Retinose pigmentar leva a desativação e morte das células da retina. Pesquisadores vão fazer teste inicial da terapia em cinco pacientes. Uma equipe médica ligada à USP de Ribeirão Preto está iniciando um tratamento experimental contra a retinose pigmentar, doença que pode levar seus portadores à cegueira total. Três pacientes já foram tratados e mais dois devem se submeter ao novo protocolo em breve. A ideia é usar células-tronco retiradas da medula óssea dos próprios pacientes para estimular a retina deles a recuperar sua função, ao menos parcialmente. Imagem ocular de um paciente com o problema "Estudos com animais como camundongos e coelhos mostraram que essa recuperação parcial pode acontecer, e é nisso que estamos apostando", declarou ao G1 o oftalmologista Rubens Siqueira, professor da Faculdade de Medicina de Catanduva (interior paulista) e um dos colaboradores da equipe da USP. Siqueira e seus colegas Rodrigo Jorge e André Messias trabalham junto com
Acometida de paralisia cerebral desde o nascimento, a pernambucana Clara Pereira veio à China em busca de tratamento com células-tronco. Possivelmente a primeira criança brasileira com essa condição a se tratar na China, Clara ficou um mês na cidade de Cantão e retorna nesta terça-feira ao Brasil. A menina de um ano e nove meses de idade recebeu uma série de seis injeções com células-tronco e já apresenta melhoras, enquanto espera ver resultados ainda mais significativos no próximo meio ano. A família de Clara optou por vir à China após não encontrar terapia semelhante no Brasil. "No Brasil os médicos acham que tudo é muito novo e preferem esperar. Tudo bem esperar enquanto não é o filho deles, mas eu tenho que fazer alguma coisa por Clarinha", disse à BBC Brasil Carlos Pereira, pai da menina. A paralisia cerebral de Clara foi causada pela falta de oxigenação das células cerebrais durante o nascimento. Embora tenha uma inteligência normal, ela perdeu boa parte do se
Uma irmã para a vida. Com este título, o jornal Dagens Nyheter publicou domingo, no seu suplemento dominical, um longo artigo com a história da família Richardson. São tantas as coisas que vêm à cabeça da gente, lendo o artigo, que eu resolvi contar um pouco da história, aqui. Fredrik e Helena têm três filhos: Mathias, de treze anos, Félix, de seis, e Emma Vitória, de dois meses. Até aí, nada de extraordinário. O diferente, na família, é que Mathias é portador de uma doença incurável, que se transmite através dos genes. Helena é a única na família que tem o gene causador do problema. As mulheres transmitem o gene, mas é apenas nos homens que ele se manifesta. Trata-se de uma doença que impede o metabolismo da gordura e que destroi o sistema nervoso, terminando por matar o portador. Mathias já não anda, não fala e não ouve. Após a descoberta do problema de Mathias, há três anos, e das consequências da enfermidade, todos os olhares voltaram-se para Félix. E a tr
Cientistas britânicos desenvolveram um tratamento contra a causa mais comum de cegueira --a DMRI (degeneração macular relacionada à idade)-- a partir do uso de células-tronco. O procedimento deve começar a ser aplicado em 2015. O tratamento é resultado do trabalho de oftalmologistas do University College London (UCL) e do Hospital Moorfields de Londres. Consiste em substituir a camada de células oculares que sofreram um processo degenerativo por causa da idade por células novas obtidas a partir da manipulação de células-tronco embrionárias. A DMRI é uma doença ocular causada por degeneração, danos ou deterioração da mácula, uma camada amarelada de tecido sensível à luz que se encontra no centro da retina e que proporciona a acuidade visual que permite ao olho notar detalhes. O tabagismo, a idade avançada, antecedentes familiares, o alto nível de colesterol no sangue e a hipertensão arterial são os fatores que mais comumente causam DMRI, um problema que a
Um estudo internacional do qual participa a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade São Paulo (USP) conseguiu reverter perdas neurológicos em pessoas com estágios iniciais de esclerose múltipla. A partir do transplante de células-tronco do próprio paciente, os pesquisadores conseguiram reiniciar o sistema imunológico de 17 dos 21 participantes (81% da amostra). Além disso, houve melhora de ao menos um ponto na escala de desabilidade, sendo que a doença se estabilizou em 100% dos casos. O Hospital da Clínica de Ribeirão irá participar da nova etapa de testes, que ocorrerá simultaneamente no Brasil, EUA e Canadá. O estudo, liderado pela universidade norte-americana Northwestern, será publicado em março na revistas internacional de ciência The Lancete Neurology. A parceria brasileira está sendo feita por meio do Centro de Terapia Celular (CTC) da USP, um dos centros de pesquisa, inovação e difusão (Cepids) da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São