O pós-doutor Julio Voltarelli, médico e pesquisador da Universidade de São Paulo, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), esteve no Hospital Santa Cruz para apresentar sua pesquisa “Células Tronco no Diabetes Melito”, recentemente publicado no The Jornal of The American Medical Association. A pesquisa do médico, realizada desde setembro de 1992, destaca que a terapia celular pode reverter o diabetes tipo 1, mas ainda não é possível se falar em cura do diabetes. O pesquisador iniciou o estudo do uso de células-tronco hematopoéticas em transplantes não mieloablativos para pacientes com diabetes melito tipo 1 recém-diagnosticados. Ao todo, 19 pacientes foram submetidos ao procedimento e a continuidade da pesquisa demonstrou que 74% (14 pacientes) ficaram livres continuamente da insulina, sendo que alguns deles, por períodos de mais de três anos. O demais pacientes apresentaram uma redução da dose diária de insulina. DIABETES MELLITUS ocorre, quando
Especialidade é um das primeiras a obter resultados efetivos com tratamento. Primeiros registros são de 2006 A utilização de células-tronco na Cirurgia da Mão vem ganhando cada vez mais espaço, por agilizar o procedimento de reabilitação do paciente que sofre traumas e acidentes na região dos membros superiores. O método, que teve início no Brasil através de estudos do especialista em Cirurgia da Mão e membro da ABCM (Associação Brasileira de Cirurgia da Mão), Jefferson Braga Silva, já é aplicado em várias universidades brasileiras e consiste em retirar células-tronco da medula óssea do paciente, especificamente da bacia. Elas são separadas por um processo em laboratório, e é destinada à pessoa que não foi operada com urgência e que perdeu um segmento do nervo, que se atrofiaria com o tempo. “A utilizaç ão das células-tronco na cirurgia da mão poderá ser utilizada na regeneração cutânea, óssea, nervosa e tendinosa. Existem relatos na literatura de regeneração desses tecido
Cientistas descobriram uma forma de obter células-tronco do músculo que fica ao redor da boca (chamado orbicular do lábio) e as utilizaram para produzir ossos. “Estas células têm a capacidade de se transformar em tecidos diferentes do corpo”, conta a dentista Daniela Bueno, autora de uma pesquisa de doutorado em que foi desenvolvida a técnica. O procedimento pode originar uma terapia com células-tronco para implantar dentes e tratar deformidades no crânio e no rosto, como o lábio leporino, uma fissura no lábio, céu da boca e osso alveolar (que sustenta os dentes e a gengiva). De acordo com a pesquisadora, o pedido de patente foi tornado público na semana passada. O trabalho de doutorado de Daniela foi coordenado pela professora Maria Rita Passos Bueno, do Instituto de Biociências (IB) da USP, e teve como co-autoras a professora Mayana Zatz, pró-reitora de pesquisa da USP, e Irina Kerkis pesquisadora do Instituto Butantã. Daniela conta que o objetivo da pesquisa era aperfe
A recente criação do primeiro banco de células-tronco do Vietnã foi considerada como o ''prelúdio'' de uma indústria vietnamita de células-tronco pelo professor-doutor Toàn Thang Phan. Especialista neste domínio desde 2004, ele trabalha na Universidade Nacional de Singapura e é representante da CellResearch Corporation. O jornal online VietnamNet entrevistou Thang Phan sobre o novo progresso e o caminho adequado à pesquisa científica nesta área. Como se pode descrever o caminho das pesquisas com células-tronco no Vietnã? Os resultados obtidos nos últimos três anos, inclusive a criação do primeiro banco de células-tronco no Vietnã, lançaram as bases de uma nova indústria, capaz de não só satisfazer as necessidades internas, mas também gerar um novo segmento exportador. Quando seu desenvolvimento amadurecer o bastante para atingir o estágio de comércio, para tratamento de traumatismos ou estético, esta área vai gerar muitos empregos de alta qualificação.
O transplante de células-tronco após infarto melhora a função cardíaca e diminui a mortalidade a longo prazo, mostra o primeiro estudo desse tipo a acompanhar os pacientes por um período extenso. O trabalho, publicado na última edição do "Journal of the American College of Cardiology", foi conduzido por um grupo pioneiro de pesquisadores da Universidade de Düsseldorf, na Alemanha. Os cientistas acompanharam 124 pacientes durante cinco anos. Todos haviam sofrido um infarto e tinham sido submetidos a angioplastia (implantação de stents para desobstruir vasos). Os voluntários puderam escolher se queriam ou não receber também um transplante de células da medula óssea. Metade dos pacientes não quiseram passar pelo tratamento e foram considerados o grupo controle. O transplante, feito com células do próprio paciente, foi realizado sete dias após o infarto, em média. Os resultados após cinco anos mostram que a função cardíaca melhorou de 51,6% para 56,9% nos que rece