Uma pesquisa desenvolvida pelo campus da Unesp de Assis (SP) tem mostrado que o uso de células-tronco pode frear a evolução do enfisema pulmonar. Depois do resultado eficaz em camundongos, o material está sendo testando em quatro humanos. O Ministério da Saúde estima que cerca de 6 milhões de brasileiros tenham a doença respiratória crônica, com evolução lenta, muitas vezes causada pelo vício de fumar. Segundo o pesquisador da Unesp, João Tadeu Ribeiro Paes, a pesquisa é inédita no país já que é a primeira a usar células-tronco embrionária retiradas da medula óssea do paciente com enfisema pulmonar. “Esse trabalho é pioneiro no Brasil e, com este tipo de célula que nós usamos, também é pioneiro no mundo. Uma hipótese razoável e mais aceita atualmente é que essas células estimulam a regeneração através de mediadores no processo de ativação química de formação de novos vasos”, explica o pesquisador de Assis. Camundongos foram usados na primeira fase da pesquis
Pesquisa britânica conseguiu transformar células-tronco em células auditivas. O experimento foi capaz de recuperar significativamente a audição de roedores com esta deficiência. Cientistas da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, desenvolveram um tratamento baseado na aplicação de células-tronco para combater a surdez. O estudo, publicado no periódico científico Nature, abre um importante caminho para futuros tratamentos da deficiência. Com o experimento, já é possível afirmar teoricamente que "as células embrionárias podem ser empregadas para reparar um ouvido danificado", afirmou o pesquisador argentino Marcelo Rivolta, que coordenou o estudo. A pesquisa consistiu em induzir células-tronco embrionárias humanas a se transformarem em células auditivas. Esta primeira descoberta, segundo Rivolta, é "muito positiva", pois se trata de "uma fonte praticamente inesgotável para produzir células do ouvido sob demanda". Numa segunda fase, o estudo procuro
Rejuvenescimento cutâneo é uma das grandes promessas do uso de células-tronco para fins estéticos e dermatológicos. Pesquisadores em todo mundo apontam resultados promissores no uso de células-tronco para fins estéticos e dermatológicos. O principal deles é que, por meio de estimulações do material genético, o uso da terapia tem despontado como alternativa para combater os efeitos da idade, graças ao estímulo da produção de colágeno da pele. Resultante da estimulação celular, a produção da substância acontece durante os processos de coagulação e cicatrização, provocando melhoras no aspecto da cútis. Mas os benefícios não acabam aí. Recentes estudos demonstraram resultados positivos no uso das células-tronco adultas como cicatrizantes e no combate à algumas doenças da pele. Por essa razão, Denise Steiner, doutora em Dermatologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), diz que a expec
Guarde os dentes de leite: eles podem salvar vidas. A novidade é o uso de células-tronco dos dentinhos - em benefício próprio ou de familiares próximos - no futuro, segundo o pediatra Alexandre Ayoub, fundador do Centro de Criogenia Brasil, em anúncio feito durante o último Congresso Brasileiro de Odontopediatria. “As células-tronco da polpa do dentinho de leite são jovens e de excelente qualidade e quantidade, portanto, são ideais para um futuro tratamento de doenças degenerativas”, disse. Em fase de pesquisas, as células-tronco por enquanto só estão sendo guardadas por este laboratório especializado, em São Paulo. Não deixa de ser uma grande notícia saber que aqueles pequenos dentinhos que iam parar sobre o telhado, ou enterrados no fundo do quintal, por conta de simpatias, já podem ter um melhor destino. O Instituto Butantan, também na capital, inclusive usa células desses dentes para implantes dentários e reparação do tecido ósseo. De acordo com Ayoub, as células s
Brasil tem avançado cada vez mais em pesquisas com células-tronco. Pesquisadores testaram célula-tronco do tecido adiposo de camundongos. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) testaram células-tronco encontradas no tecido adiposo de camundongos com distrofia muscular, que provoca a paralisação progressiva dos músculos até a morte. Eles descobriram que elas aumentaram a expectativa de vida dos animais. O administrador Sérgio Santos Soares tinha 25 anos quando descobriu que tinha esclerose múltipla, uma doença crônica que atinge o sistema nervoso central. Ele ficou sem poder andar e precisou de ajuda até para comer. “Para eu partir uma pizza, uma carne, nossa, eu ficava nervoso, escorregava do meu prato. Não tinha força para pegar os talheres”, conta. No ano passado, aos 37 anos, Sérgio passou pelo transplante de células-tronco. Ele foi um dos primeiros no Brasil. Depois disso, a doença nunca mais se manifestou e hoje ele se locomove com a ajuda de u