Criar um dente novo a partir de um velho, e ainda usando o famigerado siso, deverá ser viável em até uma década. Quem promete é uma dupla de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo. Os estudos realizados pelos dentistas Silvio e Mônica Duailibi no Departamento de Cirurgia Plástica da Unifesp ainda não são feitos em humanos, mas estão próximos disso. Por enquanto, o mais recente resultado científico da dupla, publicado neste mês no periódico "Journal of Dental Research", mostra que é viável fazer crescer dentes em ratos usando células-tronco adultas extraídas de um outro dente. Estudos anteriores do casal haviam mostrado que é possível fazer o órgão surgir no abdômen do roedor. Agora, o avanço foi maior. "Nós conseguimos fazer com que o dente nascesse no lugar onde ele realmente deveria crescer, na mandíbula", diz Silvio Duailibi. "O processo ocorreu em três meses e deu origem a um dente com todas as suas estruturas, mas ainda sem as dimensões
A silicose será a primeira doença pulmonar tratada com células-tronco adultas no Brasil. O anúncio foi feito em Águas de Lindóia (SP), durante a 23ª Reunião Anual da Fesbe (Federação de Sociedades de Biologia Experimental). Em pesquisas com roedores, já concluídas, a equipe do professor Marcelo Morales, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), conseguiu barrar com sucesso o desenvolvimento da doença. A silicose, inflamação no pulmão deflagrada pelo contato com o pó de sílica, atinge 6 milhões de pessoas no Brasil. A maioria dos pacientes é trabalhadores da indústria naval. Mineiros, artistas plásticos e vidraceiros também podem desenvolver a inflamação --que não tem cura nem tratamento e mata o indivíduo em cerca de 30 anos, forçando antes disso aposentadoria por invalidez. Dez pacientes --ainda a serem escolhidos- serão tratados com as suas próprias células-tronco da medula óssea. "Elas são retiradas por meio de uma punção normal e instiladas [injetadas e
Experimento foi conduzido por grupo de cientistas japoneses e americanos. Grupo tem objetivo de iniciar testes com seres humanos em um ano. Células-tronco adultas injetadas diretamente no cérebro podem reduzir os danos causados por um derrame. Pelo menos em roedores. É o que demonstrou um estudo recém-conduzido por pesquisadores americanos e japonezses. Agora, o grupo já pensa em realizar testes em seres humanos. Os resultados estão na edição desta semana do periódico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, "PNAS". O que os cientistas encabeçados por Darwin Prockop, do Centro para Terapia Gênica, em Nova Orleans, e Hirokazu Ohtaki, da Universidade Showa, em Tóquio, fizeram foi injetar células-tronco humanas extraídas da medula óssea no cérebro de roedores, um dia depois deles sofrerem um acidente vascular. Os resultados foram bastante positivos. "As células-tronco melhoraram a função neurológica e reduziram marcadamente a morte celular neuronal no hip
Resultado, obtido também com gatos, prenuncia teste em humanos. Equipe da Fiocruz espera aprovação de comitê de ética para próxima fase. Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) da Bahia estão se preparando para testar o potencial das células-tronco adultas para ajudar pessoas que sofreram lesões na medula espinhal e ficaram com parte do corpo paralisada. Após resultados animadores em animais – cães e gatos voltaram a ficar de pé após meses em estado paraplégico –, o grupo coordenado pelo médico Ricardo Ribeiro dos Santos espera a autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para iniciar os primeiros testes em humanos. “Submetemos nosso pedido há cerca de seis meses”, contou Ribeiro dos Santos ao G1 durante o 54. Congresso Brasileiro de Genética, que acontece em Salvador e termina nesta sexta (19). “É claro que gente é gente, e não podemos garantir que os mesmos resultados aconteçam com os pacientes humanos, mas estamos animados”, diz o pesquisado
Protocolo anterior funcionava, mas era muito agressivo para pacientes. Agora, grupo quer modular sistema imune com as próprias células-tronco. Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, que realizaram o primeiro estudo em humanos envolvendo células-tronco e diabetes, iniciaram nova pesquisa. Os cientistas brasileiros conseguiram reverter a alteração imunológica que dá origem ao diabetes tipo 1, utilizando para isso uma combinação de células-tronco e quimioterapia. O diabetes tipo 1 acomete principalmente jovens e crianças e leva os pacientes a necessitarem de múltiplas aplicações de insulina para manter os níveis de açúcar no sangue. Nos diabéticos desse tipo, as células produtoras de insulina são atacadas pelos órgãos de defesa do corpo, parando assim a produção do hormônio essencial para o funcionamento do organismo. Na pesquisa de 2003 os médicos desligavam o sistema imunológico dos pacientes com aplicações de quimioterapia. Após isso, "