Esperança na luta contra o Alzheimer. Cientistas dos Gladstone Institutes e da Universidade da Califórnia - São Francisco, nos EUA, conseguiram reverter a doença em cobaias. Eles transplantaram células-tronco inibidoras neuronais (células cerebrais em estado precoce que conseguem transformar-se em neurónios inibidores adultos) em ratinhos com a doença de Alzheimer, e deu certo. Eles conseguiram regularizar a atividade cerebral e melhorar as capacidades de aprendizagem e memória nas cobaias. O transplante devolveu ao cérebro dos ratinhos as células perdidas devido à acumulação de placas beta-amilóides, grande fator de risco para o Alzheimer, e de apoE4, a substância que provoca problemas de memória e aprendizagem. "Trabalhar com animais mais velhos pode ser desafiante do ponto de vista técnico, mas foi fantástico ver como as células [transplantadas] não só sobreviveram, mas afetaram a atividade e os comportamentos", disse Leslie Tong, uma das pesquisadora
Células-tronco são a chave para a cura de muitos males. Prova disso é essa nova e incrível técnica desenvolvida ao longo de 10 anos de estudos e pesquisas pelo professor Anan Shetty, diretor-adjunto de Cirurgia Minimamente Invasiva da Universidade Medway (Reino Unido), em colaboração com o professor Seok-Jung Kim, da Universidade Católica da Coreia do Sul. Professor Anan Shetty A técnica O processo inclui retirada de medula óssea a partir da pélvis do paciente. Depois, utilizando uma centrífuga, as células-tronco são isoladas e misturadas com um gel de colágeno preparado especialmente para esse procedimento. O resultado dessa mistura é então injetado no local da fratura do osso através de uma cirurgia minimamente invasiva. As células-tronco penetram no local provocando a regeneração do osso. Assim, ele cresce como novo durante um período de tempo de ligação da fratura não cicatrizada. A importância dessa nova técnica De acordo com o professor
Em um significativo avanço nas técnicas que buscam devolver a visão a pessoas que ficaram cegas devido a lesões nas córneas provocadas por doenças ou traumas, pesquisadores de diversas instituições nos EUA reconstruíram a membrana que cobre a pupila e é responsável por direcionar a luz para a retina. A experiência foi feita em camundongos a partir de células-tronco adultas retiradas dos olhos de doadores humanos mortos. A pesquisa marca a primeira vez que cientistas conseguiram produzir toda a estrutura de um tecido a partir deste tipo de célula-tronco — que, à diferença das embrionárias, capazes de dar a origem a todos os tecidos do corpo, já apresentam uma especialização e continuam ativas ao longo da vida, trabalhando na reposição e regeneração de tecidos danificados. Os pesquisadores, liderados por Markus Frank e Natasha Frank, do Instituto de Células-Tronco da Universidade de Harvard, só puderam reconstruir a córnea graças à descoberta de um biomarcador capa
Dentes de leite têm um tipo de célula-tronco capaz de formar osso onde não existe. Pesquisadores brasileiros descobriram uma nova técnica para tratar crianças com má formação de boca. E é um método mais eficiente e mais barato do que o tratamento convencional. Tem criança que vem ao mundo com o sorriso ferido. “A fissura lábio palatina ou lábio leporino é uma fenda que compromete o lábio, a gengiva e todo céu da boca”, explica o cirurgião plástico Diógenes Laércio Rocha. Um em cada 650 brasileiros nasce com esse problema. O tratamento é em três etapas. Na primeira, com o bebê recém-nascido, uma cirurgia plástica fecha o corte no lábio. Na segunda, com um ano e meio de idade, os médicos corrigem a fenda do céu da boca. Quando a criança já tem entre oito e 12 anos, é hora de tratar a gengiva. Essa etapa é dolorosa. Um pedacinho da bacia é retirado para preencher o buraco no osso acima da gengiva. Mas médicos brasileiros estão pesquisando uma técnic
Células-tronco humanas podem ser geneticamente modificadas para atuarem como verdadeiros soldados na luta contra o HIV. A descoberta, feita por cientista da UCLA, espera partir para o próximo passo, tentando erradicar completamente os vírus em um paciente infectado. Existem muitas vacinas e medicamentos que retardam o progresso da doença, diminuindo a taxa de vírus no corpo ou retardando a sua proliferação. A nova terapia promete ir além de tudo isso. Alguns pesquisadores já usam o termo “cura” caso a técnica consiga realizar o que for programado. O estudo, publicado dia 12 de abril na PLoS ONE, demonstra pela primeira vez que as células estaminais frutos da engenharia biológica podem detectar e destruir os vírus do HIV em tecidos vivos. “Acreditamos que este estudo estabelece as bases para o uso potencial desse tipo de abordagem no combate à infecção pelo HIV em indivíduos que já foram infectados, sendo uma esperança de erradicação total do vírus do corpo”