A doença de Parkinson é um distúrbio de movimento incurável que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, mas as opções atuais de tratamento podem causar efeitos colaterais graves e perdem a eficácia ao longo do tempo. Em um estudo publicado pela Cell Press em 06 de novembro na Celular Stem Cell, os pesquisadores mostraram que o transplante de neurônios derivados de células-tronco embrionárias humanas (hESCs) pode restaurar a função motora em um modelo de rato com a doença de Parkinson, abrindo caminho para o uso da terapia de reposição celular em ensaios clínicos humanos. "Nosso estudo representa um marco importante na avaliação pré-clínica dos neurônios da dopamina derivados da hESC e fornece suporte essencial para a sua utilidade no tratamento da doença de Parkinson", diz o autor sênior do estudo Malin Parmar, da Universidade de Lund. A doença de Parkinson é causada, em parte, pela morte de neurônios que libertam uma substância química do cérebro chamada dopam
Cientistas da Escola de Medicina de Harvard descobriram um jeito de transformar células-tronco em 'máquinas' para lutar contra o câncer cerebral. Em uma experiência com ratos, as células-tronco foram geneticamente modificadas para produzir toxinas que podem matar tumores no cérebro sem matar as células normais. Pesquisadores dizem que o próximo passo seria testar esse processo em seres humanos. "Depois de fazer toda a análise molecular e de imagem para controlar a inibição da síntese de proteínas dentro de tumores cerebrais, nós vimos as toxinas matarem as células cancerígenas", explicou Khalid Shah, principal autor da pesquisa e diretor do Laboratório de Neuroterapia no Hospital de Massachusetts e na Escola de Medicina de Harvard. "Toxinas para matar o câncer têm sido utilizadas com grande sucesso em uma variedade de tumores sanguíneos, mas eles não funcionam bem em tumores sólidos, porque os tumores não são tão acessíveis e as toxinas têm uma vida curta."
Pela primeira vez, cientistas conseguiram usar células-tronco adultas para gerar um tecido de estômago humano funcional e tridimensional em laboratório. O experimento, publicado na revista Nature, abre caminho para o estudo do desenvolvimento e das doenças de um órgão implicado com diversas enfermidades, do câncer ao diabetes. Os pesquisadores do Centro Médico do Hospital da Criança de Cincinnati, nos Estados Unidos, utilizaram células-tronco humanas pluripotentes para cultivar uma versão do estômago em miniatura. Chamadas de organoides gástricos, essas estruturas foram usadas para estudar a infecção pela bactéria H. pylori, principal causa de úlcera e de câncer de estômago. De acordo com Jim Wells, que liderou as pesquisas, os organoides tridimensionais fornecem uma nova oportunidade de desenvolvimento de drogas, de estudo dos estágios iniciais de tumores e de fatores associados à obesidade e ao diabetes. Também é a primeira vez que cientistas produzem o intestino
É um dos desafios mais formidáveis da medicina: reverter a paralisia. Um cientista passou a vida trabalhando para realizar um sonho: regenerar lesões na coluna vertebral. “Este é o momento em que a paralisia pode ser revertida”, revela o professor Geoffrey Raisman. Darek Fidyka é o primeiro paciente do mundo a receber um tratamento pioneiro. “Quando começa a dar certo, é como se a vida recomeçasse, como nascer de novo”, diz Darek. “É incrível ver como algo se imaginava impossível, a regeneração da coluna vertebral, está se tornando realidade”, comemora o neurocirurgião Pawel Tabakow. Darek passou a viver em uma cadeira de rodas, depois de levar uma facada que atravessou a medula espinal. Até que ele passou por uma cirurgia revolucionária. “Você está fazendo história! Para mim, é mais impressionante do que o homem andar na lua!”, diz Geoffrey Raisman. Nunca mais voltaria a andar Darek vive no interior da Polônia. Disseram que ele n
Estudos com células-tronco aparecem como um campo promissor na busca pela cura de diversas enfermidades. Uma das linhas mais proeminentes de pesquisa com essas estruturas, contudo, não tem o objetivo de controlar propriamente uma doença, mas sim recuperar tecidos destruídos após acidentes, como os casos de lesões na medula espinhal, que deixam pessoas paraplégicas ou tetraplégicas. Em busca de restaurar a comunicação e as conexões interrompidas nesse tipo de situação, pesquisadores americanos realizaram experimentos envolvendo células-tronco e camundongos com resultados muito positivos, aumentando a esperança de que, futuramente, humanos possam ser beneficiados com esse tipo de tratamento. Publicado na revista especializada Neuron, o estudo coordenado por Mark Tuszynski, da Universidade da Califórnia San Diego, foi capaz de criar neurônios a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (IPSCs, na sigla em inglês), que, uma vez transplantados para roedores, mostraram