Autorizadas pela Lei de Biossegurança, que foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há cinco anos e declarada constitucional pelo Supremo Tribuinal Federal em março de 2008, as pesquisas com células-tronco embrionárias ainda não foram liberadas para testes em seres humanos no Brasil nem tiveram avanços significativos mundo afora. Longe dos dilemas éticos causados pelos procedimentos que envolvem embriões, pesquisadores brasileiros vêm conseguindo resultados promissores nos estudos com células-tronco adultas, obtidas do próprio paciente a ser tratado. Tecnicamente, a vantagem de se extrair células do paciente é óbvia: o procedimento afasta o risco de rejeição. A cura de doenças cardíacas e a recuperação dos sentidos da audição e da visão estão entre os objetivos dessas pesquisas. No Paraná, o professor cirurgião cardiovascular Danton da Rocha Loures é o coordenador dos estudos no Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Os trabalhos são
O estudo realizado pela Unifesp - na forma de transplante autólogo (do próprio doador) - abre perspectivas no tratamento definitivo da incontinência urinária em humanos. Além da vantagem da fácil obtenção, inclusive em grande número, a utilização de células do tecido adiposo nesse tipo de transplante também diminui os riscos de rejeição. De acordo com Fernando Almeida, urologista e professor do Departamento de Urologia da Unifesp, a terapia pode ajudar, no futuro, homens e mulheres com incontinência urinária que não respondem aos tratamentos convencionais - medicamentos, fisioterapia pélvica ou cirurgias. "Já vimos que essas células têm o poder de se diferenciar e se transformar em músculos na uretra de coelhas, regenerando o órgão afetado", explica. "Entretanto, apesar de estarmos animados com os resultados, temos que continuar os testes em animais para verificarmos a viabilidade, eficácia e, principalmente, segurança de essas células não se transformarem em tumores, ante
A injeção de células-tronco poderia regenerar os músculos danificados do coração ou eliminar as cicatrizes após um ataque cardíaco, de acordo com diversos estudos sobre sua aplicação, revelou Jeffrey Karp, pesquisador da Universidade de Harvard, no estado americano de Massachusetts. Em declarações à rede de televisão "CNN", Karp disse que pelo menos um desses estudos teve êxito no uso das próprias células-tronco do paciente, que foram purificadas e reinjetadas no músculo cardíaco. Segundo explicou, essas células têm um marcador superficial chamado CD34, o que significa que são capazes de recriar seus próprios capilares. Douglas Losordo, cardiologista do Hospital Northwestern Memorial de Chicago, afirmou que esse é o maior estudo sobre células-tronco e doenças cardíacas realizado nos Estados Unidos. "É importante assinalar que o método consiste no uso da capacidade de reparação do próprio corpo do paciente", afirmou Losordo, em declarações à "CNN". O car
Os cientistas encontraram a "mãe", ou seja, a origem de todas as células cutâneas, e dizem que isso pode melhorar dramaticamente os tratamentos para vítimas de ferimentos e queimaduras. Hans Clevers e uma equipe de cientistas holandeses e suecos realizaram um estudo em ratos e descobriram que a célula-tronco que dá origem a todas as células diferentes da pele na verdade reside nos folículos capilares, segundo relato deles na revista Science na quinta-feira. "Esta é a mãe de todas as células-tronco na pele - ela produz todas as outras células-tronco", disse Clevers, da Real Academia Holandesa de Artes e Ciências, de Utrecht, em entrevista telefônica à Reuters. "As mesmas células-tronco existem em humanos, podemos vê-las, e as promessas são de que essas células provavelmente serão muito melhores do que qualquer coisa que já tivemos até hoje para fabricar uma nova pele." A pele tem três diferentes populações de células - folículos capilares, glândulas sebáceas
Oftalmologista pernambucano, que há 20 anos trabalha na Grã-Bretanha, comanda a pesquisa com células-tronco. Cientistas de uma universidade inglesa desenvolveram uma técnica para curar lesões na córnea. E um brasileiro está no comando da pesquisa. Um senhor de 75 anos era praticamente cego até seis meses atrás. Não conseguia ler, dirigir, nem sequer podia sair de casa sozinho. Hoje em dia, Roger Gibbons leva uma vida normal. “Feri meu olho direito com cimento”, conta Roger, que é construtor aposentado. “Passei a forçar a visão do olho esquerdo e também quase o perdi. Graças à medicina, sou um novo homem”. Do olho menos comprometido, os cientistas retiraram células-tronco. Elas foram espalhadas sobre um pequeno pedaço de membrana aminiótica, um tecido retirado da placenta de mulheres que acabaram de dar à luz. As células-tronco se desenvolveram, e o novo tecido foi implantado em cima da córnea danificada. E Roger voltou a enxergar. Outras 12 pessoas com