As células-tronco são aquelas que têm a capacidade de se diferenciarem em vários tecidos humanos. Podem ser de três tipos: totipotentes ou embrionárias, que conseguem dar origem a qualquer uma das 216 células que formam o corpo humano; pluripotentes, que conseguem diferenciar-se na maioria dos tecidos humanos e as multipotentes que conseguem diferenciar-se em apenas alguns tecidos. Estudos encontraram uma população de prováveis células-tronco pós-natal na polpa dentária humana. A característica mais importante dessas células é sua habilidade em regenerar tecido com arquitetura similar ao complexo dentino-pulpar, composto de células e vasos sanguíneos num arranjo semelhante ao encontrado na polpa dentária. Quais seriam as indicações do uso de células tronco na odontologia: elas seriam a solução para a perda dentária? Impediriam a perda óssea? Poder-se-ia pensar, de forma futurista, ao visitar o dentista, encomendar um dente? Para Paul Sharpe, do Kings College de Lon
Médico é autor de primeiro procedimento em Ribeirão de material presente em cordão umbilical a bebê com deficiência imunológica. O imunologista Júlio César Voltarelli apresentOU na manhã de quinta-feira, dia 05/08, no Hemocentro do HC (Hospital das Clínicas) de Ribeirão Preto, a saga de um menino de 9 meses que foi submetido a transplante de célula-tronco de cordão umbilical. Foi o primeiro procedimento do gênero realizado na cidade, de acordo com o médico. Antes disso, transplantes semelhantes foram realizados somente em grandes centros médicos de capitais, como São Paulo e Curitiba. A célula-tronco veio dos Estados Unidos, segundo Voltarelli, com sangue 100% compatível com o do paciente. As células-tronco contidas em 46 mililitros de sangue do cordão umbilical, injetadas diretamente no coração do menino, devem induzir a produção das células sanguíneas de que ele necessita para ter uma vida normal. Deficiência imunolócia - Com o procedimento, feito pela eq
Nas próximas semanas, a ciência da Bahia dá um passo importante para a consolidação das terapias com células-tronco. Pesquisadores do Centro de Biotecnologia e Terapias Celulares (CBTC) do Hospital São Rafael, em Salvador, vão realizar os primeiros testes em humanos de um tratamento para recuperação dos movimentos de pacientes paraplégicos. As experiências iniciais realizadas em cães e gatos apresentaram bons resultados. Segundo a pesquisadora Milena Soares, que coordena o trabalho, a terapia foi usada em dez animais que haviam sofrido quedas ou atropelamentos e perdido parte dos movimentos. As células-tronco foram retiradas dos próprios animais, cultivadas durante quatro semanas em laboratório e depois injetadas nos locais lesionados. “Esses animais tiveram melhora em termos de ganho de movimentação dos membros, função urinária e sensibilidade. Com base nesses resultados, nós tivemos aprovado na Comissão Nacional de Ética e Pesquisa (Conep) um estudo clínico que será ini
Doenças tidas antes como incuráveis, como a esclerose múltipla, Mal de Parkinson, reumatismo e diabetes, entre muitas outras, podem estar com seus dias contados. Elas estão na mira de pesquisadores que estudam as células-tronco (CT) e prometem uma revolução no tratamento e na vida de pessoas que, até pouco tempo atrás, não tinham esperança de cura.É o caso de Nelson Águia, representante comercial de 71 anos. Após sofrer dois enfartes em um espaço de 14 anos e com cinco pontes de safena e duas mamárias, a única solução para o seu caso era o transplante de coração. "Não conseguia subir uma escada, tinha muita dor no peito. Tive que parar de trabalhar." Águia não teve o coração transplantado, mas hoje voltou a trabalhar e caminha quatro quilômetros em dias alternados. Seu coração foi salvo por um implante de células-tronco, o primeiro realizado no mundo, em dezembro de 2001. "Renasci com o transplante de células-tronco", diz. Além de problemas cardíacos, as células-tronco j
RIO - Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ alcançaram um avanço na busca por um tratamento para paralisia causada por danos na medula espinhal ao recuperar o movimento de animais paraplégicos com implantes produzidos a partir de células-tronco embrionárias. O estudo confirmou que células tiradas de embriões são um caminho promissor para tratar lesões hoje incuráveis. O trabalho, todavia, ainda é totalmente experimental. Aceita para publicação na revista científica "Brain Research", a pesquisa mostrou que semanas após receberem uma injeção de células, os roedores recuperaram boa parte da capacidade de locomoção. Apenas cinco países já analisaram o efeito de células-tronco embrionárias na recuperação de paraplegia em animais. A meta dos cientistas agora é ampliar o estudo para macacos, mais próximos do homem. Custos e problemas éticos considerados O tratamento dos camundongos foi realizado no Laboratório de Neurodegeneração e Reparo da UFRJ, que estud