Células-tronco embrionárias podem ajudar pacientes que apresentam déficits de aprendizagem e de memória após terem sido submetidos a radioterapia para o tratamento de tumores cerebrais, sugere um novo estudo. A pesquisa, feita por um grupo da Universidade da Califórnia, em Irvine (UCI) e em São Francisco, nos Estados Unidos, será publicada no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Restauração da aprendizagem e memória - No estudo, feito em ratos, foi observado que células-tronco transplantadas restauraram a aprendizagem e a memória a níveis normais quatro meses após a radioterapia. Por outro lado, animais submetidos à radioterapia e que não receberam células-tronco experimentaram um declínio de mais de 50% na função cognitiva. "Os resultados fornecem a primeira evidência de que tais células podem ser usadas para melhorar o dano induzido pela radiação do tecido cerebral sadio", disse Charles Limoli, professor
A combinação de terapia genética com o uso de células-tronco pode ajudar no tratamento da adrenoleucodistrofia, doença genética que ficou conhecida no mundo todo ao inspirar o filme "Óleo de Lorenzo" e causa paralisia total, perda da fala e, por fim, mata suas vítimas. A descoberta é de cientistas franceses, alemães e americanos, que conduziram um estudo piloto com dois pacientes durante dois anos. Um gene manipulado foi introduzido nas células do sangue dos pacientes. A doença é provocada pela deficiência da proteína chamada ALD, que está envolvida no transporte dos ácidos graxos. Quem tem a doença também sofre com a destruição da bainha da mielina. Sem ela, os nervos perdem a função, e o paciente acaba perdendo os movimentos. No estudo, células-tronco sanguíneas foram retiradas dos pacientes e geneticamente corrigidas em laboratório, usando um vetor lentivírus para introduzir uma cópia de trabalho do gene ALD nas células. As células modificadas foram reinjetadas no
Mal de Parkinson, Mal de Alzheimer, diabetes, epilepsia, acidente vascular cerebral (AVC). Essas são apenas algumas das dezenas de doenças que afetam milhões de brasileiros que torcem todos os dias para que os cientistas encontrem a cura do mal que os atinge. O caminho para que a terapia celular seja usada como qualquer outro procedimento médico ainda é longo, mas os primeiros passos já foram dados. Balanço do Ministério da Saúde mostra que R$ 65 milhões já foram investidos, desde 2005, em pesquisas com células-tronco. Desse montante, cerca de 60% foi financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O restante foi arcado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). – Não é o dinheiro privado que financia pesquisas com células-tronco nem no Brasil, nem no mundo. São os governos – afirma o secretário de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães. – Os empresários não o faz
Pesquisa do coração: dos 574 pacientes do país, 49 estão sendo avaliados em Pernambuco. Entre os 32 brasileiros que tiveram infarto, 30% são pernambucanos Fé e ciência. Palavras que sempre andam juntas quando o assunto é células-tronco. Se não fosse pela fé, o que mais levaria 574 pessoas de todo o país a se submeterem ao procedimento cirúrgico de uma pesquisa que não sabem se dará certo? Mais que isso. Sem a certeza de estarem recebendo células-tronco e não uma solução com soro fisiológico que de nada serviria. Não há como negar a crença dessas pessoas. Na ciência, nos médicos e no que acreditam ser a solução para pelo menos parte de seus problemas: as células-tronco. Eles participam do Estudo Multicêntrico Randomizado de Terapia Celular em Cardiopatias, a maior pesquisa realizada no Brasil nessa área, que já dura quatro anos. Do total de pacientes, 49 estão incluídos nos dois centros de Pernambuco. O empresário de 50 anos Fernando Januário da Silva bem que poderia se tra
Hospital de Southampton já realizou com sucesso 7 cirurgias. Em laboratório, com cobaias, técnica funcionou em todo o esqueleto. A mistura de células tronco com pó de osso se revelou uma mistura capaz de regenerar partes danificadas do esqueleto. A técnica, desenvolvida por ortopedistas do Hospital de Southampton, no sul da Inglaterra, é a maior esperança de Mark Venebles, de 39 anos. Ele perdeu massa óssea do lado esquerdo do quadril, começou a mancar e a sentir fortes dores. Da medula óssea de Mark, na parte de trás da pélvis, os médicos retiram células-tronco. O material foi misturado com fragmentos de ossos de um doador – mas poderiam ser do próprio paciente. Em seguida, os médicos extrairam a parte doente do quadril de Mark. Deixaram um espaço oco. A cavidade foi preenchida com a pasta formada pela mistura de pó de osso e células tronco. Outras seis cirurgias semelhantes foram um sucesso, e os médicos estão confiantes de que em 3 meses Mark voltará a an