O ensaio terapêutico, que acaba de ser aprovado pelo FDA (Agência americana Food and Drug Administration), será conduzido por pesquisadores americanos liderados pelas Dras. Karen S. Aboody e Jana Portnow do City of Hope, na California. Trata-se de um centro especializado em tratamento de câncer, diabetes e outras doenças graves. O interessante é que o objetivo não é usar as células-tronco para substituir as células doentes. Elas serão usadas como veículo para transportar uma potente droga anti-cancerígena com o objetivo de tentar destruir um tipo de tumor cerebral muito agressivo, o glioblastoma. Se a experiência for bem sucedida será mais uma vitória obtida a partir das pesquisas com células-tronco embrionárias. Os tumores cerebrais malignos atingem mais de 20.000 americanos anualmente. Existem vários tipos de tumores cerebrais malignos. Dentre eles, o mais comum em adultos é um tipo de tumor denominado glioblastoma que é extremamente agressivo. São tumores muito invasiv
Raras descobertas em medicina geraram tanta expectativa quanto a das células-tronco. De fato, a possibilidade de regenerar tecidos lesados por meio do transplante de células capazes de diferenciar-se em qualquer outra talvez venha a representar para as doenças degenerativas típicas do século 21 um avanço semelhante ao dos antibióticos para as moléstias infecciosas no século passado. Para situar a discussão, vamos lembrar que existem 2 tipos de células-tronco: as adultas e as embrionárias. As adultas estão presentes na maioria dos tecidos e apresentam capacidade limitada de diferenciação, isto é, conseguem formar apenas alguns tipos de células. As embrionárias são totipotentes, ou seja, podem diferenciar-se em qualquer tipo de tecido. Células-tronco adultas são utilizadas nos transplantes de medula-óssea (que nada tem a ver com medula espinhal) em casos de leucemia, por exemplo. Depois de administrar doses altíssimas de quimioterapia e radioterapia que matam as células c
Foram criadas oito camadas de células, que formam o estágio inicial de uma retina. Usando células-tronco embrionárias humanas, o estudo é um marco no desenvolvimento de retinas totalmente transplantáveis no futuro. Retina de células-tronco - Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, criaram o estágio inicial da primeira retina humana feita em laboratório. Contendo oito camadas de células, a retina foi construída a partir de células-tronco embrionárias humanas. Esta é a primeira estrutura tridimensional feita com células-tronco. O avanço marca o primeiro passo rumo ao desenvolvimento de retinas totalmente prontas para o transplante. Diferenciação das células-tronco - O trabalho traz novas esperanças para pacientes com distúrbios oculares, como a retinose pigmentar e a degeneração macular, doenças que afetam milhões de pessoas, e que sofrem com a falta de doadores. "Nós construímos uma estrutura complexa constituída de vários tipos d
No último capítulo de "Viver a Vida", o médico Ricardo (Max Fercondini) faz o parto dos gêmeos de Luciana (Alinne Moraes) e Miguel (Mateus Solano) e fala que irá retirar as células-tronco do cordão umbilical das crianças conforme a solicitação dos pais. Como a arte imita a vida e a vida imita a arte, cada vez mais casais buscam coletar e armazenar as células-tronco do cordão umbilical de seus bebês. Casais como Vanessa Giácomo e Daniel Oliveira, o cantor Luciano e a esposa Flávia; Dado Dolabella e Viviane Sarahyba, Monica Martelli e Jerry Marques, entre outros, já armazenaram o sangue do cordão umbilical de seus filhos. A coleta não é invasiva, isto é, não afeta o bebê ou a mãe. "Após o procedimento, o material colhido é processado e armazenado em nitrogênio líquido, que mantém uma temperatura constante de -196º C", explica Dr. Carlos Alexandre Ayoub, diretor do CCB - Centro de Criogênia Brasil. As células-tronco são a grande aposta da medicina atual, pois ao se d
Primeiros testes clínicos com CT adultas começam a ser feitos em São Paulo; protocolo é semelhante ao usado em seres humanos. A promessa terapêutica das células-tronco começa a ser testada em animais de estimação no Brasil - trazendo a reboque, assim como nos experimentos clínicos humanos, uma série de dúvidas e preocupações. Um projeto pioneiro de uma empresa de biotecnologia e um hospital veterinário de São Paulo começou no mês passado a selecionar cães e gatos para testes clínicos com células-tronco adultas. A meta inicial é escolher 40 animais portadores de cardiopatias e 40 com insuficiência renal para os primeiros experimentos, nos próximos meses. Animais com outras doenças ou traumas também poderão ser incluídos no estudo, desde que estejam em estado terminal e já tenham esgotado as opções de tratamento convencional. "Estamos falando de um protocolo clínico, igual ao que é usado para seres humanos. Diferente do que se faz com animais de laboratório", explica