

Cientistas brasileiros e norte-americanos estão perto de apresentar uma nova técnica que permite obter linhagens seguras de células-tronco para serem usadas no tratamento de lesões medulares e doenças genéticas como a distrofia muscular. Os primeiros resultados foram anunciados pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da North Carolina State University, nos Estados Unidos. “Estamos trabalhando com linhagens de células animais adultas nas quais induzimos a pluripotência [capacidade equivalente à das células-tronco embrionárias de se diferenciar em qualquer tecido]. Nosso foco é obter uma linhagem segura, sem o potencial de formar tumores, para ser usada em testes pré-clínicos e clínicos”, contou Carlos Eduardo Ambrósio, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, em Pirassununga. O projeto é coordenado por Ambrósio e por Jorge Piedrahyta, da Faculdade de Medicina Veterinária da North Carolina State University. Para induzir a pluripotência em fibrobla
Os rins raramente recuperam suas funções quando são danificados por doenças, o que ressalta a necessidade urgente de um melhor conhecimento do desenvolvimento renal e da fisiologia do órgão. Há poucos meses, médicos conseguiram pela primeira vez construir um rim "semi-artificial" em laboratório. Agora eles deram um largo passo adiante, criando uma plataforma para estudar doenças renais a partir de células-tronco. Pela primeira vez, foram cultivadas estruturas renais tridimensionais a partir de células-tronco humanas, abrindo novos caminhos para o estudo do desenvolvimento das doenças dos rins e para a descoberta de novos medicamentos para as condições que afetam o órgão. Os resultados, apresentados na revista Nature Cell Biology, foram obtidos por pesquisadores do Instituto Salk de Estudos Biológicos (EUA). Cientistas transformaram células-tronco humanas em brotos ureterais, estruturas renais responsáveis pela reabsorção de água depois que as toxinas são fi
Artigo de capa, da Edição 308 da revista Ciência Hoje, detalha os avanços e desafios da ciência nas pesquisas sobre o uso medicinal de células-tronco e afirma que esse tipo de tratamento está cada vez mais próximo. De todas as perguntas feitas a quem pesquisa células-tronco, a mais delicada é: “Em quanto tempo essas terapias serão oferecidas a pacientes?”. A pergunta exige uma clarividência desconfortável para qualquer cientista sério, que conhece os rumos incertos da pesquisa. Além disso, a resposta deve ter um equilíbrio entre a absoluta verdade e uma boa dose de otimismo – já fui acusada de jogar “um balde de água fria nos telespectadores” ao declarar que ainda não havia qualquer terapia com células-tronco aprovada para uso em humanos… Por isso, respondo, há vários anos: “Não sei, mas tenho convicção de que nossa geração ainda se beneficiará desses estudos”. Mas hoje, qual é o ‘estado da arte’ nessa área? Quais os estudos clínicos em andamento? O quanto ava
Uma equipe de cientistas argentinos conseguiu um avanço significativo para o tratamento futuro de problemas de visão ao obter, em laboratório, células progenitoras da retina a partir de células-tronco adultas provenientes de tecido adiposo. O trabalho é do Centro de Pesquisa em Engenharia de Tecidos e Tratamento Celulares (CIITT) da Universidade Maimónides, de Buenos Aires. "Isso nos dá uma grande possibilidade porque começamos a produzir a partir das células do próprio indivíduo outras que têm um potencial terapêutico", afirmou, em entrevista à Agencia Efe, o diretor do CIITT, o médico Gustavo Moviglia. Ao contrário de outras pesquisas, onde são utilizadas células embrionárias ou modificadas geneticamente em um laboratório, os cientistas argentinos trabalharam a partir de células obtidas de tecido adiposo. "Foi um grande desafio, porque de todas as células, a com menos certeza de que podiam ser transformadas em células dos olhos eram as do tecido adiposo.
Falta informação mais técnica e especializada por parte dos cirurgiões dentistas em atividade, que se informam majoritariamente pelos veículos gerais a respeito de sua própria área. As células-tronco são encontradas nos dentes, mas estudos revelam que este fato só é conhecido por pouco menos da metade dos cirurgiões dentistas em atividade, que se informam, principalmente, pela Internet. Apesar disso, altas são as expectativas sobre sua aplicação. Células-tronco são células não especializadas que têm a capacidade de se proliferar (autorrenovar) e se diferenciar por mitose, o que as faz originar diversos tipos de células componentes dos mais variados tecidos do corpo humano. Nos adultos, além de em lugares como a medula óssea e o cordão umbilical materno, cientistas descobriram há cerca de dez anos que elas também existem na polpa dos dentes. Cibele Pelissari dos Santos, pós-graduanda da Faculdade de Odontologia da USP (FO), e Andrea Mantesso, professora orientado