Os cientistas encontraram a "mãe", ou seja, a origem de todas as células cutâneas, e dizem que isso pode melhorar dramaticamente os tratamentos para vítimas de ferimentos e queimaduras. Hans Clevers e uma equipe de cientistas holandeses e suecos realizaram um estudo em ratos e descobriram que a célula-tronco que dá origem a todas as células diferentes da pele na verdade reside nos folículos capilares, segundo relato deles na revista Science na quinta-feira. "Esta é a mãe de todas as células-tronco na pele - ela produz todas as outras células-tronco", disse Clevers, da Real Academia Holandesa de Artes e Ciências, de Utrecht, em entrevista telefônica à Reuters. "As mesmas células-tronco existem em humanos, podemos vê-las, e as promessas são de que essas células provavelmente serão muito melhores do que qualquer coisa que já tivemos até hoje para fabricar uma nova pele." A pele tem três diferentes populações de células - folículos capilares, glândulas sebáceas
Oftalmologista pernambucano, que há 20 anos trabalha na Grã-Bretanha, comanda a pesquisa com células-tronco. Cientistas de uma universidade inglesa desenvolveram uma técnica para curar lesões na córnea. E um brasileiro está no comando da pesquisa. Um senhor de 75 anos era praticamente cego até seis meses atrás. Não conseguia ler, dirigir, nem sequer podia sair de casa sozinho. Hoje em dia, Roger Gibbons leva uma vida normal. “Feri meu olho direito com cimento”, conta Roger, que é construtor aposentado. “Passei a forçar a visão do olho esquerdo e também quase o perdi. Graças à medicina, sou um novo homem”. Do olho menos comprometido, os cientistas retiraram células-tronco. Elas foram espalhadas sobre um pequeno pedaço de membrana aminiótica, um tecido retirado da placenta de mulheres que acabaram de dar à luz. As células-tronco se desenvolveram, e o novo tecido foi implantado em cima da córnea danificada. E Roger voltou a enxergar. Outras 12 pessoas com
Traqueia de doador morto foi implantada no braço de mulher belga antes de ser colocada na garganta LONDRES - Por mais de 25 anos, Linda De Croock viveu com a dor constante de um acidente automobilístico que esmagou sua traqueia. Hoje, ela tem uma nova, depois que cirurgiões implantaram a traqueia de um homem morto em seu braço, onde ela cresceu novos tecidos, antes de transferi-la para sua garganta. O modo encontrado pelos médicos para treinar o corpo da paciente para aceitar o tecido do doador poderá oferecer novos métodos para fazer crescer, ou nutrir, órgãos dentro dos pacientes, dizem especialistas. De Croock diz que a técnica mudou sua vida. Ela não precisa mais tomar drogas contra a rejeição. "A vida antes de meu transplante estava se tornando menos suportável a cada dia, com dor e coceira o tempo todo na garganta e na traqueia", disse a belga de 54 anos. Médicos do Hospital Universitário de Leuven, na Bélgica, implantaram a traqueia do doador no barco
Pacientes com esclerose múltipla voltam a sonhar com um futuro promissor e retomam antigos projetos após o transplante de medula óssea. Essa é a constatação do psicólogo Fabio Augusto Bronzi Guimarães que avaliou a qualidade de vida desses pacientes antes e depois do tratamento realizado com células-tronco. Guimarães explica que a esclerose múltipla é uma doença autoimune, em que o sistema imunológico passa a ter uma hiperatividade, atacando o sistema nervoso central. "A doença causa inúmeros problemas em quase todas as funções motoras. É uma doença crônica e debilitante", esclarece. O tratamento convencional é feito com imunossupressores e imunomoduladores principalmente. Em casos mais graves, o tratamento não surte os efeitos esperados e a doença evolui. Vida ativa - O estudo, desenvolvido no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP), revelou a recuperação de uma vida ativa em pacientes que estavam limitados pela doenç
Mulheres que sofreram cirurgias de mastectomia podem logo ter uma nova opção para a cirurgia plástica de reconstrução das mamas: uma equipe de pesquisadores do Instituto de Microcirurgia Bernard O’Brien, na Austrália, está desenvolvendo uma terapia com células-tronco para que o próprio corpo trabalhe para a recuperação do seio. De acordo com os pesquisadores, experimentos realizados com animais foram bem-sucedidos e testes em humanos começarão a ser realizados em aproximadamente três meses. Eles também acreditam que serão necessários três anos de estudos antes do desenvolvimento definitivo da técnica. Cirurgia plástica grátis, direito de todos - O novo procedimento é realizado com a inserção de uma peça biodegradável no peito da mulher, com o formato do seu seio natural. A peça irá conter céulas-tronco do tecido gorduroso da própria mulher, que irão crescer e recriar a gordura presente no seio feminino. Phillip Marzella, que participou do estudo, afirma que a técnica é u