Um estudo com células-tronco, feito por pesquisadores da Pontifícia Universidade do Paraná (PUC-PR), pode trazer a cura para todas as doenças isquêmicas. Segundo a universidade, principalmente as do coração e dos membros inferiores de pessoas que sofrem de diabetes e possuem problemas de circulação. O trabalho envolve a retirada das células mononucleares do sangue do cordão umbilical, das quais são separadas as células-tronco. Depois, são extraídas as células progenitoras endoteliais, que possuem capacidade para se transformar em vários tipos de tecidos, o que pode ser efetivo no tratamento desse tipo de problema. Os testes foram feitos em ratos e apresentaram resultados animadores, segundo a universidade. Os animais foram infartados e receberam injeções de células no coração. Depois, foram separados em três grupos: o controle, que não recebeu nenhuma célula, o grupo A, que recebeu as células que foram expandidas em laboratório, e o grupo B, que recebeu apenas as células p
De acordo com Edson Borges, especialista em Reprodução Humana e diretor científico do Fertility – Centro de Fertilização Assistida, em São Paulo, é preciso aceitar com otimismo as novas descobertas. Pesquisadores da universidade de Edinburgh, no Reino Unido, estão trabalhando em conjunto com um time de cientistas norte-americanos da Harvard Medical School para serem os primeiros do mundo a produzir óvulos maduros a partir de células-tronco isoladas de tecido ovariano humano. O objetivo é conseguir respaldo governamental para fazer uma série de testes e gerar um suprimento ilimitado de óvulos humanos – capazes de revolucionar a fertilização in vitro, ajudar mulheres inférteis a terem seus próprios filhos e fazer com que o período fértil feminino seja tão extenso quanto o masculino. Outra possibilidade acalentada pelos cientistas é rejuvenescer os ovários de mulheres mais velhas, evitando que sofram todos os transtornos da menopausa e doenças associadas ao envelhecimento
Estudo mostrou, pela primeira vez, que células fotorreceptoras transplantadas podem se integrar. Cientistas britânicos conseguiram recuperar a visão de camundongos cegos, transplantando células fotorreceptoras sensíveis à luz em seus olhos. O procedimento representa um avanço em direção a um novo tratamento para pacientes com doenças oculares degenerativas. Cientistas do Instituto de Oftalmologia da Universidade College London (UCL) injetaram células de roedores jovens diretamente nas retinas dos camundongos adultos que tinham problemas de visão. As descobertas foram publicadas recentemente na prestigiada revista científica Nature. Quatro a seis semanas depois do transplante, uma em cada seis das células transplantadas - que são especialmente importantes para permitir a visão em locais escuros - haviam formado as conexões necessárias para transmitir informações visuais ao cérebro. Os pesquisadores testaram a visão dos ro
O Ministério da Saúde anunciou ontem um pacote de R$ 15 milhões para expandir a produção nacional e pesquisa de células-tronco embrionárias e adultas. Hoje, a maior parte das células e dos insumos utilizados em pesquisa é importada. Pesquisadores afirmam, no entanto, que "só dinheiro não ajuda". Eles reclamam da burocracia para a importação e exportação de material e da dificuldade de manter pessoal qualificado em razão dos baixos salários. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, R$ 8 milhões serão investidos na reestruturação e qualificação de oito Centros de Tecnologia Celular. Três deles estão em atividade (Curitiba, Salvador e Ribeirão Preto) e cinco estão em construção. É a primeira vez que o ministério destina verba específica para a melhoria dos centros, segundo Padilha. No pacote anunciado ontem, outros R$ 7 milhões vão para editais de pesquisa que serão abertos ainda neste ano. Padilha disse à Folha que a ideia é que os centros se estruturem
Um estudo ainda em andamento apresentou os primeiros resultados promissores sobre o uso de células-tronco para evitar a rejeição de transplantes de rim. A proposta dos médicos é usar as células-tronco para minimizar, ou eventualmente até eliminar, o uso de medicamentos imunossupressores. E essas células-tronco vêm do próprio doador do rim. Os imunossupressores evitam que o sistema imunológico veja o novo rim como um invasor e comece a atacá-lo. O problema é que esses medicamentos têm inúmeros efeitos colaterais, incluindo hipertensão, doenças do coração, infecções, diabetes e câncer. Doador e receptor não equivalentes "Os resultados preliminares deste estudo que estamos realizando são entusiasmantes e poderão ter um impacto significativo na transplantação de órgãos no futuro," disse o Dr. Joseph Leventhal, do Hospital Northwestern Memorial (EUA). O estudo é pequeno, e envolveu 8 pacientes. Destes, 5 puderam deixar de usar os imunossupressores de