Médicos do Hospital Gregorio Marañón, em Madri, desenvolvem uma cirurgias inovadoras em mulheres operadas por câncer de mama, que reconstroem o seio através da implantação de células-tronco adultas com gordura obtida de uma lipossucção realizada horas antes na própria paciente. A médica Rosa Pérez Cano, da equipe que emprega essa técnica na Espanha, explicou em coletiva de imprensa como é o procedimento. A paciente é anestesiada antes da lipossucção abdominal, uma técnica "muito dolorosa", e "quando desperta pode ficar com sua família durante duas horas, que é o tempo necessário para extrair as células-tronco"; nós então "a sedamos novamente para a implantação da gordura, e meia hora depois" pode ir para sua casa, explica a médica. No total, o processo pode durar entre quatro e cinco horas e ele não produz nenhuma cicatriz nova, já que as células-tronco são implantadas por meio de uma pequena seringa, acrescentou a médica, chefe do serviço de cirurgia plástica e repara
O ciclo cotidiano de atividade e de reprodução das células que revestem os vasos sanguíneos explicaria a maior freqüência de ataques cardíacos e cerebrais pela manhã, de acordo com um estudo apresentado nos Estados Unidos. As chamadas células endoteliais servem de interface entre o sangue e as artérias, controlando sua flexibilidade e contribuindo para impedir a formação de coágulos, que podem provocar uma crise cardíaca, ou um ataque cerebral, explica o doutor Ibhar Al Mheid, pesquisador de Cardiologia da Universidade de Emory, em Atlanta (Geórgia). Ibhar Al Mheid é o principal autor desse estudo, apresentado na Conferência Anual da American Heart Association, em Nova Orleans (Louisiana). "A produção de células-tronco na medula espinhal é um dos processos importantes pelos quais o revestimento interno de nossos vasos sanguíneos se mantêm em bom estado", destaca o especialista. "Essas células contribuem para a substituição das células endoteliais danificadas
Um transplante de medula óssea usando células-tronco de um doador com uma resistência genética natural ao vírus da Aids livrou um paciente HIV-positivo de sua infecção por quase dois anos, afirmaram pesquisadores alemães. O paciente, um norte-americano que mora em Berlim, apresentava o vírus da Aids e também uma leucemia. O melhor tratamento para a leucemia era um transplante de medula óssea, que usa as células-tronco do sistema imune de um doador saudável para substituir as células cancerosas do doente. Os médicos Gero Hutter e Thomas Schneider, da Clínica para Gastrenterologia, Infecções e Reumatologia do hospital Berlin Charite disseram, na quarta-feira (12/11), que a equipe de cirurgiões buscou um doador de medula que possuísse uma mutação genética responsável por tornar o corpo resistente à Aids. A mutação afeta um receptor, uma porta de entrada celular, chamado CCR5, receptor esse usado pelo HIV para invadir as células que contamina. Quando descobriram
Associação Internacional de Investigação de Engenharia de tecido - ITERA Mais de 70 doenças já podem ser tratados com sucesso com o uso das células-tronco hematopoeticas do sangue do cordão umbilical e cerca de 15 doenças com células mesenquimais não-hematopoéticas. Considerando as experiências em curso, o número de aplicações terapêuticas deverá aumentar no futuro. Estes são alguns dos resultados que um painel de peritos apresentou após o primeiro consenso ITERA, reunião sobre o uso, eficácia e aplicações médicas de células-tronco do sangue do cordão umbilical Oito dos principais cientistas e médicos da área de investigação sobre células-tronco e terapia unida no decurso do quarto ITERA, seminário realizado em outubro, chegou a um acordo sobre um consenso abordando seis fundamentais questões: 1) Células-tronco umbilicais podem ser facilmente obtidas e armazenadas por muitos anos e são prontamente disponíveis. 2) A coleta das células-tronco do cord
Criar um dente novo a partir de um velho, e ainda usando o famigerado siso, deverá ser viável em até uma década. Quem promete é uma dupla de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo. Os estudos realizados pelos dentistas Silvio e Mônica Duailibi no Departamento de Cirurgia Plástica da Unifesp ainda não são feitos em humanos, mas estão próximos disso. Por enquanto, o mais recente resultado científico da dupla, publicado neste mês no periódico "Journal of Dental Research", mostra que é viável fazer crescer dentes em ratos usando células-tronco adultas extraídas de um outro dente. Estudos anteriores do casal haviam mostrado que é possível fazer o órgão surgir no abdômen do roedor. Agora, o avanço foi maior. "Nós conseguimos fazer com que o dente nascesse no lugar onde ele realmente deveria crescer, na mandíbula", diz Silvio Duailibi. "O processo ocorreu em três meses e deu origem a um dente com todas as suas estruturas, mas ainda sem as dimensões