A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou uma apelação contra pesquisas com células-tronco, o que permite ao governo federal continuar financiando este tipo de investigação científica. A decisão do Supremo encerra uma longa batalha judicial sobre a medida do presidente Barack Obama que em 2009 eliminou as restrições sobre financiamento para pesquisas com células-tronco, impostas por seu predecessor, George W. Bush. A apelação, realizada por dois pesquisadores que trabalham com células adultas, alegava que a lei federal proíbe a criação e a destruição de embriões para estudos científicos. A pesquisa com células-tronco é promissora para o tratamento de uma grande variedade de doenças. Um tribunal federal proibiu o financiamento em 2010, mas uma corte de apelações suspendeu a decisão em 2012. "A decisão (...) oferece aos Institutos Nacionais de Saúde a possibilidade de continuar realizando e financiando as pesquisas com células-tronco, observando a
No começo, achei inusitado e suspeito o pedido da diretora Daniela Broitman de me incluir no documentário “Marcelo Yuka no caminho das setas”, sobre a trajetória do músico Marcelo Yuka, ex-baterista do Rappa, em sua busca por um tratamento com células-tronco. As setas todas apontavam para as células-tronco. Pensei que poderia entrar numa roubada, com uma certa exposição indesejada. Convenhamos, a posição de cientista é extremamente desconfortável, sinto-me na corda bamba o tempo inteiro. Se por um lado, trabalho justamente com células-tronco porque acredito em seu potencial regenerativo e as vejo como a grande promessa da medicina, por outro, tudo isso ainda é muito novo. Ao falar empolgado desse potencial, corro o risco de instigar a mídia e a sociedade a acreditar que a cura está logo ali. Se reduzo meu entusiasmo, o risco é de tirar a esperança de milhares de pessoas que se beneficiariam com uma terapia de células-tronco, afastando investimentos e atrasando o progresso da
Técnica foi usada no joelho de pacientes com artrite degenerativa. Estudo foi conduzido por especialistas espanhóis. Cientistas das universidades espanholas de Granada e Jaén demonstraram pela primeira vez que as células-tronco retiradas do joelho de pacientes com osteoartrite são capazes de regenerar a cartilagem danificada. A osteoartrite -- ou artrite degenerativa -- é uma doença comum em pessoas de meia idade que leva à perda da cartilagem que recobre as articulações e cuja função é proteger e amortecer o contato dos ossos. A equipe de cientistas, coordenada pelo professor Juan Antonio Marchal Currais e através de um projeto de excelência, pesquisa como as células-tronco podem reparar a cartilagem danificada em pacientes que têm a doença. Para isso, em colaboração com o Hospital Clínico Universitário de Granada e o Banco Setorial de Tecidos de Málaga, ambos na Andaluzia, isolaram as células-tronco da gordura localizada na articulação do joelho de pacien
Uma terapia baseada em células-tronco embrionárias para degeneração macular relacionada à idade (DMRI) - principal causa de cegueira entre idosos - começará a ser testada em humanos no início de 2013. O anúncio foi feito pelo cientista britânico Pete Coffey, da University College London, durante o 7º Congresso Brasileiro de Células-Tronco e Terapia Celular, realizado em São Paulo. A pesquisa britânica está sendo conduzida no âmbito do London Project to Cure Blindness, uma parceria entre Coffey e o cirurgião Lyndon da Cruz, do Hospital Moorfields Eye, de Londres. A técnica, que consiste em aplicar na região afetada da retina uma espécie de curativo contendo células-tronco embrionárias já diferenciadas em células da retina, foi testada com sucesso em ratos, camundongos e porcos. "Agora, vamos testá-la em dez pacientes. Um grupo pequeno e bem específico no início, pois o objetivo é avaliar a segurança do tratamento", disse Coffey. Segundo o pesquisador, a DMRI acomet
Pesquisa deixa cientistas um passo mais perto de usar essas células para tratar Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas. Pesquisador do Sanford-Burnham Medical Research Institute, nos EUA, desenvolveram neurônios a partir de células-tronco que conduzem a atividade cerebral após o transplante em modelos de laboratório. A pesquisa deixa os cientistas um passo mais próximo de usar essas células para tratar a doença de Alzheimer e outras condições neurodegenerativas. Atualmente, cientistas são capazes de criar neurônios e outras células do cérebro a partir de células-tronco, mas fazer com que estes neurônios funcionem corretamente quando transplantados tem sido mais difícil. Agora, o pesquisador Stuart A. Lipton e seus colegas descobriram uma forma de estimular células-tronco derivadas de neurônios para guiar a função cognitiva após o transplante em uma rede neural pré-existente. "Nós mostramos pela primeira vez que as células-tronco embrionárias qu