Cientistas de Viena criaram pequenos cérebros humanos em laboratório, por meio da tecnologia de cultivo de células-tronco. Os minicérebros do Instituto Biotecnologia Molecular, da Áustria, têm o tamanho de uma ervilha e já estão vivos há dez meses. Durante o crescimento, os neurônios se organizaram em camadas, como as do córtex. Impossível não alimentar a expectativa de que será possível criar mentes artificiais em laboratório. Mas os autores do estudo já adiantaram que ainda não é possível. A intenção é construir um modelo de cérebro humano para que se possa estudar com maior precisão como ocorre seu desenvolvimento desde a fase fetal, assim como as origens de doenças neurológicas. O estudo, publicado na revista "Nature" de agosto, informa que os cientistas usaram de célula-tronco de embriões para cultivar os cérebros. Mas também foram usadas outra espécie de células-tronco, as pluripotente induzidas, retiradas que outros tecidos do corpo, como a pele, para pro
Método em teste visa cultivar células da retina e 'implantá-las' via cirurgia. Estudo clínico com célula embrionária está entre primeiros do país. Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estão desenvolvendo uma forma de terapia utilizando células-tronco que pode, no futuro, ajudar a tratar um problema de visão que leva idosos à cegueira, a chamada degeneração macular relacionada à idade (DMRI). O projeto está em fase de testes e vem sendo desenvolvido em parceria com a Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos. Detalhes foram apresentados nesta quinta-feira (22) pelos cientistas na reunião anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), em Caxambu, Minas Gerais. A pesquisa ainda está em seu estágio inicial. Além da degeneração macular relacionada à idade, pessoas com outras doenças oculares que afetam a mácula (como as doenças congênitas maculares) poderão se beneficiar da terapia. Os testes pré
Uma investigação realizada na Universidade Internacional da Catalunha (Espanha) mostrou que os dentes do siso contêm células-tronco que podem regenerar diversos tecidos. "Os dentes do juízo" são normalmente um problema para quem os tem. Muitos têm que retirá-los quando eles nascem e estes processos – tanto de nascimento quanto de retirada – são dolorosos. Entretanto, a Universidade Internacional da Catalunha descobriu uma utilidade para eles. Os dentes do siso contêm células-tronco, das quais diversos tecidos humanos podem se regenerar, como o ósseo, o hepático e o nervoso. A equipe de cientistas conseguiu isolar subpopulações de células-tronco pluripotentes, similares às células adultas, capaz de regenerar tecidos. Os pesquisadores escolheram os dentes do siso para trabalhar porque são os últimos a nascerem e estão em fase de desenvolvimento mais atual. Além disso, por serem células “recém nascidas”, contêm maior quantidade de polpa, da onde se extraem a
A cardiopatia chagásica crônica é ainda uma das maiores causas de óbito por insuficiência cardíaca na América Latina. Uma nova estratégia pensada por um grupo de pesquisadores surgiu para reparar ou diminuir os danos causados ao miocárdio de pacientes com esse tipo de doença. Trata-se de injeção de células-tronco hematopoiéticas em que as células do próprio indivíduo a ser tratado podem gerar melhor qualidade de vida. O coordenador do Laboratório de Histocompatibilidade e Criopreservação da UERJ (HLA-UERJ) que está localizado na PPC, Luís Cristóvão Pôrto defende que a estratégia é uma boa solução para pacientes. Pois as células-tronco contribuem para uma melhoria indireta da contratilidade do músculo cardíaco, ou seja, a contração das fibras musculares que permite o bombeamento do sangue para aorta para a circulação do sangue pelo corpo e para artéria pulmonar a partir do ventrículo direito. “Nós dependemos dessa contratilidade. Até algum tempo atrás se acred
Estudo recebeu o prêmio Jovem Cientista no Congresso Mundial de Otorrinolaringologia, na Coreia do Sul. Células de uma medula óssea: a pesquisa buscou solução para lesão do sétimo nervo do crânio, que têm como consequência a paralisia e a decorrente assimetria da face. São Paulo – “A expressão dos sentimentos pela face é uma das habilidades mais singulares do ser humano, o que torna a perda dos movimentos dessa musculatura bastante angustiante.” Com essas palavras, a médica Raquel Salomone sintetizou a motivação do estudo da regeneração do nervo facial por meio de células-tronco, com o qual obteve, no fim de 2012, seu título de doutora. Enviado ao Congresso Mundial de Otorrinolaringologia, em Seul, na Coréia do Sul, o trabalho recebeu, em julho último, o prêmio Jovem Cientista, conferido pelo evento. O estudo “Avaliação da regeneração do nervo facial de ratos após a implantação de células-tronco derivadas do estroma de medula óssea diferenciadas in vitro” foi o