Mobilização para encontrar medula compatível aumentou o número de doadores e gerou outras seis doações. Jennifer Jones Austin trabalha como advogada e defensora infantil no Brooklyn, NY, e se dedica a proteger crianças em situação de risco. Parece mesmo apropriado que, na hora em que mais precisou, sua vida tenha sido salva graças a duas crianças recém-nascidas. Em setembro de 2009, Jeniffer ficou subitamente doente. No início, os sintomas (fadiga e febre) lembravam uma gripe, mas depois de alguns dias a situação piorou. "Eu acordei e não podia ver", lembra. "Estava cega." A advogada deu entrada no hospital e passou por uma bateria de testes. O diagnóstico veio logo: ela tinha uma forma rápida de leucemia e suas chances de sobreviver eram pequenas. "Conforme os médicos diziam como seria o tratamento com quimioterapia, comecei a respirar superficialmente", conta. "Não conseguia respirar por conta própria." Novos testes revelaram que a leucemia já havia chegado
Salvador - Um paraplégico de 47 anos voltou a ter sensibilidade nas pernas e nos pés e a movimentar os membros inferiores após ser submetido a tratamento experimental à base de células-tronco, na Bahia. Desenvolvido por cientistas do Centro de Biotecnologia e Terapia Celular do Hospital São Rafael, em Salvador, e da Fiocruz, o tratamento consiste na retirada de células-tronco adultas do osso da bacia e no reimplante no local da lesão. O primeiro paciente, um policial militar de Salvador que teve a identidade preservada, ficou paraplégico há nove anos, após uma queda que traumatizou a coluna na região lombar. Seis semanas após a implantação de células-tronco adultas no local da lesão, o paciente já voltou a sentir as pernas e os pés. Ele iniciou fisioterapia para fortalecer os músculos que ficaram muito atrofiados após o longo período de inatividade. A bióloga Milena Soares, que participa do projeto, é cautelosa ao prever se o paciente voltará a andar um dia. Segun
Rejuvenescimento de células-tronco. Pesquisadores conseguiram reverter o processo de envelhecimento de células-tronco humano adultas. São essas células as responsáveis pela recuperação e regeneração dos tecidos danificados no corpo humano, ao longo da vida e durante acidentes. A descoberta dá esperanças de que seja possível desenvolver tratamentos médicos que possam reparar danos que ocorrem no organismo durante o processo de envelhecimento. Poder regenerativos - O poder regenerativo dos tecidos e órgãos diminui conforme envelhecemos. Os cientistas levantam a hipótese de que os organismos vivos apresentam uma queda de vitalidade que é diretamente relacionada com o envelhecimento das suas células-tronco específicas de cada tecido. Por isso eles tentam compreender os processos que iniciam uma auto-renovação das células-tronco adultas. Se elas puderem ser postas para novamente se dividir e proliferar, isso poderá induzir à regeneração do organismo. Esta
A alternativa se baseia no fato de a pesquisa ter comprovado a possibilidade de se fabricar glóbulos vermelhos em laboratórios a partir de células-tronco. Estudo feito por pesquisadores franceses da Universidade Pierre et Marie Curie, em Paris, dá esperança àqueles que, no futuro, necessitem de transfusão de sangue e queiram ser seus próprios doadores. A alternativa se baseia no fato de a pesquisa ter comprovado a possibilidade de se fabricar glóbulos vermelhos em laboratórios a partir de células-tronco. O estudo está publicado na revista científica norte-americana Blood. As pesquisas foram conduzidas por Luc Douay, do Hospital Saint-Antoine, da universidade. De acordo com os pesquisadores, para os pacientes contarem com os glóbulos artificiais são necessários mais avanços tecnológicos que possibilitem a produção em grande escala. Uma primeira transfusão desses glóbulos vermelhos fabricados em laboratório foi feita em seres humanos, mostrando q
Para o governo, decisão é uma "boa notícia" para pacientes que padecem de doenças aparentemente incuráveis. Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou um processo apresentado por dois cientistas do país contra o financiamento governamental para a pesquisa com células-tronco, representando uma vitória para o presidente Barack Obama. Obama reduziu, por meio de uma ordem executiva em 2009, as restrições à pesquisa com células-tronco impostas durante a Presidência de George W. Bush (2001-2009) e ampliou o financiamento para esse campo. A decisão do juiz Royce Lamberth chega depois que um tribunal de apelações determinou, em abril, que o Governo podia seguir financiando a pesquisa, enquanto o tribunal do distrito federal de Washington revisava o caso. Os cientistas James Sherley e Theresa Deisher sustentavam que o relaxamento das normas sobre financiamento para a pesquisa desviava fundos dos estudos com células-tronco de adultos, sua especialidade. O processo argumen