Segundo um novo estudo da Universidade de Oklahoma (EUA), é possível crescer vasos sanguíneos usando células-tronco de gordura, retiradas através de lipoaspiração, um procedimento cirúrgico que remove depósitos de gordura abaixo da pele. Pesquisadores afirmaram que milhões de pessoas no mundo todo passam anualmente por cirurgias cardíacas. Muitos pacientes de doenças cardíacas precisam de substituições de pequenos vasos sanguíneos ou enxertos para restaurar a função de artérias danificadas. Porém, os enxertos de vasos sanguíneos atuais vêm de outras partes do corpo ou de materiais sintéticos, e podem causar inúmeros problemas às pessoas. “Os atuais enxertos de pequeno diâmetro carregam um risco inerente de coagulação, de serem rejeitados, ou de não funcionem normalmente”, disse o pesquisador Matthias Nollert. Por isso, o uso de vasos sanguíneos derivados da gordura poderia ser mais seguro, além da ampla disponibilidade (em uma lipoaspiração, médicos retiram centenas
Protocolo mundial - Uma avaliação cardíaca minuciosa é fundamental para avaliar o risco do transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) em pacientes com esclerose sistêmica. A descoberta, feita por pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos, foi publicada na revista The Lancet. Os resultados do estudo devem mudar as diretrizes para o tratamento da doença em todo o mundo. Esclerose sistêmica - Também conhecida como esclerodermia, a esclerose sistêmica é uma enfermidade autoimune que afeta progressivamente as células do tecido conjuntivo. Ela pode causar alterações vasculares e fibrose da pele e de órgãos internos, além de úlceras. O problema é relativamente raro, atingindo uma em cada 50 mil pessoas, mas pode ser fatal quando órgãos como pulmão, coração ou intestino são gravemente comprometidos. O tratamento convencional consiste em aplicações mensais de uma droga quimioterápica chamada ciclofosfamida, para "zerar" o sistema imunológico.
A tecnologia de células-tronco carrega várias promessas, como a de regenerar membros perdidos, recuperar órgãos danificados e mesmo proteger sistemas, como o sistema nervoso, de danos. Por outro lado, a tecnologia biônica é promissora também para substituir órgãos e ampliar os sentidos humanos. Em alguns campos, elas estão em competição. Tomemos como exemplo o olho. É o órgão dos sentidos mais utilizado, mas também muito sujeito a ferimentos e a doenças degenerativas, como a degeneração macular, causa mais comum de cegueira. Existem várias pesquisas com células-tronco para tratar problemas de visão e mesmo cegueira. Um exemplo é o trabalho da Advanced Cell Technology (ACT – Tecnologia Avançada de Células) que está usando células embriônicas para gerar células epiteliais retinais pigmentadas, que já estão em testes para tratar duas formas diferentes de degeneração macular. Ao mesmo tempo, pesquisadores de biônica também estão fazendo progressos na restauração da v
Um gel feito à base de células-tronco pode ser uma alternativa aos tratamentos tradicionais e até mesmo vir a substituir as cirurgia. Médicos estão usando um tipo de gelatina feita com base em células-tronco para tratar de joelhos artríticos. Extraídas do sangue de cordões umbilicais doado, as células têm se mostrado aliadas na reconstrução da cartilagem danificada. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail. Um pequeno estudo mostrou que um único tratamento trouxe 67% de melhora na reparação da cartilagem, e os pesquisadores acreditam que isso pode se tornar uma alternativa às cirurgias. Dois ensaios clínicos estão em curso para a avalição dos efeitos. A cartilagem atua como uma amortecedor das juntas, e proporciona uma superfície lisa que permite que os ossos deslizem suavemente um sobre o outro. No entanto, essa camada pode quebrar com o desgaste ao longo dos anos, trazendo dor e inchaço, uma condição conhecida como osteoartrite. Uma vez danific
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou uma apelação contra pesquisas com células-tronco, o que permite ao governo federal continuar financiando este tipo de investigação científica. A decisão do Supremo encerra uma longa batalha judicial sobre a medida do presidente Barack Obama que em 2009 eliminou as restrições sobre financiamento para pesquisas com células-tronco, impostas por seu predecessor, George W. Bush. A apelação, realizada por dois pesquisadores que trabalham com células adultas, alegava que a lei federal proíbe a criação e a destruição de embriões para estudos científicos. A pesquisa com células-tronco é promissora para o tratamento de uma grande variedade de doenças. Um tribunal federal proibiu o financiamento em 2010, mas uma corte de apelações suspendeu a decisão em 2012. "A decisão (...) oferece aos Institutos Nacionais de Saúde a possibilidade de continuar realizando e financiando as pesquisas com células-tronco, observando a