Cientistas britânicos desenvolveram um tratamento contra a causa mais comum de cegueira --a DMRI (degeneração macular relacionada à idade)-- a partir do uso de células-tronco. O procedimento deve começar a ser aplicado em 2015. O tratamento é resultado do trabalho de oftalmologistas do University College London (UCL) e do Hospital Moorfields de Londres. Consiste em substituir a camada de células oculares que sofreram um processo degenerativo por causa da idade por células novas obtidas a partir da manipulação de células-tronco embrionárias. A DMRI é uma doença ocular causada por degeneração, danos ou deterioração da mácula, uma camada amarelada de tecido sensível à luz que se encontra no centro da retina e que proporciona a acuidade visual que permite ao olho notar detalhes. O tabagismo, a idade avançada, antecedentes familiares, o alto nível de colesterol no sangue e a hipertensão arterial são os fatores que mais comumente causam DMRI, um problema que a
Um estudo internacional do qual participa a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade São Paulo (USP) conseguiu reverter perdas neurológicos em pessoas com estágios iniciais de esclerose múltipla. A partir do transplante de células-tronco do próprio paciente, os pesquisadores conseguiram reiniciar o sistema imunológico de 17 dos 21 participantes (81% da amostra). Além disso, houve melhora de ao menos um ponto na escala de desabilidade, sendo que a doença se estabilizou em 100% dos casos. O Hospital da Clínica de Ribeirão irá participar da nova etapa de testes, que ocorrerá simultaneamente no Brasil, EUA e Canadá. O estudo, liderado pela universidade norte-americana Northwestern, será publicado em março na revistas internacional de ciência The Lancete Neurology. A parceria brasileira está sendo feita por meio do Centro de Terapia Celular (CTC) da USP, um dos centros de pesquisa, inovação e difusão (Cepids) da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São
Células foram retiradas de um cordão umbilical que ficou dois meses congelado O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto realizou nesta o primeiro transplante de células-tronco retiradas do cordão umbilical de um doador não-aparentado. A cirurgia durou apenas 15 minutos. O menino Davi, de 2 anos e 9 meses de idade, tem leucemia e precisava fazer o transplante. Porém, não havia um doador idêntico na família e nem no cadastro nacional de doadores. Os médicos então encontraram no Rio de Janeiro um cordão umbilical com a compatibilidade necessária. O cordão ficou dois meses congelado no hemocentro de Ribeirão Preto e chegou minutos antes do transplante ser realizado. O cordão umbilical, eliminado da placenta, é muito rico de um tipo especial de células-tronco: as hematopoéticas. No processo convencional, as células-tronco são retiradas da medula óssea e logo injetadas no paciente. Davi deve ficar em observação no HC por 40 dias. Comentário CCB: A uti
Os portadores de insuficiência renal crônica podem ter, dentro de alguns anos, uma opção de tratamento capaz de aumentar o funcionamento dos rins. Após introduzir células-tronco retiradas da medula óssea de ratos saudáveis em outros com insuficiência renal, pesquisadores paulistas detectaram que a técnica gerou uma reversão do quadro da doença. Se resultados similares forem obtidos em humanos, o método poderia dispensar a diálise. Os resultados do estudo, realizado por uma equipe da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), foram aceitos para publicação na revista Stem Cells. “Existem muitos estudos sobre células-tronco, mas nenhum ainda havia sido feito no tratamento de insuficiência renal crônica”, afirma a médica Lúcia Andrade, da Faculdade de Medicina da USP. Andrade e sua equipe induziram a insuficiência renal em ratos por meio da retirada de um rim inteiro e dois terços do outro, reduzindo a função renal dos roedores para
A vereadora Chiara Ranieri (DEM) decidiu que vai armazenar o sangue do cordão umbilical da filha, que contém material rico em células-tronco. “Depois de muita pesquisa e busca por informações, meu marido e eu decidimos armazenar o material”, afirma a parlamentar, que está em licença-maternidade da Câmara de Bauru desde a última sexta-feira. De acordo com pesquisadores, o cordão umbilical do bebê, que normalmente é descartado após seu nascimento, é extremamente valioso por ser rico em células-tronco que possuem uma habilidade única de se regenerar e se transformar em qualquer componente do sangue e do sistema imunológico. “Na família do meu marido há um histórico de câncer. Pensando no futuro e na saúde da minha filha, optamos por passar por esse procedimento, que será feito no parto.” Depois do nascimento, o sangue contido no cordão umbilical e na placenta é transferido para uma bolsa coletora especial, sem qualquer risco à saúde da mãe e do bebê, e sem interferência nos