Bebê foi concebido para doar cordão umbilical ao irmão mais velho. Está “curado para toda a vida”. Assim anunciaram os médicos do hospital de Sevilha, onde um menino espanhol que, sofrendo de uma grave anemia congênita, recebeu um transplante de cordão umbilical de seu irmãozinho, que, por sua vez foi concebido por fertilização assistida para garantir o tratamento. O embrião foi selecionado de modo que, primeiro, não sofresse da mesma enfermidade, e segundo, fosse 100% compatível com o irmão André, que acaba de completar sete anos. Ele sofria de uma grave anemia em que só poderia sobreviver mediante transfusões de sangue periódicas. Em outubro de 2008 nasceu Javier, concebido por fertilização assistida. Foi preservado o sangue placentário contido no cordão umbilical. Neste tipo de transplante, “as células progenitoras dos glóbulos vermelhos, durante a etapa intra-uterina, se formam em órgãos distintos, e estão muito presentes no sangue do recém nascido, que é o mes
Um intrigante novo estudo reitera a promessa de que células-tronco podem curar muitas doenças diferentes. Células-tronco, no corpo humano, podem ser transformadas em diversos tipos de células diferentes, dependendo dos agentes biológicos aos quais elas foram expostas. Inicialmente, células-tronco foram assunto de muitos debates, pelo fato delas terem sido obtidas de fetos, mas agora cientistas estão começando a produzi-las em laboratório, transformando células normais em células-tronco. No estudo recente, uma equipe liderada pelo Dr. Mike Modo, do Instituto de Psiquiatria do King’s College de Londres, experimentou implantar células-tronco em ratos afetados por derrames. Derrames, causados por obstruções em vasos sanguíneos cerebrais, causam a morte dos neurônios. Estudos anteriores tentaram implantar as células-tronco, para que estas se transformassem em novos neurônios. Entretanto, não houve grande sucesso. O novo estudo, porém, mostra como este crescimento é possível:
Governo de George W. Bush proibiu uso de verbas oficiais para pesquisas. O presidente americano, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira o fim de várias restrições para pesquisas com células-tronco feitas com, verbas federais. "Milagres médicos não acontecem simplesmente por acidente", diisse ele ao fazer o anúncio que representa uma grande mudança na política americana. O ex-presidente George W Bush tinha bloqueado o uso de qualquer verba federal para pesquisas com linhagens de células-tronco criadas depois de 9 de agosto de 2001. Analistas afirmam que a decisão de Obama também pode levar o Congresso americano a suspender uma outra proibição, a de gastar o dinheiro de impostos para criar embriões. A proibição, conhecida como Emenda Dickey-Wicker, existe desde 1996 e é renovada todo ano pelo Congresso. Células-tronco são células com a capacidade de se transformarem em outro tipo de célula humana, células de ossos, músculos ou nervosas, por exemplo.
A pequena Dakota Clarke, 2 anos, conseguiu ver contornos e cores dos objetos e distinguir luzes à sua volta (babydakota.org/Divulgação) Uma menina britânica de dois anos de idade que nasceu cega teve sua visão reparada graças a um tratamento com células-tronco. A britânica Dakota Clarke, 2 anos, da cidade de Newtownabbey, na Irlanda do Norte, nasceu com displasia septo óptica, uma deficiência rara no nervo ótico que provoca cegueira. Ela foi submetida a um tratamento no hospital de Qingdao, na China. Segundo a família, que arrecadou dinheiro por meio de doações para a operação na China, o tratamento e a cirurgia não são realizados na Grã-Bretanha. O tratamento, que custa mais de US$ 40 mil, utiliza células-tronco retiradas do cordão umbilical da criança e injetadas na corrente sangüínea e corrigem as células danificadas. Após o tratamento, Dakota Clarke conseguiu ver contornos e cores dos objetos e distinguir luzes à sua volta. O método, conhec
Um novo estudo, feito por pesquisadores de diversos países, acaba de conseguir reverter déficits neurológicos em estágios iniciais em pacientes com esclerose múltipla a partir do transplante de células-tronco dos próprios indivíduos, informou a Agência Fapesp. As células foram usadas para "reinicializar" seus sistemas imunológicos. A maioria dos pacientes com esclerose múltipla, doença neurológica crônica de causa ainda desconhecida, tem episódios que são geralmente reversíveis. Mas, com o tempo ¿ geralmente de 10 a 15 anos após o início da doença ¿ a maior parte desenvolve esclerose múltipla progressiva secundária, que se manifesta na forma de danos neurológicos graduais e irreversíveis. O estudo foi feito com 21 pacientes, com idades entre 20 e 53 anos, que foram submetidos a tratamento entre janeiro de 2003 e fevereiro de 2005. O trabalho indicou melhoria nos 24 meses seguintes após o transplante, com o estado clínico se estabilizando posteriormente. De acord