A morte pode ser a única certeza na vida, mas os cientistas ainda têm dificuldade de entender por que ela acontece. Acidentes e infartos podem ser simples de explicar, mas os mecanismos que regem o envelhecimento e a morte por velhice ainda são pouco conhecidos. Por que pessoas sem nenhum problema sério de saúde morrem? Uma nova pesquisa, desenvolvida a partir do sangue de uma centenária e publicada no periódico Genome Research, acaba de dar novas pistas de como a morte funciona. Nascida na Holanda em 1890, Hendrikje van Andel-Schipper era, em 2005, a mulher mais velha do mundo. Membro dessa intrigante tribo dos supercentenários, Hendrikje chamava a atenção pela vitalidade e saúde. Antes de morrer, aos 115 anos, concordou em deixar seu corpo para estudos. Desde então, pesquisadores examinam o corpo de Hendrikje na tentativa de entender como ele foi afetado pelo tempo. Segundo Henne Holstege, a pesquisadora do Centro Médico da Universidade Vrije, em Amsterdã, que conduz
Advanced Cell Technology está testando um tratamento com células-tronco para a cegueira que pode preservar a visão e, potencialmente, reverter sua perda. As células utilizadas nos ensaios clínicos, produzem pigmentos escuros e padrões de disposição semelhantes a paralelepípedos que podem ser facilmente reconhecidos em culturas. Um novo tratamento para a degeneração macular está quase na próxima fase de testes em humanos - um evento digno de nota não apenas para os milhões de pacientes que poderia ajudar, mas por seu potencial de se tornar a primeira terapia baseada em células-tronco embrionárias. Este ano, a empresa com sede em Boston, Advanced Cell Technology, tem planos de levar seu tratamento com células-tronco para duas formas de perda de visão para os testes avançados em humanos. A empresa já informou que o tratamento é seguro (veja "Eye Study Is a Small but Crucial Advance for Stem-Cell Therapy"), embora um relatório completo de resultados dos testes realiz
Na busca de uma cura para a paralisia, uma equipe de cientistas usou células-tronco e optogenética para contornar o sistema motor central de camundongos de laboratório cujos nervos haviam sido cortados. Isso permitiu que eles atingissem neurônios motores com um laser, provocando movimento nas pernas dos camundongos. Ok, é um assunto um pouco complicado, se você não sabe muito bem como a optogenética funciona. Esta técnica de ponta permite a neurocientistas modificar neurônios específicos para que eles sejam sensíveis a luz. A luz atinge o neurônio e o ativa, avisando o cérebro que ele deve mover um músculo específico ou parar de sentir dor. No caso dos camundongos paralisados, os pesquisadores modificaram as células-tronco dos animais para elas produzirem proteínas sensíveis a luz. As células-tronco foram programadas para se tornarem neurônios motores enxertados no nervo ciático dos pequenos ratos. Tudo o que os pesquisadores precisaram fazer foi jogar luz
O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), iniciou uma pesquisa pioneira com células-tronco em pacientes com diagnóstico de osteossarcoma, tumor maligno do osso que atinge, principalmente, crianças e jovens entre 10 e 20 anos, em fase de crescimento. A pesquisa inaugura uma nova linha de estudo e será a primeira realizada com células-tronco tumorais no Centro de Pesquisa em Terapia Celular e Bioengenharia Ortopédica do Into. O estudo consistirá no isolamento e expansão in vitro de células-tronco tumorais em duas fases: No momento da biópsia, realizada para a confirmação da doença; e após o tratamento com quimioterapia. Os pesquisadores irão identificar a quantidade de células existentes nessas duas fases e compará-las para verificar a agressividade do tumor e o seu grau de resistência ao tratamento. Também serão realizados testes em camundongos estéreis para provocar a doença e acompanhar o desenvolvimento do tumor in vivo. Segundo a c
No baralho, a carta que pode substituir outras em determinados jogos é chamada de curinga. Já no campo da saúde, pode-se dizer que os seres humanos nascem com um curinga dentro do organismo: são as células-tronco. As células-tronco podem ser encontradas em qualquer órgão e são responsáveis por fazer os reparos necessários quando ocorrem lesões nos tecidos. É o que acontece, por exemplo, quando alguém se corta: as células-tronco locais entram em ação e provocam uma cicatrização. O corpo humano adulto é composto por aproximadamente 75 trilhões de células dos mais variados tipos: da pele, do cérebro, do coração etc. Todas elas derivam das células-tronco. Encontradas principalmente na medula óssea (região esponjosa que fica dentro do osso), na placenta e no cordão umbilical, na polpa dos dentes, na raiz dos pelos, as células-tronco têm a capacidade especial de originar qualquer tipo de tecido e de gerar cópias idênticas de si mesmas, inclusive em laboratório. Esta