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Notícias

7 de outubro de 2021

Doutora em Zootecnia da UFRGS lidera a pesquisa em Singapura

Do laboratório para a mesa do consumidor. O Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva da Universidade Federal do Rio grande do Sul (NESPro/UFRGS) vai levar para a 44ª Expointer a produção de carne cultivada de crustáceos, que acontece  há quatro anos no laboratório Shiok Meats, em Singapura, na Ásia. O assunto será exposto na  16ª Jornada NESPro & 5º Simpósio Internacional sobre Sistemas de Produção de Bovinos de Corte na palestra “Comercialização de carne cultivada como uma alternativa sustentável”, no dia 8 de setembro, e apresentada pela  cientista e líder da equipe  de células-tronco da Shiok Meats e doutora em zootecnia pela UFRGS, Ana Carina Vasconcelos. O objetivo do trabalho é desenvolver carne cultivada a partir das células troncos do tecido muscular (de onde vem a carne que se come) de crustáceos sem precisar sacrificar os animais, aplicando, dessa forma, o conceito de sustentabilidade. Ela explica que o processo está em fase experim

28 de setembro de 2021

Empresa recebe 15 milhões de dólares para trazer à vida mamute extinto há 10 mil anos

Trazer de volta o mamute poderia ajudar a equilibrar o ecossistema da tundra ártica, dizem defensores Reconstrução de como seria um mamute-lanoso, que está no Museu Real da Columbia Britânica(foto: rpongsaj/Wikimedia Commons) Uma empresa norte-americana de biociência chamada “Colossal” anunciou nesta segunda-feira, 13, que recebeu o investimento de 15 milhões de dólares (cerca de 78 milhões de reais) para adaptar o DNA de mamute usando parte do código genético do elefante asiático. A intenção é trazer à vida a espécie mamute-lanoso, que está extinta há 10 mil anos. Atualmente, o elefante asiático é o animal mais próximo do mamute (99,6%). Com a reconstrução a partir do material genético alterado, a nova espécie seria um tipo de animal híbrido, um “elefante-mamute”, e não um clone da espécie original. As informações são do G1. O mamute foi um mamífero gigante que habitava em locais gelados e se alimentava de plantas; seu traço mais marcante eram as enormes presas encurvadas, parecid

22 de setembro de 2021

Crise de idade? Por que Bezos agora investe na fórmula do rejuvenescimento

Biotecnologia usada para fazer as pessoas parecerem mais jovens e até viverem mais. Essa é a proposta da Altos Lab, startup financiada por bilionários como o russo Yuri Milner e Jeff Bezos, fundador da Amazon e pessoa mais rica do mundo. Jeff Bezos, fundador da Amazon - Imagem: Getty Images A Altos quer desenvolver uma tecnologia de reprogramação biológica para rejuvenescer células em laboratório. Cientistas acreditam que esse processo poderia ser usado para revitalizar organismos inteiros de animais —e, um dia, prolongar a vida humana. A empresa está recrutando profissionais, com salários milionários, e pretende abrir institutos em diversas partes do mundo, incluindo São Francisco e San Diego (EUA), Cambridge (Inglaterra) e Japão. Entre os cientistas que devem se juntar a Altos está o biologista espanhol Juan Carlos Izpisúa Belmonte, que ficou conhecido por pesquisas sobre misturar embriões de seres humanos e macacos, e acredita que a vida humana possa ser expandida em 50 anos. T

14 de setembro de 2021

Demanda por alimento e sustentabilidade puxam setor de carne cultivada

Tecnologia cara, mas disruptiva, deve alcançar preços competitivos com maior escala; carne de laboratório minimiza impactos de desmatamento e doenças infecciosas A carne cultivada, também chamada de artificial, sintética ou ‘limpa’, surge no mercado como mais uma fonte de proteína para o consumidor, assim como as alternativas vegetais (plant based), frente a uma demanda por comida cada vez maior no mundo. Até 2050, será necessário aumentar a produção de alimentos em 50%, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Isso porque, nos próximos anos, a população aumentará em cerca de 30%, para quase 10 bilhões de pessoas, sendo que a maior parte viverá em áreas urbanas com níveis de renda maiores do que os atuais.  “Não há possibilidade de produzir proteína da forma convencional para alimentar a população crescente nas próximas décadas. As fronteiras agrícolas estão se esgotando. Já estamos desmatando onde não deveríamos”, destaca Luismar Porto, enge

8 de setembro de 2021

Estudo avalia uso de células-tronco para tratar lesões nos joelhos

As intervenções cirúrgicas disponíveis no sistema de saúde brasileiro para tratar lesões no joelho são invasivas, complexas e nem sempre resolvem o problema. A alternativa é o uso de células-tronco para a produção de membranas a serem implantadas na articulação.  No Brasil, pesquisas com esse objetivo vêm sendo desenvolvidas por um grupo liderado por Tiago Lazzaretti Fernandes, cirurgião ortopédico que atua no grupo de Medicina do Esporte no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FM-USP). Os cientistas já obtiveram resultados positivos em testes pré-clínicos (com animais) utilizando membranas produzidas a partir de células-tronco mesenquimais – encontradas em tecidos como medula óssea, tecido adiposo e revestimento da parede articular ou sinóvia. Ao se diferenciar, essas células podem formar tecidos adiposo (gordura), ósseo e cartilaginoso. “Em mais de 15 anos de pesquisa há raríssimas descrições de formação tumoral, algo que é apontado em

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