No noroeste paulista, duas instituições privadas estudam a área em linhas diversas para tratar coração e rins SÃO PAULO - Às 7 horas de uma terça-feira, o tratorista Ezequiel P. parou a soma de dez, que fazia a pedido do médico, ali pelo número três. Anestesiado da cintura para baixo e sedado, ele estava adormecido, pronto para, ao longo dos 45 minutos seguintes, ter o quadril perfurado, parte da medula óssea (cerca de cem mililitros) extraída e processada no laboratório de terapia celular. Cirurgião mostra local do coração onde células são aplicadas - Ao meio-dia, Ezequiel recebeu uma infusão de suas próprias células-tronco, em doses lentamente injetadas de até 20 mililitros, por meio de um cateter, sonda fina, preparada para chegar ao coração pela artéria coronária. Volumes e ritmo dependem, a rigor, do quadro revelado pela câmera digital. "O alvo é atingir a maior parte possível do músculo cardíaco", explica o cirurgião José Luiz Balthazar Jacob. No começo
Dez voluntários paralíticos serão os primeiros humanos no mundo a receber tratamentos com células-tronco. A FDA (Food and Drugs Administration), órgão que regula o consumo de alimentos, remédios e tratamentos médicos nos Estados Unidos autorizou a companhia Geron Corp a iniciar tratamentos em humanos com células-tronco. O primeiro grupo a se submeter à terapia é formado voluntários que sofrem diversos tipos de paralisia da cintura para baixo. Entre os pacientes, oito são totalmente paraplégicos e dois conseguem apenas movimentos mínimos nos membros inferiores. Pesquisa privada - As células-tronco são estruturas não especializadas encontradas em embriões com poucos dias de formação. Em geral, os grupos de células mais promissores são retirados de embriões com entre 4 e 6 dias de formação. As células-tronco serão aplicadas sobre os tecidos danificados da coluna vertebral dos pacientes. A expectativa é que elas se desenvolvam e criem um tecido nervoso no l
A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, em inglês) autorizou a realização dos primeiros testes em humanos de um tratamento para lesões da medula espinhal que usa células-tronco, anunciou hoje a empresa que fará os exames. A agência permitiu os testes com a utilização de exemplares de células-tronco que tinham sido autorizadas pelo ex-presidente George W. Bush em 2001. A pesquisa com células-tronco nos Estados Unidos havia ficado restringida devido aos limites impostos por Bush aos fundos do Governo federal, há mais de sete anos. O ex-presidente, contrário ao uso de células-tronco obtidas a partir de embriões humanos, cortou o apoio governamental às dezenas de exemplares que os laboratórios já possuíam. Thomas Okarma, presidente da Geron Corporation, disse à emissora de televisão "CNN" que é provável que os testes comecem na metade do ano. "Quando alguém sofre uma lesão completa da medula espinhal, não há esperanças de recuperação abaixo do pon
O Diário Oficial da União desta quinta-feira (22/01) traz publicada a decisão do Ministério da Saúde de autorizar o envio de amostras de células-tronco para o exterior. De acordo com a Portaria n.º 87, as células são de doadores cadastrados no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e serão usadas em transplantes. As amostras enviadas podem ser de medula óssea, sangue ou sangue de cordão umbilical e placentário. A Secretaria de Atenção à Saúde será a responsável pelos trâmites legais, e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) deverá adotar as providências necessárias para o desempenho efetivo e eficaz das funções técnicas e operacionais do registro de doadores. Fonte: Agência Estado
O ano de 2008 foi prodigioso quanto ao assunto "células-tronco embrionárias", tanto nos aspecto científico como no aspecto jurídico, quando o Supremo Tribunal Federal, finalmente, manifestou-se, decidindo pela permissão das pesquisas, nos termos do art. 5º da "Lei de Biossegurança". Há que se elogiar, neste aspecto, a coragem dos Senhores Ministros da Corte, que abriram a discussão do assunto à sociedade civil em geral, antes de formarem sua convicção e proferirem o julgamento. Alguns meses depois, foi anunciada, num Simpósio Internacional realizado em Curitiba, a primeira linhagem de células-tronco embrionárias humanas obtida no País, pela equipe da pesquisadora Lygia da Veiga Pereira, da Universidade de São Paulo. A notícia pegou a muitos de surpresa, pois, ao contrário do que se imaginava (em razão do tramite da ação no Supremo), nem todas as pesquisas haviam sido suspensas, tendo ela e sua equipe recebido verbas do Ministério da Saúde e do CNPq, para financiamento dos est