Técnica surge como alternativa para fortalecer o sistema imunológico. Uma nova terapia com células-tronco pode ser uma grande aliada no combate a Aids, de acordo com pesquisadores da Universidade de Amsterdã, na Holanda. Isso porque esse tipo de tratamento arma o sistema imunológico contra o HIV, podendo melhorar consideravelmente a qualidade e a expectativa de vida de soropositivos, cujas drogas antirretrovirais não fazem mais efeito. Os especialistas afirmam que a administração diária das drogas antirretrovirais é o melhor tratamento para infecção pelo vírus da Aids. Porém, as baixas taxas de adesão dos pacientes ao tratamento, combinadas à capacidade de o vírus sofrer mutação, fazem com que apareçam novos tipos de vírus resistentes aos medicamentos, dificultando o tratamento. A descoberta deixou os pesquisadores esperançosos com a nova descoberta, uma vez que essa terapia genética tem efeitos de longo prazo após um único tratamento. A nova abordagem consiste
Pesquisadores brasileiros devem testar em seres humanos um tratamento inédito com células-tronco. Portadores de distrofia muscular de Duchenne vão receber, pela primeira vez no País, células-tronco retiradas de outra pessoa. Até hoje, o Brasil só tratava pacientes com suas próprias células-tronco. Segundo a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Mayana Zatz, os primeiros testes com pessoas devem ocorrer no final de 2012. Os voluntários para a pesquisa serão jovens com a doença que atinge crianças do sexo masculino e causa a degeneração dos músculos. "Alguns meninos perdem a capacidade de andar muito cedo", disse. Mayana é diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e do Instituto Nacional de Células-Tronco. É também uma das maiores autoridades sobre o assunto no País, e foi entrevistada do programa 3 a 1, na sede da TV Brasil. Segundo ela, o território brasileiro tem centros de pesquisa desenvolvendo estudos de ponta sobre células-tronco. No caso do trata
Técnica experimental melhorou condição de 75% dos testados. Doença afeta 210 milhões de pessoas no mundo. O enfisema pulmonar, uma doença que afeta 210 milhões de pessoas no mundo, pode receber, no futuro, um tratamento a base de células-tronco desenvolvido no Brasil. Testes iniciais da técnica feitos por pesquisadores paulistas revelam uma eficiência de 75% em pacientes com o problema. O primeiro estudo com humanos foi conduzido por uma equipe de cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e de um laboratório especializado em células-tronco entre 2009 e 2010, com apenas quatro participantes - todos com enfisema pulmonar em estágio avançado. No teste, os pacientes tiveram seus pulmões regenerados com células-tronco obtidas na medula óssea. A doença compromete a respiração, trazendo dificuldades até mesmo para a locomoção. Antes do estudo, os quatro participantes precisavam usar cilindros de oxigênio para andar. Após a aplicação das células, três deles p
"Eu dei o passo e me senti estranho, porque foram nove anos sem caminhar". Há um ano, o Jornal Nacional mostrou o início dos testes com células-tronco para devolver os movimentos a paraplégicos, em Salvador. Uma pesquisa de médicos do Centro de Terapias Celulares do Hospital São Rafael, em parceria com a Fiocruz. Agora, você vai ver os primeiros resultados. Cada passo é uma conquista, uma façanha para quem não conseguia ficar em pé. Maurício, um major da Polícia Militar de 47 anos, caiu de um telhado e passou os últimos nove anos sem nenhum movimento da cintura para baixo. "Eu dei o passo e me senti estranho, porque foram nove anos sem caminhar e perceber que eu estava conseguindo fazer isso sobre minhas próprias pernas. Então, foi uma sensação muito boa", conta. Segundo os médicos, o que tornou possível todo este avanço, toda esta mudança na vida do Maurício, foi um transplante de células-tronco realizado em Salvador. A cirurgia foi há seis meses, resultado de cin
Mobilização para encontrar medula compatível aumentou o número de doadores e gerou outras seis doações. Jennifer Jones Austin trabalha como advogada e defensora infantil no Brooklyn, NY, e se dedica a proteger crianças em situação de risco. Parece mesmo apropriado que, na hora em que mais precisou, sua vida tenha sido salva graças a duas crianças recém-nascidas. Em setembro de 2009, Jeniffer ficou subitamente doente. No início, os sintomas (fadiga e febre) lembravam uma gripe, mas depois de alguns dias a situação piorou. "Eu acordei e não podia ver", lembra. "Estava cega." A advogada deu entrada no hospital e passou por uma bateria de testes. O diagnóstico veio logo: ela tinha uma forma rápida de leucemia e suas chances de sobreviver eram pequenas. "Conforme os médicos diziam como seria o tratamento com quimioterapia, comecei a respirar superficialmente", conta. "Não conseguia respirar por conta própria." Novos testes revelaram que a leucemia já havia chegado