Pesquisa feita em ratos mostrou que células-tronco do cérebro do paciente podem ajudar no processo. Cientistas britânicos identificaram uma forma de estimular o sistema nervoso a regenerar-se nos casos de esclerose múltipla. Os estudos, publicados na revista Nature Neuroscience, foram realizados em ratos nas Universidades de Cambridge e Edimburgo, na Escócia. A pesquisa identificou uma forma de ajudar as células-tronco no cérebro a reparar a camada de mielina, necessária para proteger as fibras nervosas. A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica que destrói a mielina, uma camada que isola as fibras do sistema nervoso central, causando sintomas como visão embaçada, perda de equilíbrio e paralisia. Em cerca de 85% dos casos, os pacientes têm uma forma de esclerose múltipla chamada de recaída/remissão, na qual as "crises" que incapacitam a pessoa são seguidas de uma recuperação de um nível da função física perdida. Nesta forma da doença, parece haver u
Células-tronco são células que podem se diferenciar e constituir diferentes tecidos no organismo. As células-tronco podem se dividir em embrionárias (com capacidade de se transformar em praticamente qualquer célula do corpo, com exceção da placenta, sendo encontrada somente nos embriões), e as células-tronco adultas (com capacidade de transformação limitada, em geral restrita ao tecido de onde se originam). A obtenção de tecidos ou órgãos a partir de células tronco denominamos de bioengenharia. A odontologia tem sido uma das pioneiras dentro da medicina e uma das que mais pesquisam nesta área. Para que a bioengenharia seja possível, é essencial um conjunto formado por células-tronco, uma matriz que funcione como arcabouço para o desenvolvimento do novo tecido ou órgão e de proteínas, denominadas fatores de crescimento, como estímulo para diferenciação celular. Células-tronco adultas tem sido isoladas de vários tecidos do corpo humano, incluindo células que
A célula-tronco mesenquimal, que vem de um precursor da medula óssea, acelera cicatrização de feridas geradas por queimaduras graves, conforme constatado por pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. O estudo utilizou as células-tronco em ratos que tinham queimaduras de terceiro grau em aproximadamente 40% da superfície corporal queimada. No teste, houve ratos que receberam as células e os que não receberam, sendo que ambos tinham sofrido queimaduras. Enquanto no segundo grupo os animais tiveram uma porcentagem de cicatrização de 80%, 60 dias após a queimadura , no primeiro grupo quase todos tiveram 100% da superfície queimada cicatrizada nesse período. – O efeito se deve ao uso das células-tronco mesenquimais, que são responsáveis por gerar tecidos da linhagem mesodérmica, como osso, cartilagem, músculo e derme –, explica a bióloga Carolina Caliari Oliveira, autora da pesquisa. Ela comenta que ainda não se sabe exatamente como a célula atua
Médicos alemães afirmaram ter curado completamente pela primeira vez leucemia linfoblástica com transplante de células-tronco do próprio cordão umbilical de uma paciente de nove anos de idade. Os dados foram divulgados pelo banco de cordões umbilicais alemão Vita 34, uma empresa fundada em 1997 por médicos da cidade germânica de Leipzig. Com base nas informações da empresa, a doença foi diagnosticada em uma menina alemã de três anos e, após receber tratamento de quimioterapia, comprovou que sua única possibilidade de sobrevivência era um transplante de células-tronco. "A esperança de vida da paciente se reduzia para três meses sem um tratamento de células-tronco", explica em comunicado o médico Eberhard Lampeter, diretor médico de Vita 34, quem comentou que as células cancerígenas haviam alcançado já o cérebro. Acrescentou que os pais da pequena no momento de seu nascimento decidiram conservar seu cordão umbilical, do qual extraíram as células-tronco necessárias para
Uma empresa americana anunciou na última segunda-feira, 22/11, que recebeu autorização da FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos) para testar células-tronco embrionárias em pacientes com distrofia macular de Stargardt, uma forma progressiva de cegueira. É apenas a segunda vez que os EUA autorizam testes com células-tronco embrionárias em humanos. A empresa Advanced Cell Technology disse que irá testar o tratamento em 12 pacientes. No mês passado, a Geron Corp. recebeu o primeiro voluntário para uma experiência com o uso de células-tronco em pessoas com lesão grave de coluna. Células-tronco são uma espécie de "livro de receitas" do organismo, capaz de dar origem a qualquer tipo de tecido do organismo. Elas são mais abundantes em embriões, e cientistas afirmam que novas técnicas podem levar à cura de diversas doenças e lesões. Mas muitos se opõem às pesquisas por envolverem a destruição de embriões humanos. No ano passado, o governo dos EUA revogou a