

O avanço da tecnologia trouxe uma grande vantagem para as pesquisas da área da medicina: a criação de organoides artificiais, que a grosso modo se parecem com mini-cérebros. E a técnica, que consiste em culturas celulares que replicam as funções dos órgãos reais, vem ajudando cientistas a pesquisar sobre uma condição genética que provoca convulsões. Imagem: Reprodução/Rawpixel Com os organoides, é possível estudar o desenvolvimento cerebral, doenças e tratamentos, uma vez são feitos inúmeros experimentos que jamais aconteceriam em um cérebro humano com a pessoa viva. Esses órgãos artificiais são gerados a partir de células-tronco pluripotentes, que crescem em uma variedade de órgãos e tecidos humanos. Neste novo estudo, então, os pesquisadores encontraram padrões de atividade elétrica que se relacionaram com a convulsão de um organoide cerebral, criado com as células-tronco de pacientes com a Síndrome de Rett, condição genética que provoca convulsões. Bennet Novitch, neurocientista

Do laboratório para a mesa do consumidor. O Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva da Universidade Federal do Rio grande do Sul (NESPro/UFRGS) vai levar para a 44ª Expointer a produção de carne cultivada de crustáceos, que acontece há quatro anos no laboratório Shiok Meats, em Singapura, na Ásia. O assunto será exposto na 16ª Jornada NESPro & 5º Simpósio Internacional sobre Sistemas de Produção de Bovinos de Corte na palestra “Comercialização de carne cultivada como uma alternativa sustentável”, no dia 8 de setembro, e apresentada pela cientista e líder da equipe de células-tronco da Shiok Meats e doutora em zootecnia pela UFRGS, Ana Carina Vasconcelos. O objetivo do trabalho é desenvolver carne cultivada a partir das células troncos do tecido muscular (de onde vem a carne que se come) de crustáceos sem precisar sacrificar os animais, aplicando, dessa forma, o conceito de sustentabilidade. Ela explica que o processo está em fase experim

Trazer de volta o mamute poderia ajudar a equilibrar o ecossistema da tundra ártica, dizem defensores Reconstrução de como seria um mamute-lanoso, que está no Museu Real da Columbia Britânica(foto: rpongsaj/Wikimedia Commons) Uma empresa norte-americana de biociência chamada “Colossal” anunciou nesta segunda-feira, 13, que recebeu o investimento de 15 milhões de dólares (cerca de 78 milhões de reais) para adaptar o DNA de mamute usando parte do código genético do elefante asiático. A intenção é trazer à vida a espécie mamute-lanoso, que está extinta há 10 mil anos. Atualmente, o elefante asiático é o animal mais próximo do mamute (99,6%). Com a reconstrução a partir do material genético alterado, a nova espécie seria um tipo de animal híbrido, um “elefante-mamute”, e não um clone da espécie original. As informações são do G1. O mamute foi um mamífero gigante que habitava em locais gelados e se alimentava de plantas; seu traço mais marcante eram as enormes presas encurvadas, parecid

Biotecnologia usada para fazer as pessoas parecerem mais jovens e até viverem mais. Essa é a proposta da Altos Lab, startup financiada por bilionários como o russo Yuri Milner e Jeff Bezos, fundador da Amazon e pessoa mais rica do mundo. Jeff Bezos, fundador da Amazon - Imagem: Getty Images A Altos quer desenvolver uma tecnologia de reprogramação biológica para rejuvenescer células em laboratório. Cientistas acreditam que esse processo poderia ser usado para revitalizar organismos inteiros de animais —e, um dia, prolongar a vida humana. A empresa está recrutando profissionais, com salários milionários, e pretende abrir institutos em diversas partes do mundo, incluindo São Francisco e San Diego (EUA), Cambridge (Inglaterra) e Japão. Entre os cientistas que devem se juntar a Altos está o biologista espanhol Juan Carlos Izpisúa Belmonte, que ficou conhecido por pesquisas sobre misturar embriões de seres humanos e macacos, e acredita que a vida humana possa ser expandida em 50 anos. T

Tecnologia cara, mas disruptiva, deve alcançar preços competitivos com maior escala; carne de laboratório minimiza impactos de desmatamento e doenças infecciosas A carne cultivada, também chamada de artificial, sintética ou ‘limpa’, surge no mercado como mais uma fonte de proteína para o consumidor, assim como as alternativas vegetais (plant based), frente a uma demanda por comida cada vez maior no mundo. Até 2050, será necessário aumentar a produção de alimentos em 50%, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Isso porque, nos próximos anos, a população aumentará em cerca de 30%, para quase 10 bilhões de pessoas, sendo que a maior parte viverá em áreas urbanas com níveis de renda maiores do que os atuais. “Não há possibilidade de produzir proteína da forma convencional para alimentar a população crescente nas próximas décadas. As fronteiras agrícolas estão se esgotando. Já estamos desmatando onde não deveríamos”, destaca Luismar Porto, enge