Órgãos em 3D, próteses sob medida e casos de pacientes tetraplégicos que recuperaram a mobilidade foram alguns dos avanços debatidos durante o quarto Congresso Internacional sobre tratamentos inovadores com células-tronco, que terminou no dia 11 de outubro, em Buenos Aires. "Há apenas dois anos os modelos de órgãos 3D eram um projeto distante, e hoje quase chegamos a fabricar próteses sob medida", afirmou à Agência Efe Gustavo Moviglia, diretor do Centro de Pesquisa em Engenharia de Tecidos e Tratamentos Celulares, da Universidade Maimônides de Buenos Aires. O pesquisador argentino apresentou os resultados de um teste clínico que dirigiu durante 12 anos no qual pacientes tetraplégicos e paraplégicos recuperaram a mobilidade dos membros. "Chegamos a uma técnica muito clara e concreta, com células obtidas a partir da gordura dos próprios pacientes, que precisava ser testada em um caso clínico perfeito, ou seja, com os piores pacientes que poderia haver, aqueles
Uma nova tecnologia, que permite tratamento de doenças e procedimentos estéticos a partir da gordura humana e células-tronco, desenvolvida por pesquisadores ligados à Universidade de Pittsburgh (EUA), tem sido usada no rejuvenescimento da pele com eliminação de rugas, reconstrução de mama e cicatrização do chamado pé diabético, entre outras aplicações. Depois de dois anos em análise no Brasil, a plataforma acaba de ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Patenteada pelo grupo GID, consórcio formado por médicos pesquisadores, e pela universidade americana, com representação no Brasil, a tecnologia já é utilizada em países da Europa e da América do Norte. A plataforma permite, em um único procedimento cirúrgico, recolher, filtrar, separar, concentrar e transferir a parte do tecido gorduroso, com alta concentração de células-tronco, a chamada porção estromovascular. Na prática, a GID – como é chamada a plataforma –, é formada por dois kits,
Nos últimos meses, inúmeros vídeos com a presença de celebridades que aderiram ao “desafio do balde de gelo” chamaram a atenção de quem acessa as redes sociais com frequência. Trata-se de uma campanha mundial para arrecadar fundos em favor da Associação Pró-Cura da Esclerose Lateral Amiotrófica. Afinal, você sabe o que é a ELA? Trata-se de uma doença degenerativa rara, com incidência de dois casos para cada 100 mil pessoas. No Brasil, a estimativa é de que 15 mil habitantes tenham essa patologia. Segundo Sandra Mota, presidente da entidade beneficiada pela campanha, existem mais de 500 estudos sobre a ELA, mas nenhum demonstra, de fato, qual é a causa. Além disso, o diagnóstico é complexo e demorado. Nos Estados Unidos, a ELA é conhecida como doença de Lou Gehrig, em referência ao jogador de beisebol norte-americano, Henry Louis Gehrig, que morreu aos 36 anos por causa da enfermidade na década de 60. Esclerose é um termo genérico que significa endurecimento e ci
Estudos científicos comprovam resultados expressivos na aplicação de células-tronco adultas mesenquimais no tratamento de várias doenças como lúpus, AVC, Parkinson, infarto e disfunção do miocárdio, entre outros. Agora, a medicina celular chega com força total nas pesquisas ortopédicas e hoje, certamente, pode-se esperar um novo tipo de medicina neste século. De acordo com ortopedista Daniel Ramallo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, a terapia celular tem como principal objetivo o reparo, a melhoria e até mesmo a cura de doenças causadas por traumas ou por degenerações. “Tratamentos realizados a partir da própria célula do paciente já são realizados no Brasil e no resto do mundo no segmento de ortopedia. O objetivo deste procedimento, através da aplicação destas células é acelerar o processo de regeneração da área lesionada. A terapia atua evitando a história natural da lesão degenerativa articular”, avalia o ortopedista. As células-tronco adultas mesenqu
Uma ação conjunta entre pesquisadores de diversas instituições norte-americanas identificou um meio para induzir o crescimento do tecido da córnea humana. A notícia é especialmente promissora para vítimas de queimaduras e lesões químicas, e portadores de doenças oculares severas. Publicada na revista Nature, a pesquisa é um dos primeiros passos na reconstrução de um tecido humano, tendo como base células-tronco de voluntários adultos. Até o momento, os experimentos foram feitos apenas implantando as células humanas em camundongos, mas os resultados são animadores. Ao que parece, a chave para o sucesso desta pesquisa é uma molécula que atua como um marcador preciso para as células-tronco do limbo. “As células-tronco límbicas são muito raras, e transplantes bem-sucedidos dependem dessas células raras,” destacam Bruce Ksander e Paraskevi Kolovou, da Universidade de Harvard, integrantes da pesquisa. Localizadas no epitélio basal do limbo do olho, as células-tronco d