Uma investigação realizada na Universidade Internacional da Catalunha (Espanha) mostrou que os dentes do siso contêm células-tronco que podem regenerar diversos tecidos. "Os dentes do juízo" são normalmente um problema para quem os tem. Muitos têm que retirá-los quando eles nascem e estes processos – tanto de nascimento quanto de retirada – são dolorosos. Entretanto, a Universidade Internacional da Catalunha descobriu uma utilidade para eles. Os dentes do siso contêm células-tronco, das quais diversos tecidos humanos podem se regenerar, como o ósseo, o hepático e o nervoso. A equipe de cientistas conseguiu isolar subpopulações de células-tronco pluripotentes, similares às células adultas, capaz de regenerar tecidos. Os pesquisadores escolheram os dentes do siso para trabalhar porque são os últimos a nascerem e estão em fase de desenvolvimento mais atual. Além disso, por serem células “recém nascidas”, contêm maior quantidade de polpa, da onde se extraem a
A cardiopatia chagásica crônica é ainda uma das maiores causas de óbito por insuficiência cardíaca na América Latina. Uma nova estratégia pensada por um grupo de pesquisadores surgiu para reparar ou diminuir os danos causados ao miocárdio de pacientes com esse tipo de doença. Trata-se de injeção de células-tronco hematopoiéticas em que as células do próprio indivíduo a ser tratado podem gerar melhor qualidade de vida. O coordenador do Laboratório de Histocompatibilidade e Criopreservação da UERJ (HLA-UERJ) que está localizado na PPC, Luís Cristóvão Pôrto defende que a estratégia é uma boa solução para pacientes. Pois as células-tronco contribuem para uma melhoria indireta da contratilidade do músculo cardíaco, ou seja, a contração das fibras musculares que permite o bombeamento do sangue para aorta para a circulação do sangue pelo corpo e para artéria pulmonar a partir do ventrículo direito. “Nós dependemos dessa contratilidade. Até algum tempo atrás se acred
Estudo recebeu o prêmio Jovem Cientista no Congresso Mundial de Otorrinolaringologia, na Coreia do Sul. Células de uma medula óssea: a pesquisa buscou solução para lesão do sétimo nervo do crânio, que têm como consequência a paralisia e a decorrente assimetria da face. São Paulo – “A expressão dos sentimentos pela face é uma das habilidades mais singulares do ser humano, o que torna a perda dos movimentos dessa musculatura bastante angustiante.” Com essas palavras, a médica Raquel Salomone sintetizou a motivação do estudo da regeneração do nervo facial por meio de células-tronco, com o qual obteve, no fim de 2012, seu título de doutora. Enviado ao Congresso Mundial de Otorrinolaringologia, em Seul, na Coréia do Sul, o trabalho recebeu, em julho último, o prêmio Jovem Cientista, conferido pelo evento. O estudo “Avaliação da regeneração do nervo facial de ratos após a implantação de células-tronco derivadas do estroma de medula óssea diferenciadas in vitro” foi o
Cientistas britânicos realizaram experimentos com células-tronco que podem trazer esperança para o tratamento da cegueira. O estudo, publicado na revista científica Nature Biotechnology, mostra que deficiências na parte do olho que detecta a luz podem ser reparadas. No entanto, essas células podem morrer em alguns casos de cegueira, como na doença de Stargardt e na degeneração macular, uma condição médica geral dos adultos mais velhos, que resulta em uma perda de visão no centro do campo visual. Agora, experimentos realizados com ratos por uma equipe do Moorfields Eye Hospital e University College London, mostrou que o mau funcionamento desses fotorreceptores pode ser tratado com células-tronco. Retina em laboratório - A equipe usou uma nova técnica que reconstruiu uma retina em laboratório, extraindo dela milhares de células-tronco que foram amadurecidas para serem transformadas em fotorreceptores e injetadas nos olhos de ratos cegos. A pesquisa concluiu que
As células-tronco na medicina veterinária ganha cada vez mais conhecimento, uma vez que a sua aplicação e estudo estão em um processo de crescimento continuo. A terapia com células-tronco tem sido estudada há décadas, e há alguns anos, ela é usada já como forma comercial, inicialmente nos EUA, onde realizam esse tipo de tratamento para animais debilitados, com relativa frequência. Aqui no Brasil, essa terapia, que se insere na medicina veterinária regenerativa ainda é novidade, causando desconfiança por parte de alguns veterinários e entusiasmo por parte dos tutores, que vêm na terapia uma última esperança para seus animais. A visão de que as células-tronco possam ser a cura para tudo está muito longe de acontecer, pois as células têm ações específicas e consequentemente doenças específicas que respondem ao seu uso. E ainda, dentre as doenças tratadas, existe um momento adequado para que seja feito o uso da terapia celular. Por isso, é importante que