problema. Isso porque podem afetar nervos, músculos, vasos sanguíneos e o tecido conectivo do assoalho pélvico, responsáveis pela manutenção da continência urinária. O tratamento pode ser cirúrgico ou à base de fisioterapia. O Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa (IIEP), em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Laboratório Stemcorp, especializado em coleta de células-tronco, está avaliando pela primeira vez no Brasil uma