

O músculo é conhecido por se regenerar através de um processo complexo que envolve várias etapas e depende de células estaminais. Mas um estudo do IMM apresenta agora um novo mecanismo. William Roman / IMM Um novo estudo liderado por investigadores do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (IMM), em Lisboa, e da Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona (UPF), descreve um novo mecanismo para regeneração muscular após danos fisiológicos. Este mecanismo de proteção abre caminho para uma compreensão mais ampla do tratamento muscular. O tecido muscular esquelético, órgão responsável pela locomoção, é formado por células que possuem mais de um núcleo – característica quase única no nosso corpo. Apesar da plasticidade das células musculares, a sua contração pode ser acompanhada por danos musculares. William Roman, autor principal do estudo, explica que “mesmo em condições fisiológicas, a regeneração é vital para o músculo suportar o stress mecânico da contração, que muitas vezes

Além da longevidade, as terapias trazem perspectivas de mais qualidade de vida e bem-estar nas práticas de atividades físicas. Foto: Divulgação/DINO Em fevereiro de 2021, a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº RDC 505/2021, elaborada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), definiu novas regras para registros de produtos classificados como terapias avançadas (produto de terapias celulares, de terapias gênicas e de engenharia tecidual) que, segundo o cientista José Ricardo Muniz Ferreira, também responsável pela R-Crio, é uma oportunidade de novas perspectivas e de desenvolvimento nessa área para o Brasil. Ainda, segundo Muniz Ferreira, as células-tronco mesenquimais possuem grande potencial de multiplicação. “Um único dente, por exemplo, pode conter milhares de células e, quando multiplicadas no laboratório, tornam-se milhões. Elas também podem se especializar, com qualidade, em qualquer outra célula de tecidos sólidos do corpo humano, trazendo mais qualidade de

Nossos músculos são muito bons em se regenerar, mas eles fazem isso por meio de um processo complexo que envolve várias etapas e que depende de células-tronco. O número de microtúbulos em crescimento em direção ao núcleo diminuiu significativamente, enquanto aqueles que se moviam em direção à lesão não apresentaram nenhuma tendência particular. [Imagem: UPF] Autorreparação dos músculos Agora, cientistas espanhóis e portugueses descobriram um novo mecanismo de reparo muscular após um dano fisiológico que se baseia no rearranjo dos núcleos das fibras musculares. Como funciona independentemente das células-tronco musculares, esse mecanismo de proteção abre caminho para uma compreensão mais ampla do reparo muscular na fisiologia normal, nas lesões e em doenças que afetam os músculos. Embora a regeneração muscular tenha sido investigada em profundidade nas últimas décadas, a maioria dos estudos centrou-se em mecanismos que envolvem várias células - incluindo as células-tronco musculare

O mineiro Vamberto, 63 anos, vai ter alta após ser submetido a uma terapia genética realizada pela primeira vez na América Latina. Ele tinha um câncer em fase terminal e tomava morfina todos os dias. Servidor público aposentado, Vamberto, que tinha previsão de vida de um ano, deixará o hospital no próximo sábado (12) livre dos sintomas do câncer. Graças a um método 100% brasileiro, baseado em uma técnica de terapia genética descoberta no exterior e conhecida como CART-Cell. Doses diárias de morfina Vamberto tomava morfina diariamente, para aliviar as fortes dores causadas pela doença. Quatro dias após o tratamento, deixou de sentir as dores; uma semana depois, voltou a andar e o câncer entrou em remissão. Segundo o hematologista Dimas Tadeu Covas, a primeira fase do tratamento foi “milagrosa”. “Não tem mais manifestações da doença, ele era cheio de nódulos linfáticos pelo corpo. Sumiram todos. Ele tinha uma dor intratável, dependia de morfina todo dia. É uma história com final m

Para diversos tipos de câncer, principalmente no caso de leucemias – câncer no sangue – o transplante de célula-tronco é o tratamento padrão ouro. No entanto, muitos pacientes são frágeis para o procedimento devido o chamado regime de condicionamento que destrói as células-tronco de um paciente primeiro para que ela possa receber as do doador – assim o sistema imunológico fica baixo e não tem como rejeitar as novas células. Pesquisadores desenvolvem técnica mais segura para transplante de célula-tronco. Imagem: Shutterstock Contudo, um grupo de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, desenvolveu um método de transplante de células-tronco que não requer radiação ou quimioterapia, ou seja, não precisa que as células-tronco do paciente sejam destruídas antes do transplante. “Ser capaz de fazer um transplante de células-tronco sem ter que dar radiação ou quimioterapia seria transformador”, disse o oncologista e autor sênior da pesquisa Dr. John F