Artigo de capa, da Edição 308 da revista Ciência Hoje, detalha os avanços e desafios da ciência nas pesquisas sobre o uso medicinal de células-tronco e afirma que esse tipo de tratamento está cada vez mais próximo. De todas as perguntas feitas a quem pesquisa células-tronco, a mais delicada é: “Em quanto tempo essas terapias serão oferecidas a pacientes?”. A pergunta exige uma clarividência desconfortável para qualquer cientista sério, que conhece os rumos incertos da pesquisa. Além disso, a resposta deve ter um equilíbrio entre a absoluta verdade e uma boa dose de otimismo – já fui acusada de jogar “um balde de água fria nos telespectadores” ao declarar que ainda não havia qualquer terapia com células-tronco aprovada para uso em humanos… Por isso, respondo, há vários anos: “Não sei, mas tenho convicção de que nossa geração ainda se beneficiará desses estudos”. Mas hoje, qual é o ‘estado da arte’ nessa área? Quais os estudos clínicos em andamento? O quanto ava
Uma equipe de cientistas argentinos conseguiu um avanço significativo para o tratamento futuro de problemas de visão ao obter, em laboratório, células progenitoras da retina a partir de células-tronco adultas provenientes de tecido adiposo. O trabalho é do Centro de Pesquisa em Engenharia de Tecidos e Tratamento Celulares (CIITT) da Universidade Maimónides, de Buenos Aires. "Isso nos dá uma grande possibilidade porque começamos a produzir a partir das células do próprio indivíduo outras que têm um potencial terapêutico", afirmou, em entrevista à Agencia Efe, o diretor do CIITT, o médico Gustavo Moviglia. Ao contrário de outras pesquisas, onde são utilizadas células embrionárias ou modificadas geneticamente em um laboratório, os cientistas argentinos trabalharam a partir de células obtidas de tecido adiposo. "Foi um grande desafio, porque de todas as células, a com menos certeza de que podiam ser transformadas em células dos olhos eram as do tecido adiposo.
Falta informação mais técnica e especializada por parte dos cirurgiões dentistas em atividade, que se informam majoritariamente pelos veículos gerais a respeito de sua própria área. As células-tronco são encontradas nos dentes, mas estudos revelam que este fato só é conhecido por pouco menos da metade dos cirurgiões dentistas em atividade, que se informam, principalmente, pela Internet. Apesar disso, altas são as expectativas sobre sua aplicação. Células-tronco são células não especializadas que têm a capacidade de se proliferar (autorrenovar) e se diferenciar por mitose, o que as faz originar diversos tipos de células componentes dos mais variados tecidos do corpo humano. Nos adultos, além de em lugares como a medula óssea e o cordão umbilical materno, cientistas descobriram há cerca de dez anos que elas também existem na polpa dos dentes. Cibele Pelissari dos Santos, pós-graduanda da Faculdade de Odontologia da USP (FO), e Andrea Mantesso, professora orientado
Estudo ajudará na busca pela cura de diversas doenças. Brasília – Pela primeira vez, células-tronco pluripotentes humanas foram isoladas em seu estágio mais inicial de desenvolvimento. Pesquisadores do Weizmann Institute of Science, em Israel, chefiados por Jacob Hanna, um dos maiores especialistas no tema, separaram as estruturas que dão origem a qualquer tecido corporal no estado mais imaturo possível, como estão nos primeiros estágios do desenvolvimento embrionários. Elas estavam em um nível tão inicial que, após serem injetadas em embriões de ratos, se desenvolveram sem problemas com os animais, que cresceram contendo tecidos de origem humana. Os resultados da pesquisa estão publicados na edição de hoje da revista Nature. Hanna conta ao Estado de Minas que a criação dos animais híbridos, chamados de quimeras, serviu para mostrar que se tratava realmente de células muito, muito jovens. O estudo pode levar a grandes conquistas, acredita. “Esse trabalho pode r
USP de Ribeirão Preto procura desenvolver novos modelos de diagnóstico e tratamentos mais eficazes para doenças como leucemia, diabetes e esclerose múltipla São Paulo – No início de 2000, o índice de sobrevida de pacientes com leucemia promielocítica aguda (LPA) no Brasil era de 50% contra os mais de 80% registrados nos Estados Unidos e em países europeus. Leucemia: próximo passo será testar o efeito do transplante de TCTH, extraídas da medula óssea, no tratamento de infecções em portadores de leucemias mieloides agudas A maior incidência da doença em países latino-americanos não justificava a discrepância nas estatísticas: a LPA responde bem ao ácido all-trans retinoico (ATRA), medicação que é distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A explicação para a defasagem nos resultados estava no diagnóstico tardio e no consequente atraso no início do tratamento de uma doença que induz a um grave quadro hemorrágico, elevando o número de óbitos. Associ