Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto começaram a testar uma combinação de células-tronco extraídas da medula óssea com três quimioterápicos para tratamento de pacientes com diabete tipo 1. O trabalho está sendo realizado em parceria com cientistas da Universidade Northwestern, em Illinois (EUA), e deve atender 30 pacientes - 10 no Brasil, 10 nos Estados Unidos e 10 no Hospital Saint-Louis, em Paris, na França. O protocolo da pesquisa permite a participação de voluntários a partir de 12 anos, que tenham apresentado os primeiros sintomas da doença há no máximo três meses. A diabete tipo 1 é uma doença autoimune, caracterizada pela destruição das células produtoras de insulina, o que afeta a capacidade de metabolizar o açúcar. Essa forma da doença é mais comum em crianças e adolescentes. Se não for controlada, a doença pode afetar os rins, os olhos, a circulação e o coração. No tratamento, células-tronco da medula óssea são extraí
Todos vocês, naturalmente, já devem ter ouvido falar em "Medicina Regenerativa". Muitos, por influência midiática, podem ainda associá-la ao conceito exclusivo do uso de células-tronco, tratando-a como uma prática duvidosa e que ainda estaria longe de acontecer. Hoje, irei mostrar que é exatamente o contrário: a Medicina Regenerativa é a maior aliada da vida e está muito perto da prática clínica! Isso porque se utiliza de células novas para a recuperação daquelas danificadas. O DNA e o RNA das células novas são capazes de promover esta revitalização dos tecidos velhos. Isso acontece por intermédio de substâncias sinalizadoras chamadas citocinas, que podem promover aceleração da cicatrização, diminuição da inflamação, fortalecimento e ativação do sistema imunológico e aumento da capacidade de divisão ou diferenciação celular. E o mais interessante: muitas vezes são as células do próprio paciente que promovem a recuperação da estrutura danificada. Vejam, por exemplo, o caso
Cirurgiões ligados ao Hospital Universitário Karolisnka, em Estocolmo, realizaram a 1ª cirurgia de traqueia artificial da história da medicina. O beneficiado com o novo órgão é um homem de 36 anos que lutava contra um câncer. Ele estava realizando seu doutorado na Islândia. A traqueia artificial foi criada a partir de células tronco, retiradas da medula espinhal do paciente. O procedimento consiste em, fazer um modelo em 3D da traqueia do doente. O modelo é transformado numa espécie de molde em vidro e depois embebido em uma solução de células tronco do paciente. As células estaminais se reproduzem e adquirem a forma do molde, que posteriormente é removido. Segundo os especialistas o procedimento é rápido e pode ser concluído em apenas uma semana. Diferente dos transplantes comuns, cirurgias com células tronco não apresentam risco de rejeição, já que utilizam células do próprio paciente. A duração total da cirurgia foi de 12 horas. Segundo o médico responsável
WASHINGTON — Um total de 24 pacientes se inscreveram para se submeter aos primeiros testes clínicos para tratar dois tipos de cegueira com células-tronco, anunciou a companhia Advance Cell Technology (ACT) de Massachusetts. A agência de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos (FDA) deu luz verde há alguns meses para iniciar os testes clínicos que tratarão uma forma de cegueira juvenil conhecida como doença de Stargardt e a cegueira por degeneração macular relacionada com a idade (DME), uma das principais causas de cegueira em maiores de 50 anos. Agora que os primeiros pacientes se inscreveram, os testes começarão "em um futuro muito próximo", disse um porta-voz da ACT. "Estes testes marcam um passo significativo para um dos campos menos desenvolvidos e mais necessitados do nosso tempo, o tratamento de uma forma até agora incurável de cegueira e para as formas comuns de cegueira", disse o líder das pesquisas, Steven Schwartz, da Universidade da Califórnia. A
Elas se desenvolvem para formar as glândulas de muco e também podem reparar o epitélio da superfície dos pulmões. Pesquisadores da University of California, em Los Angeles, identificaram uma nova célula-tronco que participa na reparação das vias aéreas grandes dos pulmões que desempenham um papel vital para proteger o organismo de agentes infecciosos e toxinas no ambiente. As vias aéreas protegem o corpo gerando e limpando o muco, que é em grande parte produzido pelas glândulas mucosas especializadas das vias aéreas. Apesar de os mecanismos de produção normal e excessiva de muco não serem bem compreendidos, estas células-tronco recém-descobertas provavelmente vão produzir revelações sobre este processo essencial. O estudo representa a primeira vez em que alguém encontrou a célula de origem dos vários tipos de células que compõem as glândulas de muco e que também pode reparar o epitélio da superfície. A descoberta, de acordo com o estudo, é de "grande importância pa