Cientistas da Universidade de Yokohama no Japão anunciaram na revista “Nature” que conseguiram desenvolver pequenos fígados a partir de células-troncos. Em laboratório eles conseguiram criar brotos hepáticos, que representam o estágio mais inicial do desenvolvimento do fígado. Estudo feito e testado em camundongos pode ajudar no tratamento de falência hepática. O resultado do estudo empolgou cientistas e se mostra como uma possível alternativa para os transplantes de fígado, já que os brotos hepáticos poderiam reverter a falência do órgão. Muitos estudos no mundo tentam criar órgãos em laboratório na tentativa de resolver o problema da falta de doares. Já possível desenvolver bexigas a partir das células dos próprios pacientes, mas órgãos como fígados e rins se mostram mais difíceis por serem mais densos. A equipe japonesa usou três tipos de células para criar os brotos hepáticos: dois tipos de células-tronco e material retirado do cordão umbilical. Para s
No mundo, pelos dados de 2013, o diabetes já afeta aproximadamente 371 milhões de pessoas. Aqui no Brasil, nós somos o quarto país do mundo em número de casos, quase 13,4 milhões de brasileiros, segundo dados no mesmo ano. Oferecer novas possibilidades de tratamentos, com maior comodidade, eficácia e controle dos níveis de açúcar no sangue: estes têm sido os focos de diversos estudos nas últimas décadas, com o objetivo de tornar a vida dos diabéticos mais simples e fácil. Neste artigo, vamos falar de algumas destas novidades. Prepare-se, pois é de fato um admirável mundo novo que se abre diante dos seus olhos: Insulinas orais Pergunte a qualquer diabético que usa insulina qual é seu maior desconforto. Pode ter certeza que na grande maioria dos casos a pessoa irá se queixar das picadas da agulha e das medidas do aparelho de glicemia. A ideia de se sintetizar em laboratório uma insulina que funcione e não seja injetável não é nova. Em 2006 chegou a ser com
Cientistas transplantaram com sucesso em macacos células do músculos do coração desenvolvidas a partir de embriões humanos. O resultado do estudo conduzido na Universidade de Washington, publicado na revista Nature, é um importante passo para o desenvolvimento de tratamentos para falência cardíaca. Pesquisas anteriores com roedores já haviam apontado o potencial terapêutico de células do músculo cardíaco (cardiomiócitos) derivadas de células-tronco humanas na regeneração de partes doentes do coração. Ainda não se sabia, no entanto, se a técnica traria resultados semelhantes nos corações maiores dos primatas, ou se seria viável produzir cardiomiócitos em escala suficiente para o tratamento animais maiores. O estudo da Universidade de Washington prova que sim. O pesquisador Charles Murry e sua equipe produziram 1 bilhão de cardiomiócitos a partir de células-tronco e os implantaram no coração de macacos que sofriam de falência cardíaca. Eles observaram signif
Médicos de São José do Rio Preto (SP) realizaram uma cirurgia inédita no Brasil: o primeiro transplante de células tronco em uma paciente que sofre com uma doença grave, que não tem cura. O sucesso do procedimento abre precedentes para que mais pessoas sejam beneficiadas por essa inovação na medicina. Há quatro anos a dona de casa Gisele Hidalgo (foto divulgação) foi diagnosticada com a doença de Crohn. A jovem que sempre foi saudável começou a sentir dores fortes, perdeu peso e teve que abandonar o trabalho. “No começo trabalhei bem doente, mas era impossível suportar a dor, até em casa era difícil lavar um copo, eu não tinha expectativa de vida”, afirma Gisele. A doença inflamatória que Gisele teve é muito grave e afeta o aparelho digestivo, principalmente o intestino grosso e o delgado. Na maioria dos casos, o uso de medicação é a primeira opção de tratamento. A dona de casa tomou vários remédios, até que nenhum deles fazia mais efeito. O médico Roberto Lui
Há uma boa possibilidade de que sim. A busca pela tão sonhada “fonte da juventude” pode ter dado passos eficientes com as notícias científicas que estão chegando. Tudo porque duas equipes diferentes de cientistas divulgaram estudos mostrando que o sangue de camundongos jovens foi capaz de reverter o envelhecimento em ratos idosos, rejuvenescendo os seus músculos e cérebros. Segundo o The New York Times, os especialistas disseram que a descoberta pode ser bastante útil para tratamentos de doenças como o Alzheimer e males cardíacos. Ambas as pesquisas se baseiam e esclarecem descobertas realizadas em estudos mais antigos. Um deles aconteceu na década de 1950 e foi liderado pelo Dr. Clive M. McCay , da Universidade Cornell, e seus colegas, que testaram o efeito do sangue de ratos jovens em animais mais velhos. Para isso, eles uniram pares de camundongos costurando seus vasos sanguíneos em um procedimento chamado parabiose. Após o processo, os vasos cresceram e se jun